Park Jimin era o vizinho de Jeon Jungkook. Porém, pouco se falavam.
Até que em uma tarde chuvosa, Jimin recebe a proposta inesperada: companhia.
Contudo, o que poderia ser simples, se torna complicado.
Jimin é alguém desconfiado e não costuma acr...
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Angustiado e redondo de inseguranças.
Assim que se sentia Jimin naquele exato instante. Instante esse que precedia algo que ele sequer tinha noção, mas mudaria o rumo de sua vida. Tal como propõe o conceito que faz parte da teoria de um cientista bem doido, o tão popular efeito borboleta.
Seus amigos, que Jimin relutava em rotular desse modo por causa de sua raiva, o enganaram. Era costume deles receber algum vizinho novo desse modo, com um presente de boas-vindas. Era simples. Jimin preparava alguma receita e juntos iam levar para o recém morador. Como sempre foram bem agraciados com elogios de senhoras legais e adultos cheios de trocados, nunca foi um sacrifício. Contudo, essa tradição deixou de ser divertida depois da última vez.
O morador da casa 301 – de frente para a de Jimin – era um velho ranzinza.
Tudo começou quando eles pisaram no gramado. Jimin lançou um olhar para Yoongi e caiu na risada ao ver o cabelo do amigo espetado para todos os lados. Tae, como sempre, não perdoou e riu ainda mais alto. O barulho chamou a atenção do morador que, sem sequer esperar que os três chegassem ao portão, começou a expulsá-los de longe.
Ainda assim, Jimin tentou ser simpático. Deu alguns passos à frente e disse que tinha algo para lhe entregar. Antes que pudesse terminar a frase, o dono da casa o repreendeu por pisar no gramado.
No gramado.
O maldito gramado estava laranja de tão morto.
Combinava perfeitamente com a alma daquele velho, pensara, Jimin
Em seguida passaram a tarde comendo o presente e rindo de quão ridículo a situação foi. Acharam hilário e assustador ao mesmo tempo. Contudo, os reflexos dos atos desse ex-novo morador ficou marcado e surtiu efeitos colaterais: ninguém queria recepcionar o morador novo, dois anos depois do acontecimento.
Eles já não eram mais tão jovens agora, todos tinham seus dezessete anos e estavam indo para a universidade nas próximas semanas. Não eram mais bebês, podiam lidar com o imprevisível. Ou foi isso que pensou Jimin. Ele estava na casa do Tae a trinta minutos atrás, com o presente do morador ou moradora, quando se deu conta de que ninguém o acompanharia. Se sentiu traído. Profundamente e irrevogavelmente traído. Para remediar aquilo, sugeriu uma solução óbvia.
Pedra, papel e tesoura. Melhor de três.
Jimin perdeu.
Por consequência, Jimin estava no exato momento com a mão erguida, hesitando por tempo suficiente para parecer uma estátua.
Se não estivesse tão imerso em pensamentos teria notado a chegada barulhenta de alguém nas suas costas.
Assustou-se, na verdade, com algo tocando sua mão. Mal teve tempo para raciocinar antes que um grito pulasse de sua garganta. Virou-se para trás bruscamente, ao mesmo tempo que a voz dizia: