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BEM VIDOS A 6*3 A FANFIC DO TSUKISHIMA!

Eu sou a Queen the vampire e adoro criar um cenário romântico ou até mesmo caótico para você se apaixonar. Aos que são de casa é sempre bom revê-los e aos outros, sejam muito bem vindos, pegue sua garrafa d'água e vamos começar.

Confesso que depois que escrevi maré de amor, a outra fanfic dele fiquei com um terrível gostinho de quero mais então aqui estou eu com mais uma obra do Kei.

Então eis os avisos para que fiquem cientes:

Classificação: +14
Gênero: Romance • Slice of life 
Estilo: Shortfic • fast burn • moderado

BOA LEITURA

_人人人🏐📝🏐📝🏐📝人人人_


 6×3

Sarina Satoji

"As pessoas sempre falam sobre amor, relacionamentos e essas coisas como se fossem simples. Mas não são. Tudo o que envolve o coração do outro é complicado demais para ser levado com leveza.

Você conhece apenas o seu próprio coração. Isso não significa que sua vida seja um problema — apenas que talvez não consiga obter, de fato, a reciprocidade que espera."

As palmas vieram antes que eu terminasse a última frase. O professor me interrompeu com um "parabéns" e logo perguntou se eu já havia decidido para qual escola iria no ensino médio.

— Faltam apenas dois meses, senhorita Satoji. Você precisa decidir.

Meu Deus... que caos. Todas as escolas de Miyagi são focadas em esportes e eu não tenho planos de sair daqui tão cedo. Talvez só para a faculdade. Tenho muito interesse em estudar na Noritami.

Conversei mais um pouco com o professor, escutamos as outras leituras, e quando o sinal tocou, peguei minhas coisas. Ainda teria aula de física e, hoje, meu par era justamente ele: Tsukishima Kei.

O garoto dos meus sonhos desde que me entendo por gente — e que, claro, não liga para mim. Em todos esses anos que nos conhecemos, tentei cinco vezes me declarar, mas não deu certo.

Talvez Tsukishima realmente não entenda o que eu tento dizer, ou talvez eu seja sutil demais por medo de ser rejeitada. Mas tudo bem. Já tirei essa ideia da cabeça. Agora só preciso agir normalmente quando estiver com ele.

E isso será em, no máximo, quinze minutos... já que Yamaguchi faltou.


O corredor cheirava a giz e verniz antigo. Eu caminhava devagar, tentando controlar a ansiedade.

Cada passo me lembrava que Tadashi faltou e que, por isso, eu teria que dividir a bancada com Tsukishima. Ótimo. Mais quinze minutos para fingir que meu coração não bate mais rápido quando ele está por perto.

Quando entrei no laboratório, ele já estava lá. Alto, encostado na bancada do fundo, os fones pendurados no pescoço e uma expressão entediada. Girava a caneta entre os dedos longos, o loiro desalinhado caindo no rosto.

— Satoji — disse sem levantar muito a voz, apenas o suficiente para me notar.

— Tsukishima — respondi, tentando parecer neutra.

Ele ergueu uma sobrancelha, um canto da boca ameaçando um sorriso sarcástico.

— O Yamaguchi faltou, então parece que vai ter que me aguentar hoje.

— Como se eu tivesse escolha — murmurei, ocupando o assento ao lado.

Ele soltou um "hm" abafado, típico dele, e abriu o livro de física. Os dedos longos passaram pelas páginas com uma paciência irritante. Eu tentei me concentrar no enunciado do exercício, mas o cheiro do desinfetante misturado ao do shampoo dele me deixava zonza.

— Está distraída — comentou, sem me olhar.

— Não estou.

— Está, sim. Sua mão está tremendo com o lápis — ele apontou, ainda com aquele tom neutro.

Meu rosto queimou. Afundei o olhar no caderno.

— Talvez seja porque eu não dormi bem.

— Ou porque tem alguém aqui que te incomoda? — o tom dele agora tinha um traço de provocação.

Levantei os olhos e encontrei os dele: frios, dourados, mas com uma faísca que eu não conseguia decifrar. Tsukishima sustentou meu olhar por um segundo a mais do que o normal, depois desviou e rabiscou alguma coisa no caderno.

— Concentre-se no problema, Satoji — disse por fim.

— Estou tentando — retruquei, com a voz um pouco mais firme.

Ele inclinou a cabeça, quase sorrindo, e murmurou baixo o suficiente para que só eu ouvisse:
— Boa sorte.

Minha respiração ficou presa na garganta. Por que ele tinha que falar assim? Por que ele tinha que olhar assim? Me obriguei a olhar para o quadro, enquanto ele, impassível, resolvia a conta de cabeça.

Ele terminou a conta primeiro, como sempre, e empurrou o caderno para o meu lado sem me olhar.

— A sua resolução está boa — disse, quase num tom casual. — Mas você complicou a última etapa.

Franzi o cenho.

— Complicada como?

Ele inclinou o corpo para perto, apoiando o cotovelo na bancada. A ponta do lápis passou pelo meu cálculo, linha por linha, até chegar à resposta final.

— Aqui. Você escreve bonito, sabe? Parece até poesia — falou, com um meio sorriso — só que é física, não um poema.

O coração me deu um salto. Tsukishima não elogiava ninguém. Nunca.

— Você... está dizendo que eu sou dramática nas contas? — tentei rir, para disfarçar.

— Estou dizendo que é esperta demais para enfeitar tanto. — Ele ergueu os olhos para os meus, sério por um instante. — Se simplificar, chega na resposta mais rápido do que eu.

Minha garganta secou. Aquilo era um elogio. Disfarçado de crítica, mas era.

— Ah... certo. — Baixei a cabeça para o caderno, tentando ignorar o calor subindo pelo rosto.

Ele recostou de novo na cadeira, como se nada tivesse acontecido.
— Não precisa me olhar assim. Estou só ajudando — murmurou, mas havia um tom quase divertido na voz.

E eu, que conseguia argumentar sobre qualquer assunto com qualquer pessoa, fiquei sem palavras.

6*3 | TsukishimaStories to obsess over. Discover now