Capítulo 10 - Índios

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***Jack

Corro para o hospital e me deparo com Tânia em coma, o acidente foi um terrível acontecimento, logo seu pai quer saber se eu descobrir algo.

—Identificou ele?

—Lamento. Vitória estava muito nervosa na hora do fato, ela informou que não viu nada. —Explico.

—Será que você não percebe? —Pergunta Alan passando as mãos em seus longos cabelos loiros.

—O que?

—Vitoria é uma das nossas. Ela é a principal suspeita. Pensa Jack! Como ela conseguiu seu número? Como ela te telefonou? —Acusa ele.

—Nos não temos provas! Eu não a vi cometendo nenhum crime!

—Ela é mais inteligente do que os outros e está mentindo pra você!

—Não. Não está , eu fiz o teste! —Defendo.

—Você está apaixonado por esta garota, está claro isto! Mas você tem que ser esperto e ver que ela é o grande mal desta cidade.

—É impossível! —Continuo defender Vitória como se ele tivesse razão. Acho que me apaixonei mesmo por esta garota.

—Não Jack. As imagens da câmera de segurança da delegacia foram deletadas, alguns de nossos arquivos foram remexidos e levados. Aquela Verbena foi trocada, é por isto que o seu teste não deu certo! Estamos um passo atrás por conta da sua ingenuidade. Quero que investiga este caso e você mesmo prenda a princesa. —Ele ordena e sai do quarto.

Encaro a frágil garota loira deitada naquela cama e me pergunto por que acabou tão rápido? Por que não consigo mais sentir atração por ela? Por que meu coração dispara quando estou próximo a Vitória? Teria razão o seu pai? Eu me apaixonei? Mesmo que isto esteja acontecendo não posso ignorar todas as mortes e crimes naquela cidade, se ela for a culpada devo prende-la.

+++

***Vitória

Após o episódio com Tania fica tudo muito desalinhado para min. Chego em casa, abro a porta e algo terrível acontece.

—Não se mecha! Eu sei o que você é! Sei das mortes, da delegacia e de Tânia. —Informa Jack.

—Não Jack pare! Não pode me prender. Isto vai muito além! —Digo

—Vitoria eu posso te ajudar! Estamos lidando muito bem com Thomas. Confie em mim!

—Não posso, me desculpa! Se eu não fizer o que eles me pede vão machucar minha irmã. Por favor! —Peco.

—Esta tudo bem! Me esclarece com calma como Júlia vira alvo deles. —Ele guarda a arma.

Aproximo-me quase sem medo.

—Preciso te contar uma coisa! Sobre nós! —Informa, aproximo mais.

—Eu me apaixonei por você! —Revela Jack. Fico mais perto dele.

—E é por isto que vou te prender! —Jack puxa uma estaca da sua cintura e enfia em minha barriga.

Abro os olhos e percebo que nada aconteceu. Apenas vi o futuro. Escuto o barulho da sirene do carro da polícia, devo sair dali o mais rápido possível.

Ponho minha grande capa que me protege do sol e corro até a floresta. Subo em uma árvore e observo Jack chegar. Assim como na minha visão ele cata uma arma e entra na casa mirando para todos os lados. Eles sabem de mim! Não sei o que fazer agora. Não tenho muito tempo pra encontrar o livro, devo apenas ligar pra minha mãe e pedir pra levar minha irmã? E agora? O que eu faço? Sinto uma pancada em minha nuca, tombo da árvore e apago.

+++

***Marlon o Índio

—Temos mais uma! —Levamos a princesa para a cabana.

Apos alguns minutos ela acorda assustada.

—O que? Quem é você? Por que estou presa? Me soltem! —Grita tentando soltar-se mas não irá conseguir pois prendemos-a amarrada na árvore com cordas banhadas de verbena.

—Índios! —Diz ela.

—Não se preocupe! Não iremos te lesionar! —Informo.

—Já estão me machucando! Me soltem pra conversarmos por favor! —Ela pede.

—Primeiro me diga sobre as mortes. Foi você? —Pergunto.

—Quem é você?

—Com toda certeza não sou seu jantar!

—Não fui eu! NÃO FUI EU! NAO FUI EU! —Grita ela em desespero.

—Sou um índio, estou a procura de vampiros.

—Para mata-los?

—Não. Para brincar de derruba-los da árvore. —Digo em Ironia.

—Não sou um. Não ainda. —Diz a garota.

—Ainda não completou a transição? —Pergunto.

—Não pretendo completar. Não posso viver assim. Prefiro morrer. —Preocupado com o que acabo de ouvir me aproximo ao chefe da tribo e pergunto o que devo fazer.

—Como os vampiros tem se multiplicado? —Pergunta ela gritando.

—São vocês? —Completa.

—Trafico. —Respondo voltando para próximo da garota.

—O que isto influencia?

—É uma droga diferente baseada em dois conceitos. Primeiro matar o humano e depois o transformar. Algum vampiro muito forte, provavelmente o sangue de um original está servindo como o segundo conceito, o de transformar. O resto você já sabe, vem a fome.

—Por que isto?

—Não sabemos ainda. Mas temos um plano de sobrevivência. Estamos procurando os vampiros e mudando-os. —Explico e ela sorri.

—Como podem ser tão estúpidos? —Ela caçoa.

—Quando me transformei matei muitos e eles me ajudaram. —Explico.

—Eu não preciso da sua ajuda. Já disse que não vou ser assim.

—Você pode controlar depois que completar o ciclo. Não tem escolhas. Se não fizer irá morrer!

—Não tenho nada a perder!

—Nao precisa ser assim. Nao precisa  matar ninguém. Pode fazer coisas comuns como pessoa comum. —Explico.

—Posso andar a luz do sol?

[...]

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