Capítulo 06 - Equilíbrio

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Após o concurso, Jack me constatou com um olhar diferenciado, desde crianças éramos inimigos, brigávamos por tudo mas recentemente ele aproximou-se inexplicavelmente. Por fim Tânia identificou algo díspar em nossa afinidade e foi questionar comigo, ela se instaurou e esclareceu o fundamento da traição, era um tratado com um traficante, sexo por droga.

Em conclusão eu não queria separa-los mas cedo ou tarde a relação deles romperia. Me deparo com mais fome desde que vi Jack, há algo atrativo em seu sangue, algo que me causa abundante inquietação, parece impossível ficar próximo a ele. A cada dia que passa fico mais debilitada, necessito me alimentar embora seja condenável vitimar um humano, encontro uma condição de aliviar a culpa, mato unicamente as pessoas ruins. Vou a delegacia adquirir respostas, encontro um arquivo no computador chamado rebeldes, eles sabiam dos vampiros, não apenas isto, queriam exterminar a todos. Avisto juntamente uma lista de assassinos da cidade. Esta é a única forma de me alimentar, saí procurando e riscando os nomes desta lista.

Encontro um em um bar, ofereço bebida boa e cara, não é difícil pendura-lo na árvore. Vou atrás do segundo que esta em uma mansão. É divertido, com minha agilidade mordo todos os seguranças. Aproveito o banquete e levo também para a floresta. Ha muitos corpos pendurados ali, é doentio mas não culpo.

Seguidamente Jack bate na porta do meu quarto. Estou passando mal com a leucemia, independentemente de ter descoberto uma condição de cura minha febre segue alta. Estou deitada na cama desanimada para atender.

—Vitória sou eu Jack —Lembro-me do pacto que fiz com Dodge e tenho certeza que estava febril por não me alimentar fundamentalmente.

Elevo-se num instante e visto meu traje de princesa. Abro a porta e algo acontece.

—Nossa. Você está linda. Esta incrível, esta —Diz ele quase sem palavras. Não me sentia muito bem, algo estava acontecendo, eu o desejava, desejo muito do seu sangue, necessitava muito, meus olhos ficam vermelhos por conseguinte.

—Você está bem?

—Sim é só a febre —Respondo abaixando a cabeça fugindo em direção a cozinha.

—Júlia me revelou sua doença. Sinto muito. —Júlia era  sempre intrometida. Abro a geladeira e ponho água em um copo.

—Estou bem.

—Eu não

—O que?

—Não estou bem. Eu e Tânia tivemos que terminar mas ela não aceita isto —Explica ele.

—Sinto muito —Bebo um pouco da água.

—Ela tem que entender que acabou e não tem mais volta. Além disso estou interessada em outra

—Posso saber quem é? —Pergunto engolindo um pouco mais de água.

—Chamam ela de princesa. —Quase engasgo com esta resposta.

—Vai ser mais fácil do que pensei. —Susurro.

—O que disse? —Pergunta ele.

—Nada. —Volto a sala disfarçando meu interesse.

—O que vai fazer hoje? —Pergunta ele.

Estamos a sos em casa, uma boa ocasião mas eu não devo executar o esquema por enquanto, arriscar-se-ia mata-lo.

—Nada.

—Então vamos a uma festa? —No estado em que me encontro não é uma boa ideia.

—Desculpa eu não estou bem.

—Tudo bem, afinal não vim aqui te convocar para festa. No dia do concurso todos tiveram que passar pelo teste da água, não obtivemos sucesso por que os rebeldes fugiram. Entre eles uma princesa de vestido preto. Quer me dizer o que houve? Por acaso sabe o que há na água?

—Se quer mesmo saber, eu passei mal vomitando, encontrei um amigo pra me levar pra casa, o nome dele é Dodge. Não sei que tipo de policial usa água para encontrar um criminoso. Como de esperar é ridículo isto dar certo.

—Toque aqui por favor! —Ele me mostra uma planta parecida com verbena.

Agora é o fim. Ele sabe o que eu sou. Toco na plana e nada acontece.

—Inexplicavel. Perdão, estava enganado.

—Supos que eu fosse uma rebelde? Explica-me Jack o que está ocorrendo afinal?

—Você acredita em Vampiros?

—Não seja ridículo!

—Sabia que não acreditaria. Mas esta é a verdade. As mortes na floresta, aqueles corpos pendurados, o sangue das vítimas. Parece absurdo mesmo, mas eu sei que são eles. Meu parceiro Alan está mantendo um em cativeiro, posso te mostrar se quiser.

—Desculpe Jack esta me dizendo que Vampiros são reais?

—O nome dele é Thomas. —Encaro ele seria.

—Eles são rápidos, fortes, inteligentes, podem ate mesmo hipnotizar e revelar o futuro. —Completa ele. Prenderam meu pai, isto me deixa apavorada mas mantenho tudo discreto.

—A minha doença já é problema muito grande pra mim. Desculpe-me por prefirir não acreditar e ainda mais, se quer mesmo saber não me importo nem um bocado com meu pai, ele merece mesmo ser preso, você já sabe, para mim ele é o responsável pela partida da minha vó.

—Desculpa o incomodo. Me liga se precisar de algo. —Ele sai, uma pontada bate em meu coração, admito que o cheiro do sangue dele me causa desequilíbrio, sempre tenho desejo de matar alguém e sempre faco mas com ele era inviável, não posso se não Dodge não me ajuda, não posso mata-lo, isto me causa frustração, fico inquieta e furiosa, descontrolo-me e quebro tudo que encontro ali. Saio enraivecida e desconto nos primeiros que encontro. Visualizo um homem na esquina disparo e quebro seu pescoço. Arrasto até a floresta pela gravata mesmo, me alimento mas não sacio o desejo. Não importa quantas pessoas eu mate, a minha fome é infinita. Depois que vi Jack descontrolei-me emocionalmente e fisicamente. Não compreendo o que esta ocorrendo com meu corpo e como conseguir tocar na  verbena. Olho minhas mãos trêmulas, ao resto da noite permaneco ofendendo muitas pessoas. Alimento-me na frente das vítimas para que elas já se preparem. Eu as via gritar e ficava feliz ao ponto de dar pulinhos. Foi doentio. Foram muitas vítimas naquela noite. Fiz uma boa coleção na floresta.

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