Capítulo 11 - Incoerente

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Aquele não era um bom dia para mim, já não bastava distanciar-se de Jack e agora tinha que fugir dos índios também, eles me amarraram em uma árvore e me instruiu conceitos incoerentes de sobrevivência, mas se eu me apresenta-se como vítima poderia obter uma recompensa e não terei mais que empenhar-se nos afazeres de Dodge. As cordas ja estavam me lesionando e minha fome já estava eminente. Meu nariz   pinga sangue. Lembro-me de uma faca na capa, ergo a mão para alcançar o bolso e pego com cautela para que eles não percebam.

—Vamos iniciar a transição, vou lhe dar sangue humano você ja está prestes a morrer. —Informa o índio. Começo a corroer a corda com a faca.

—Promete que me fará andar ao sol e deixará ver minha família após isto, por favor é.

—Marlon! —Informa.

—Por favor!

—Vitória, é contra nossas regras! Você pode se descontrolar lá fora e matar alguém! —Diz ele.

—Você precisa me soltar eu tenho um bom motivo! —Nao será fácil convencer, terei que dizer a verdade.

—Esta bem vou lhe dar a chance de me informar o bom motivo.

—Existe um livro que outros vampiros estão querendo, estão usando minha irmã como meu ponto fraco, eles querem que eu encontre já que meu pai não foi eficiente no serviço.

—Esta não! —Indaga ele.

—Eu sou filha de Thomas. —Explico e rasgo a corda! Me solto e tento correr mas os índios me cercam apontando suas flechas, uma atinge minha perna esquerda. Grito quase tombando. Puxo com força e a tiro, meus olhos se enchem de lágrimas com a dor.

—Esperem não a machuquem! —Pede o índio gritando.

—Marlon ela não está pronta! —Diz o chefe.

—Ela é a filha de Thomas, é nossa única chance, precisamos proteger aquele livro, ela irá nos entregar. Não é Vitória? —Pergunta o índio! Penso em lutar mas são muitos índios e meu nariz está sangrando, não é um bom sinal.

—O livro! Nós precisamos do livro, não pode parar em mãos erradas se não será nosso fim! —Grita o chefe.

—Você como descendente de Emmy, deve nos livrar do mal. —Pede Marlon.

—Conheceram minha vó? —Pergunto surpresa.

—Sim, ela morreu protegendo esta obra, agora você sabe por que não pode entregar a eles. —Explica o índio, meus olhos se enchem de lágrimas, balanço a cabeça e concordo.

—Ela precisa voltar para casa sozinha. É necessário fazer o feitiço  contra o sol. É contra as regras entrarmos na cidade. —Informa Marlon.

—Mas por que? —Pergunto.

—É um trato que fizemos com os agentes da delegacia. O que entra na floresta pertence a nós e o que entra na cidade pertence a eles. —Explica o chefe.

—Eles conhecem vocês? —Sim, não somos apenas índios! Não somos apenas vampiros! —Diz Marlon. Todos os índios exceto o chefe se transformam em lobos.

—Traga o livro!

+++

Volto para casa mancando por conta da perna, carrego uma mochila com um segredo que os índios me revelou sobre minha avó, abro a porta e me deparo com Júlia.

—Meu Deus onde estava? O que houve com sua perna? —Pergunta ela preocupada.

—Eu apenas cai. —Digo jogando a mochila ali no chão, ela põe seu braço em meu pescoço e me leva para sentar no sofá da sala.

—Fique aqui eu vou fazer um curativo.

—Obrigada!

—Jack esteve te procurando. O que houve? Ele disse que nosso pai foi preso por porte de arma. Sabe algo? —Pergunta ela limpando minha ferida com um pano úmido.

—Nao. —Respondo olhando para ela que é tão bela, não é errado Jack sentir atração.

—Você gosta dele? —Pergunto lembrando da visão que tive mais cedo.

—O que? Não, eu não. —Ela fica nervosa como se quisesse guardar o segredo.

—Sei la. Ele é mais velho, mais maturo e atraente mas não quero ir além disto. Quero ser independente, entende? —Pergunta ela enfaixando minha perna.

—Sim. —Respondo, alguém bate na porta, sinto o cheiro, é Jack.

—Nao, não abra. —Peço a Júlia.

—Vitória não pode ficar fugindo da polícia, eu já volto. —Ela caminha até a porta, logo corro para conzinha.

—Vitoria já voltou? —Ouço a voz doce de Jack cato a mochila e fujo.

+++

Vou atrás de Dodge mas não o encontro, decido então ligar.

—Dodge! Preciso de um favor seu! Me encontre na praça. —Peco.

—Você já encontrou o livro? —Pergunta ele mas Desligo.

Chego a praça e ele se despede de Gabriela para falar comigo.

—Você é sem educação sabia? Como está andando ao sol?

—Escute! Jack já sabe de mim, ele não vai me deixar em paz até me prender. Estou ao sol por que conheci outro amigo e ele está no quarto de Tânia pronto para terminar de mata-la se você não cooperar.

—Nao posso hipnotiza-lo então é bom ter um plano!

—Por que não pode hipnotiza-lo?

—Eu não sei! Talvez seja um descendente!

—Nao. Não pode ser!

—Então me dê uma boa explicação para isto.

—Esta bem, vamos ao plano. Eu vou convece-lo a me deixar em paz, vamos arranjar um encontro, eu, você e ele. —Explico a Dodge.

—Você já entendeu não é Jack? Se tentar fazer qualquer gracinha eu termino de matar sua namorada Tânia. Venha até a ponte. -Digo a Jack por telefone.

Continua...
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