Como futuro Rei de de seu país o dever de Liam era se casar com uma Ômega a marcando em seu primeiro cycle certificando assim o futuro de sua linhagem.
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Cerca de oitocentos jarros de zircônia adornavam o palacete real, expostos sob medida. A beleza dos artefatos refletidas em espirais dourados, ouro rodeando as hastes finas, enumeradas por grandes esmeraldas, tudo porquê vossa majestade a Princesa Danielle Mary Dublin II merecia ser mimada; a aceitação piedosa da França estabeleceu a vantajosa possibilidade de negociar diretamente com um dos covis mais perigosos da atualidade 'Dragons and Eagles', então, nada mais era tão importante senão o bem estar da jovenzinha delicada.
A futura rainha, a mãe daquele que seria o primeiro herdeiro dos reinos gelados, o filhote que serviria para simples comprovação de que de fato a unificação entre os Estados estava feita.
Esse era o seu dever, seu único dever... procriar, germinar para que houvesse uma linhagem sucessiva e forte já que o príncipe era filho único.
[...] Liam, o príncipe herdeiro, mantivera-se alheio aos preparativos iniciais para seu próprio noivado, não havia trocado mais do que meias palavras com a digníssima princesa e, sinceramente sua estima pelo matrimônio tornara-se quase nula, tamanho seu desapreço por uma união política.
A França esbanjava de um grande exército e isso era tudo o que a Inglaterra precisava no momento atual, pessoas dispostas a lutar pelo bem maior, todavia, Liam se absteve de tais pensamentos, disposto a apenas concretizar aquilo de uma vez.
Agora, desolado, lambia os lábios secos, separando-os. Sentia-se quente na nuca e culpava o estresse que tudo aquilo lhe causava.
Com as pálpebras fechadas respirou profundamente; seus pulmões aparentemente não estavam oxigenando todo o ar, talvez esse fosse o motivo pelo qual sua visão estivesse tão turva e a parte detrás da sua cabeça tão dormente.
Durante alguns segundos alcançou de volta a sobriedade e, enrugando o cenho engoliu o acúmulo de saliva de baixo da língua ferrosa.
O príncipe encarou a porta escancarada da sua suíte; viu o melhor amigo monopolizando o próprio reflexo através do espelho gigantesco.
Zayn o encarou de volta, seu cabelo era uma bagunça que em algum momento ele desistiu de tentar concertar.
O garoto, pela primeira vez, não usava os mesmos tênis mundanos, ao invés, um belo par Armani calçava seus pés e, para sua total felicidade Zayn não havia gasto um tostão neles; Liam quem o tinha presenteado, na semana anterior, enquanto perambulavam feito plebeus fora dos muros.
— ...Quer? Parece que você precisa do que eu – o Alfa empurra a garrafa de bourbon, nada culpado ao incita-lo. E Liam aceita.
Afinal precisava daquilo, realmente, muito mais do que ele, porquê diferente de si, Liam nunca teria um amor do tipo verdadeiro e era por isso que Zayn entre os dois agradecia por não fazer parte tão diretamente da família real, digo, mesmo que considerasse Liam como um irmãomais velho na maior parte do tempo.
O príncipe era o seu melhor amigo sem sombras de dúvidas, companheiro leal para todas as horas e, por isso, nada mais justo do que ser ele a estar com Liam no pior dia de toda a sua vida, isso era Zayn sendo bastante positivo.
— ...Vamos, você não diz não a um homem segurando uma das melhores garrafas de bourbon da adega do rei... e se você visse todo aquele vinho fresco lá em baixo me agradeceria por te arranjar uma bebida de verdade. – o incita, mas Liam se esquiva sem realmente olha-lo e é aí que Zayn estranha de fato, suspirando — Sei que você não tá feliz Lee, e eu queria muito poder fazer algo a respeito – seus lábios imitam uma linha.
O príncipe, apático, somente grunhe, recluso dentro da própria estranheza estática.
Ele se sentia doente, tal como se estivesse fervendo de febre; o corpo grande estava superaquecendo rápido demais e a sua mente nublava seus pensamentos humanos numa velocidade animal.
Porra, que sensação de merda era aquela? Liam não sabia e o que sabia era confuso e bagunçado devido ao aumento de temperatura constante.
— ...Liam?! – Zayn arfou, então de repente o príncipe estava segurando o próprio peito, numa busca desenfreada de conter os batimentos do coração — Liam, o que tá- Você precisa de água – sim, talvez ele precisasse disso mesmo — Aqui, bebe devagar – o alfa engole depressa e rosna, com os olhos castanhos amarelando-se depressa — Vou chamar a guarda, esper- – avisa, mas seu braço é alcançado.
E uma mão forte o puxa pra si como se a si o pertencesse.
Caos.
Zayn não o reconhecia, não reconhecia o toque possessivo ou olhar assassino naquele rosto indiscritível,
Aquele ali não era o seu melhor amigo.
— ...Liam, seu babaca, eu n-não- – o ar se perde junto da sentença e, o príncipe, mudo, rosna ao encara-lo como se nada do que dissesse fizesse sentido.
E Zayn tenta muito escapar, ele tenta pra caralho.
Mas, Liam agora estava em cima de si, o olhando com as pupilas dilatadas e os presas finíssimas pra fora.
Terrível, assustador e animalesco, Zayn se apavorou.
— Me solta, seu porra – grita, respira fundo e o soca no rosto com toda força que consegue — Me s-solta – sai mais fraco, mas o homem, perdido em si, não o dá a devida importância — Liam! – Liam o segura pelo queixo, Zayn arregala os olhos sem realmente enxerga-lo, se debatendo abaixo de si como um animal dentro de um abatedouro — Liam o que você tá fazendo, porra? – as garras perfuram sua pele na gana de mantê-lo parado. Zayn não vai ceder — Me solta porra, me solta! – grita e, congela ao sentir a boca resvalando a sua pele nua, ele sente o arrepio físico e-
As presas perfuram sua jugular amolecida e entram dentro da sua carne frágil. O céu se ilumina e o alfa força ainda mais a mordida de vínculo.
O sangue se espalha e, Zayn desmaia enquanto o lobo limpa a bagunça que havia feito.
Caos.
As portas se abrem, e toda a corte já está ali, o seu pai, o rei da Inglaterra.
— O que- –resmunga em completo atordoamento, confuso e... afeição de horror no seu rosto condiz com os espasmos que sente surgir através do corpo.
— Pai... – Liam o chama sem ar e se desespera ao dar de cara com o Alfa desmaiado sob o seu corpo, a marca da mordida está ali e Zayn parece meio... morto.
Mas não está, ele pode ouvir o retumbar frágil, o batimento lento. Caralho. Que porra aconteceu? O que ele fez?