Capítulo 09 - Um dia ruim

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Lembro-me de brincarmos ao parquinho, eu a empurrava no escorregador e em seguida ela fazia o mesmo comigo, divertiamos no balanço, corríamos por todo parque, nos enterravamos na areia, dividiamos sempre nossos lanches e brinquedos, sempre estivemos juntas em todos os momentos.

—TÂNIA! —Grito e corro até ela. O motorista foge com o carro, não consigo identificar e não consigo ter nenhuma reação no momento. Ajoelho-me próximo a garota e apoio sua cabeça em meu colo.

—Por favor volte! Acorde! Me perdoa! Eu não sabia! TÂNIA! —Grito balançando-a mas a garota não reage. Tenho uma idéia, ligar para Jack mas preciso ser cuidadosa pois serei retratada como culpada.

—Jack. Por favor! Me ajude! Tania foi atropelada!

—Vitória? O que está dizendo? Onde vocês estão? —Pergunta ele preocupado.

—Aqui em casa! —Choro ao telefone.

—Estou chegando, ela está acordada? O que foi que aconteceu? —Desligo o telefone pois tenho que ser rápida e dar o fim no telefone de Tânia.

Cato do seu bolso e o jogo no fogão de lenha que há no nosso quintal.

—Vamos, vamos! —Torço pra que queime logo. Ouço as sirenes, corro até o corpo da garota e espero os policiais e bombeiros se aproximar.

—Minha filha! O que aconteceu com ela? —Grita Alan saindo do carro.

—Por favor não toquem no corpo. Deixem que a gente cuida. —Pede o médico da ambulância.

—Ela vai ficar bem? Está viva? Me digam! —Grita Jack.

—Por favor acalmem-se. Por sorte a garota está viva. —O médico a coloca na maca e a põe na ambulância.

—Jack irei acompanha-la. Faça o interrogatório! —Ordena Alan entregando as algemas e chaves.

—Jack eu não fiz nada, tem que acreditar em mim. —Peço.

—Me diga o que aconteceu esta bem? Fica calma.

—Ela chegou nervosa e com medo, um cara a assaltou e fez o corte no braço esquerdo. Ela disse que queria falar com você então logo procurei meu telefone mas quando me virei ela estava no meio da estrada e o carro a atingiu. Não consegui identificar o motorista e nem ter alguma reação quanto a ele , eu estava preocupada com ela. O tempo inteiro Jack. —Digo chorando.

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—Tudo bem. Fica calma. Sei que não faria nada para machuca-la. Mas preciso que me passe qualquer detalhe estranho. O motorista, tente se lembrar!

—Desculpe eu não lembro! —Digo limpando os olhos.

—Está bem. Eu passarei​ as informações a meu chefe, por enquanto você está liberada. —Ele diz, balanço a cabeça e entro em casa. Fecho a porta pensando em tudo o que acaba de acontecer. Por que estou chorando? Por que estou tão preocupada com ela? Parece que há uma parte em mim que ainda se importa.

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Apesar destes transtornos eu ainda tinha que encontrar o livro. Mesmo procurando muito não obtive resultado. Anoiteceu e já me encontrava cansada e com fome. Decidir sair de casa. Fui até a praça.

Estava vestida como princesa, usava uma meia até o joelho, botas e luvas. Um garoto bonitinho me deu uma cantada.

—E então vamos dar uma volta? —Chamo e ele me acompanha.

Levo-o até um rio ali próximo, onde havia algumas árvores. Gostava de lugares isolados para que pudesse ver as vítimas gritar. Meu dom não era só matar mas sim torturar. Aquele garoto merecia sofrer. Chegamos ao rio.

—Venha não tenha medo. Eu não mordo. —Chamo com ironia. Avisto um machado ali. Pode ser útil. Logo pressenti que seria divertido. Ele aproxima-se e me beija, vem com mão boba e toca na minha bunda.

—Vai se arrepender por isto! — Ameaço.

—E qual vai ser meu castigo?

—Isto! —Mostro meus dentes e mordo seu pescoço, a vitima grita.

—Esta me machucando! Me solta!
—Continuo.

—Sabe o que é , tive um dia chato hoje! Entende? —Solto olhando em seus olhos.

—Meu deus o que você é? O que e isto? Me solta sua maluca! O que você é ? —Ele tenta sair mas seguro.

—Por favor não me machuque! —Implora amendrontado.Decido solta-lo e me divertir ao ver que ele se contentou em pensar que sobreviveria, corro atrás  da vítima  mais rápida e o pego pelo pescoço, levanto-o até não tocar os pés mais ao chão.

—Se você for bonzinho deixo você viver. Posso apenas me alimentar e pedir pra você cair fora. Mas só se for bonzinho! —Informo e o solto.

—O que?

—Me de seu braço! —Ordeno, ele obedece e começo a me alimentar.

—Eu também tive um dia chato hoje. Atropelei uma garota sem querer. —Paro imediatamente e olho nos seus olhos de pavor.

—Quer saber? Acho que mudei de ideia! Vou te matar! Pode correr! —O garoto mais uma vez sai correndo como se tivesse alguma chance, eu cato o machado e vou atrás da vítima.

—NÃO, NÃO! Não tive culpa! Eu não a vi! —Ele implora quando me ponho em sua frente, olho no fundo dos seus olhos transmitindo total sentimento de ódio. Minha boca esta cheia de sangue. Ergo o machado.

—NÃO!

—Acalme-se vai ser divertido. —Digo limpando os lábios com a língua.

Levanto mais o machado e ataco na sua perna direita. Ele grita muito e eu acho ainda mais divertido. Com um sorriso gigante no rosto continuo minha brincadeira, dou gargalhadas como uma verdadeira psicopata em seguida lembro-me de Tânia e deixo minhas emoções tomar conta de mim, torturo o garoto mais forte e choro gritando de muita raiva e angustia. Sangue espirra em minhas roupas. Caio ajoelhada quase sentindo a culpa, minhas lágrimas caem. Ergo-me e arranco os dois pés dos garotos e penduro na árvore. Desconto toda minha raiva na vitima. Ele já estava desacordado quando resolvo também tirar suas mãos. Corto também e penduro a cabeça, junto aos pés e as mãos do garoto no galho, vejo o sangue pingar na água.

—Você devia prestar socorro! —Digo olhando para as partes penduradas. Pego o resto do corpo e arrasto para longe, faço proveito dele...

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