- Estou te falando, ruiva. O devorador de sóis existe mesmo.
Cansey Jones caminha lado a lado de April. O sol desponta lentamente no horizonte.
- Ah tá, você tem que parar de dar ouvidos as histórias do Mickey. Ele só queria vencer a competição de histórias de terror a qualquer custo.
- Se existe tartarugas mutantes ninjas morando nos esgotos de Nova York porque não existiria um cachorro com cabeça de lula que come sol?
- Vocês meninos tem tanta criatividade! Mas confesso que você tem um ponto.
- Eu até desconfio onde ele pode estar. O Mickey pode ter um escondido no quarto dele.
- Conheço esse olhar e não vai rolar.
- Ah vamos, somos de casa e eles nem vão saber que estivermos lá.
- Ah tá bom.
- Depois da escola, então?
- Pode ser.
☆☆☆
Como combinado, Cansey e April vão para a casa das tartarugas. Elas estavam em uma missão fora do país junto de seu mestre e pai Splinter. Iriam aproveitar a ausência dos anfitriões para vasculhar a casa.
Depois de quase uma hora, April estava prestes a ir embora quando Cansey a arrasta para um canto escuro de um quarto vazio. Ligam lanternas.
- Ali! Viu?!
- Minha nossa... existe mesmo...
A criatura está dormindo no chão, enrolada em folhas de jornal. Sua pele cinza é semelhante a de um rinoceronte e suas patas parecem com a de um elefante. Seus tentáculos, que rodeiam a boca, balançam com sua respiração. Sua cauda pequena e pontuda treme de vez em quando. Era bem maior do que Mike contara.
April, sem perceber onde andava, pisa em um brinquedo que apita e a criatura logo acorda e parte para cima deles. Cansey tenta apaziguar a fera sem sucesso.
- Ei, vai com calma! Garoto bonzinho...
- Acho melhor correr!
Os dois desordeiros conseguem despistar a criatura. Ofegantes, espiam de uma esquina, ainda nos esgotos.
- Olha isso.
Cansey puxa April. Ambos encaram um rapaz nu e desmaiado. Os tentáculos ao redor da boca desapareciam lentamente.
- O garoto era aquele... - April não conseguiu terminar a frase, foi até o rapaz.
- Sim. Só pode ser.
- Ai... - ele acorda colocando a mão na cabeça, visivelmente atordoado. Se espanta ao perceber que está nu e coloca as mãos sobre sua virilha, seu rosto fica vermelho, estava com desconhecidos lhe encarando sem nada para se cobrir.
- Cara... taí uma parte da lenda que o Mike não contou! - Cansey encara a ruiva.
- Você está bem? Como se chama? - April tira o casaco e estende para o garoto que se cobre com ele.
- Meu nome... é Clark. Estou bem. Preciso ir para casa. Papai deve estar preocupado.
- Podemos te acompanhar? Porque neste estado duvido muito que consiga chegar inteiro. - April continuou oferecendo suporte para Clark.
- Acho que ele não vai se incomodar.
Os três caminham para um prédio não muito longe de onde se encontravam. O ex devorador de sol mal andava sem cambalear, isso proporcionou uma caminhada silenciosa onde os ajudantes dele se preocuparam mais em deixá-lo em casa do que conversar com ele, visivelmente desorientado. Clark clica no interfone e diz algo. A porta se abre e no hall há um alto homem loiro lhe encarando sério.
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O Príncipe do Technodrome
FanfictionE se Clark não tivesse caído no Kansas e sim em Nova York? E se ele não tivesse sido adotado por Jonathan e Martha Kent e sim por uma inteligência artificial? Conheça a história de Clark como uma cobaia de Arthur Brainiac. Apesar de todos os problem...
