Não era como se Sarah nunca tivesse viajado, mas desta vez ela estava completamente só. Então, como precaução, ela tinha levado pouca coisa. Muito menos do que você imagina. O máximo de coisas que ela levava era uma mochila e comida. Tá, nem poderia ser considerado comida, levando em consideração que noventa e nove por cento do que ela levava faziam parte da área dos supermercados destinados a biscoitos recheados, pipocas, chocolate, etc. Mas aquele um por cento era uma maçã que a mãe dela insistiu que ela levasse.
- Me prometa que você vai se cuidar - Anne, mãe de Sarah, pediu segurando na mão da filha com força e as beijando. - E que vai comer direitinho - Completou.
- Prometo dona Anne, satisfeita? Vou me cuidar - respondeu carinhosamente e deixou um beijo na testa da mãe, enquanto se soltava dela e andava em direção ao carro que tinha comprado depois de anos de trabalho, mas ainda com ajuda da mãe.
Sarah tinha acabado de completar vinte e um, e quando digo que ela acabou de completar, quero dizer que era uma hora da manhã. Ela não queria passar nenhum minuto mais naquela cidade. New York , apesar de bonita, já era rodada. Sarah já tinha passado por todos os lugares possíveis ali dentro, sentia-se limitada. Então assim que pisou o pé no acelerador sorrindo, sentiu que sua vida tinha começado.
Quando pequena ela costumava vender flores por onde quer que fosse, e o dinheiro que conseguia financiava seus passeios pela cidade. Mas logo aos quatorze anos ela decidiu que não queria mais ficar ali, então tudo o que conseguia em quantia, seja em moeda ou nota, guardava em um pote chamado "Fugir de casa com 21". E sua mãe sempre ria ao ler isso, no entanto, sempre ajudava como podia.
Não eram pobres, mas uma coisa que Sarah aprendeu foi a conquistar sua independência sem sugar o dinheiro de sua família, era menina de caráter e tinha opinião. E era inteligente, do seu modo, claro. Tinha argumentos firmados em estudos sobre tudo, politica, economia, sobre biscoito ou bolacha. Mas, sobre o ultimo tópico, desde que fosse recheada, ela comia.
Assim que saiu de Nova Iorque, quatro horas depois, estava em Boston. Aquele lugar era maravilhoso, mas o motivo de ter ido até ali era outro. Logan Lerman, 22 anos, 4 de amizade e muitas conversas noturnas, morava ali. Conheceram-se em um grupo de viajantes, passando-se por viajantes, e logo viraram amigos, mas nunca se viram ao vivo, a não ser pelo Skype ou ligações telefônicas que custavam uma fortuna.
Ela confessa que já teve um crush nele, até eu teria. Logan é da mesma altura que ela, pelos cálculos dos dois, e tinha belos olhos azuis piscina que contrastavam com os cabelos castanhos escuros. Ele parecia um boneco de tão fofo. Tinham o mesmo sonho, isso era nítido, e por isso agora ela estaria ali para busca-lo. Era a primeira vez que ela o veria em carne e osso, ali na sua frente, e estava nervosa. Para falar a verdade, estava mais animada que nervosa, mas isso não vem ao caso.
Assim que parou ao lado do Hilton Boston Back Bay, local de espera combinado pelos dois, ela suspirou de alivio ao olhar pela janela. Seu sonho se tornava realidade, e ela nem conseguia acreditar. Deu uma olhada pelo carro ainda sorrindo, e observou a sorte que tinha. O carro era enorme e confortável, nos bancos traseiros tinham duas telas, uma em cada banco, para assistir ao que quer que fosse. Mas adaptado para que dormissem os dois sem problemas, visto que ela não queria dormir em hotéis. Tanto os bancos da frente como os de trás, poderiam se transformar em camas.
- Com licença senhorita - ela ouviu uma voz masculina baixa e rouca, mas suave, falar. - Você é a idiota que estacionou no lugar errado para esperar o Logan?
Ela riu ao reconhecer aquela voz, que no momento estava levemente afetada pelo horário, eram seis horas da manhã já naquele ponto. Saiu do seu assento dentro do carro e correu até seu amigo que sorria para ela, os olhos inchados pelo sono se fecharam, e ele a girou no ar enquanto deixavam algumas lagrimas escaparem. Eles esperavam por esse dia a anos, e aquele encontro não poderia ser melhor.
- E você é o idiota que eu estava esperando, senhor Lerman?- ela disse com a voz abafada no ombro dele. Estavam apenas sorrindo e e olhando um para o outro à alguns minutos.
- Acredito que sim - ele colocou a mão no rosto dela e secou suas lagrimas ainda sorrindo. - Seus olhos são ainda mais bonitos ao vivo.
Ela abaixou o rosto e sorriu. Ele fora uma das únicas pessoas que acreditou nela. Sarah Mcdaniel tinha heterocromia, e apesar de saber através dos médicos que era genético, ela ainda se consultava semestralmente. E, abordando o assunto principal, Heterocromia é uma anomalia genética na qual o indivíduo apresenta olhos de cores distintas, ou duas cores em um mesmo olho. E no caso de Sarah, um olho era azul piscina e outro, esverdeado. Seus olhos eram uma mistura de muitas emoções naquele momento, então tudo o que ela fez foi colocar seus óculos de sol e sorrir o abraçando novamente.
- E você é mais gostoso do que eu pensei - eles riram. Aquele tipo de coisa era típico de Sarah, tirar a atenção de qualquer assunto que a envolva. Ela odiava estar sob holofotes. No caso, ser o tema da conversa.
- Vamos partir agora, ou você quer ficar e tomar café da manhã comigo em uma lanchonete qualquer?- Ele ofereceu entrando no carro do lado do motorista e piscou para ela. E em um silencio cheio de palavras, ela assentiu enquanto ligava o rádio e aumentava, abrindo as janelas e começando a cantar junto.
- Não acredito que tudo isso é real - ela comentou abaixando mais o volume e olhando o nascer do sol, tirando também uma foto.
- Eu ainda estou em Boston, então não consigo acreditar ainda - ele fala dando risada. - Confesso que estou ansioso.
- Ansiosa é pouco - Sarah fala virando-se de lado e o observando. - Onde estamos indo?
- Tem um café de estrada que eu visitei quando saia da cidade, vou te levar lá. Já fica na saída da cidade - ele responde colocando seus óculos escuros e dando um sorriso de lado. - Esse vai ser o melhor ano da nossa vida, Sarah, escreve o que to te dizendo. Melhor: tatua.
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Anormal
FanfictionSarah Mcdaniel tinha acabado de completar seus vinte e um anos, estava naquela fase épica da vida, afinal estava entrando para a vida adulta, finalmente. Mas entrar para uma boa faculdade e cursar medicina não era o sonho da menina mulher. Ela quer...
