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₊⊹ "Esta é a ultima vez que estou te pedindo isso Coloque meu nome no topo na sua lista" ₊⊹
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O tilintar dos talheres e o barulho de vozes animadas estava me deixando irritada e me perguntei por quanto tempo eu iria aguentar assistir os olhares nada discretos que Elain Archeron lançava para meu marido, que fingia não perceber. Mordo o lábio inferior com um incômodo queimando minha garganta e tomo um longo gole de vinho para apaziguar a agitação dentro de mim.
Azriel não era tolo e eu também não. Eu também sabia que ele não estava me traindo com a irmã do meio de minha Grã-Senhora, embora algum sentimento de afeto tenha florescido no coração do mestre espião nos últimos anos. Do meu mestre espião.
A guerra podia ter há muito indo embora, no entanto, outra guerra crescia entre mim e Azriel. Mesmo que não colocássemos em palavras todos os sentimentos que afetava nosso casamento de mais seis décadas.
— Se Nestha já era um risco antes de engravidar, imagine agora com os hormônios a flor da pele. Ontem ela quase arrancou meu nariz porque ronquei durante a noite.
Saio dos meus pensamentos com a voz grave e divertida de Cassian. Nestha envia ao marido um olhar que poderia muito bem queimá-lo vivo e sorrio carinhosamente com a interação dos dois.
— Suponho que ninguém está a salvo até Ness dar a luz. — Mor brinca enquanto beberica uma taça de vinho.
— Nestha sempre foi um amor comigo. — Gwyn se posiciona com um sorriso travesso.
— Acho que você é a única pessoa que Nestha ama. — Amren retruca.
— Mas o que é isso? Um complô contra mim? — Nestha franze o nariz em discordância.
Feyre solta uma gargalhada e isso faz com que a pequena Astra imite a mãe. Nyx permanece entediado ao lado do pai e sei como essas conversas podem ser entediantes para um garoto de sete anos. Meu peito se aquece com a beleza dessa família.
Tudo finalmente estava em paz sobre Prythian e Velaris ainda se mantinha em festa com o nascimento da pequena Astra Archeron. Tudo estava nos eixos...
Exceto...
— Podemos sair mais cedo daqui. — sussurro para Azriel que descansa seus olhos em mim.
Uma tentativa. Mais uma de muitas. Entretanto, meu peito se aquece quando ele sorri antes de assentir.
— Invente uma desculpa, então, mestre espião.
Azriel pigarreia na tentativa de chamar a atenção de todos.
— O jantar está ótimo, mas quero aproveitar a companhia da minha esposa depois de uma longa missão.
Azriel se levanta antes de estender a mão enluvada para mim. Sorrio ao me levantar. Não posso deixar de olhar para Elain e uma parte mesquinha minha se sente feliz ao vê-la retesar o corpo sobre a cadeira.
— Sei muito bem como vai aproveitar a companhia da pequena Ariele. — Cassian provoca.
— Diferente de você eu não preciso recorrer a mão para me divertir. — Azriel rebate, se referindo a prescrição de Madja a Nestha para não ter relações sexuais durante o ultimo mês de gravidez.
Rhys ri alto antes de receber um olhar repreensível de Feyre, que acena para as crianças.
— Vamos, morceguinho.
Puxo a manga de seu suéter cinza para que ele não continue a implicar com Cassian durante horas.
Machos illyrianos bobos e chatos.
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— Azriel...
Mordo o lábio inferior quando Azriel estoca lentamente seu pau dentro de mim. Minhas mãos passeiam por suas cortas enquanto seus beijos encontram um ponto entre meu pescoço e clavícula. Suas sombras agitadas formando um manto sobre nossos corpos.
Fodidamente bom.
— Mais rápido. — sussurro e Azriel não tarda em me obedecer.
O ritmo aumenta e quase chego ao clímax com o som dos nossos corpos se encontrando em uma sinfonia sincronizada. Azriel afunda o rosto entre meus fios ruivos quando minhas unhas brincam delicadamente em uma parte de suas asas que sei que o causam extremo prazer.
— Elain...
Pisco. Uma. Duas. Três vezes.
Meu peito arfa quando sinto o impacto de suas palavras destruirem não apenas a excitação que percorria todo meu corpo, mas também uma parte de mim que eu ainda mantinha uma esperança guardada.
Azriel se desmancha sobre mim.
Simples. Ele não percebe o que acabou de dizer. Não percebe meus olhos se encherem de lágrimas e não percebe que não o acompanhei ao clímax como costumávamos fazer antigamente.
Encaro o teto sem qualquer reação. Meu rosto não demonstra nada do que sinto dentro de mim. Não demonstra o desespero que ameaça tomar conta do meu coração. A forma como ele se racha dolorosamente.
Elain. Não Ariele. Não meu amor. Elain.
O nome ecoa em minha mente como um maldito feitiço. O fogo que muito deixei apagada em meu âmago ameaça explodir e preciso me esforçar o máximo para não deixá-lo tomar conta.
O fogo que abdiquei porque Azriel tinha medo. Que ele não se sentia seguro ao receber meu toque. Meu poder.
— Ariele? — Azriel me chama ao lado. — O que foi?
Quase quero chorar ao ver seu semblante preocupado. Sempre lutei para que meu marido nunca sentisse tal sentimento. Que não sentisse dor, desespero ou medo. O protegi tanto que esqueci de me proteger.
— Elain.
O nome soa tão baixo que me pergunto se ele ouviu. Mas Azriel é o mestre espião da Corte Noturno. Ele tem sombras que sussurram em seu ouvido.
— Você chamou por ela.
E quando Azriel finalmente percebe seu erro, já é tarde demais.