I.

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Sasuke chegou em casa tão cansado que sentia que poderia desmaiar a qualquer momento. Porém, seu corpo ganhou um pouquinho de energia (e culpa) ao avistar sua esposa e sua filha no sofá da sala.

Sakura estava com a cabeça pendendo de um lado pro outro, querendo cochilar, enquanto Sarada mamava tranquilamente, as mãozinhas pequenas cobrindo parte de seu rostinho.

Quantas vezes ele já havia alertado á sua esposa para não esperá-lo, e que cochilar com a bebê no colo era perigoso?

Desfez o nó na gravata rapidamente e caminhou até a poltrona.

- Sakura? - ele a cutucou antes de tirar Sarada dos braços dela.

Sakura arregalou os olhos e já estava preparando o seu punho para acertar quem quer que fosse que se atrevia a pegar sua filha, mas abaixou o braço quando avistou Sasuke.

- Já chegou? - ela perguntou bocejando e olhando para o relógio.

- Aparentemente. - Sasuke retrucou.

A rosada apenas ignorou. Cansada demais para bater boca mais uma vez com o marido.

- Eu vou deitar. - Se levantou e alongou as costas. - Ponha ela para dormir, ou será que estou pedindo demais?

O mais velho sentiu a velha faísca da briga de mais cedo se acender novamente.

- Já vai começar?

Sakura cruzou os braços.

- Eu não disse nada.

- Você nunca diz nada. Você nunca começa uma briga e nunca arruma desculpas para começar uma briga, né?

- É... - suspirou. - Quando se está errado e não quer assumir, tudo ao redor parece ser uma briga ou... uma implicância.

Sasuke olhou para Sakura irritado.

Por que as coisas se tornaram tão difíceis entre eles desde que a Sarada nasceu? Antes disso era tudo tão perfeito, tão claro e pacífico. Obviamente ele não estava culpando sua filha, e sim o demônio que começou a habitar o corpo da sua esposa há um mês.

- Já tivemos essa conversa, Sakura, e volto a repetir que as coisas não são como você quer. Não vou largar meu emprego para me dedicar cem por cento à você e à nossa filha, embora eu adoraria que fosse assim SE EU TIVESSE UMA FORTUNA DEPOSITADA EM UM BANCO.

Sua mulher o encarou com o rosto em chamas.

- COMO SE ATREVE A FALAR ASSIM COMIGO? VOCÊ ACHA QUE SOU OS SEUS AMIGUINHOS COM QUEM VOCÊ FALA DO JEITO QUE QUER?

Sasuke ia devolver a resposta no mesmo tom de raiva, mas Sarada começou a chorar.

Sakura bufou.

- Viu só o que você fez? Me dê ela aqui, seu idiota. - ela foi até o marido e pegou a bebê nos braços. - Meu amor... Tá tudo bem, garotinha.

Sasuke passou a mão nos cabelos e os puxou para trás.

- Não importa como, mas a culpa sempre cai em cima de mim. - ele disse com a voz mais calma.

- A culpa é sua! - Sakura sussurrou irritada enquanto ninava sua bebê. - Você me deixa abandonada nessa droga de casa junto com a sua filha! Passa o dia inteiro fora e nem se preocupa em ser um pai ou um marido presente.

- Você que ver as coisas assim! Mas sabe o que eu vejo? Um homem que passa o dia inteiro trabalhando, não vagabundando como vossa excelência pensa, para que a filha e a esposa louca possam ter ao menos um mero luxo no final do mês, ou que possam comer algo decente nessa merda de vida!

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⏰ Last updated: Sep 08 ⏰

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