O Inicio Do Pesadelo

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Podia-se ouvir passos vindos do corredor, passos fortes e confiantes, um guarda-costas. Atlas bate na porta de um dos cientistas chefes, Ray greenwood, ao bater na porta ele escuta um sútil "entre" abafado.

Ao entrar ele encontra Ray em sua mesa de experimentos, ele estava analisando uma das novas descobertas de seu irmão mais velho, Mickey.

-Senhor Greenwood, a cientista chefe me pediu para checar o senhor. Você vem desaparecido já faz quase 3 dias.- Diz Alucard em voz grave desprovida de emoção.

-Atlas...acho que descobri um novo espécime de mutação, e ele será capaz de transformar nossos soldados em super humanos!- Ray diz se virando pra ver o semblante do guarda.

Atlas aregala os olhos minimamente ao notar que a bochecha do cientista estava coberta das raizes.

-Sr. Greenwood....essas não são as raizes de sangue?

-Atlas...eu as modifiquei, e agora não são mais parasitas, agora são parte do meu corpo. Elas se alimentam com o mesmo alimento que eu como. Não são como as raízes vermelhas que se alimentam do seu sangue, além do mais, elas te darão resistência pra qualquer coisa!- Ray aponta para uma das salas de teste, haviam dois homens, um desnutrido ainda vivo, e o outro no primeiro estágio de decomposição- Olha o que as raízes fizeram, deixei esses dois por mais de 4 meses sem comer e o que está vivo é o infectado. Não é maravilhoso?!

-Sr. Greenwood....perdão pelo meu palavreado mas isso é uma completa idiotice.- Atlas diz indignado franzindo a testa.

Ray não diz nada apenas sai da sala indo em direção do laboratório de seu irmão. Ao entrar na sala, ele se depara com Emily, ela estava examinando o corpo de um animal infectado com as raízes de sangue, o bichinho estava se debatendo na gaiola, a boca espumava e os olhos estavam mortos como se estivesse morto à dias, Emily olha pra trás, aqueles olhos azuis que mascaravam toda a sua insanidade olhavam direto para Ray.

Então, Mickey aparece ao lado da jovem mulher que sem interesse no convidado inesperado, apenas volta para suas tarefas com o animal.

-Ray! O que traz meu irmão mais novo..o que é isso no seu rosto?- Mickey suspira, desconcertado com a aparência de seu irmão mais novo- O que você acha que tá fazendo? Cacete....espero que o chefe não fique sabendo disso tão cedo. Ele nunca fica sem saber de cada ação realizado aqui no laboratório- Mickey diz com um pouco de receio.

-Eu sei eu sei....mas a culpa também vai cair em você já que é o lider de todas as pesquisas.- Diz Ray revirando os olhos para o mais velho, meio decepcionado que Mickey não achou seu experimento tão extraordinário quando ele.

-Por acaso você tem noção do que ele pode fazer com a gente se ouvir sobre isso?!-Mickey o repreende.

-Não é a queimadura no seu rosto um bom exemplo?- Ray levanta suavemente o rosto, encarando-o com olhos penetrantes.

-Ray você trouxe uma amostra do seu experimento?- Emily pergunta os interrompendo neste bate-boca.

-Tinha até me esquecido dessa sua voz irritante...- Diz Ray de uma forma rude e arrogante.

-Ray. Cuidado com as suas palavras, ela é nossa irmã, não qualquer um.

-A questão é que ela é a queridinha do chefe, Walden nem sequer liga pra gente. Esse desgraçado nem olha na minha cara ou na sua!- Ray diz borbulhando de raiva com o fato de que a sua irmã sempre será a mais querida de seu pai.

-Emily, você pode nos dar licença? Deixa o resto as pesquisas comigo por enquanto, vai andar por aí e ficar de boa. Eu preciso conversar um pouco com o nosso irmão- Explica Mickey em tom mais baixo e sério.

Emily não responde, apenas sai da sala e anda pelos corredores até chegar numa outra sala em que os soldados mais bem treinados ficam, ela olhou para a porta e vê um dos soldados saindo da sala, provavelmente porque era seu turno.

-Algum problema senhorita?- O soldado alto pergunta de forma gentil porém sem emoção

-Não, não é nada.- Emily diz e depois sai andando, deixando o homem para trás.

-Fofa...- O homem sorri um pouco e olha pra trás antes de seguir o próprio caminho.

P.O.V Atlas

Eu estava andando pelos corredores até ouvir passos apressados, um dos soldados de elite Luck corre atrás de algo que coincidentemente estava vindo...em minha direção??!!

-Se abaixa!- Luck grita pra mim.

Antes de eu poder exercer qualquer reação, eu sou atingido por um experimento infectado pelas raízes, a única coisa que lembro antes de cair na inconsciência foi escutar sons tiros e a doce voz de minha esposa, Himiko.

-Atlas!- Himiko exclama em desespero.

-Eu vou levar ele pra infermaria, fica calma. E vocês cientistas revêm o que fez essa coisa escapar.- Luck diz com um tom alto e autoritário.

P.O.V Terceira Pessoa

Luck leva Atlas para a enfermaria e ao chegar lá, sem nem olhar para os lados, apenas coloca Atlas deitado em uma das macas e vai embora. Ninguém se atrevia a abrir a boca para Luck já que esse foi aquele homem que quase matou seu próprio chefe, um dos homens mais fortes da instalação, então até Walden que era o chefe geral o tratava com respeito. Ao verificar o estado em que se encontrava Atlas, a enfermeira trata todos os ferimentos do homem.

5 horas depois

Depois de já ter se passado 5 horas, Atlas despertou confuso e sozinho, a enfermaria completamente vazia. Isto é, até a porta se abrir repentinamente. Era Paloma, uma dos soldados de elite, que por sua vez também era a treinadora e instrutora de soldados como Atlas.

-Luck me avisou que você foi atacado, e pelo jeito foi feio. Quando você vai entender que você não vai progredir como soldado se continuar assim?!

-Eu não preciso ser um soldado bom, eu só quero ser um marido digno para a minha esposa, e isso significa não morrer, porque se eu morrer quem vai protegê-la?

Paloma encara Atlas como se tivesse ficado exausta só de estar tendo esta conversa. Mas ao notar as veias protuberantes anormais saindo debaixo das bandagens do pulso de Atlas, Paloma muda o seu semblante de irritada para desconfiada em segundos.

-Atlas...o que é isso?- ele avança e tenta encostar na infecção.

Atlas sem pensar, impulsivamente bate na mão da dela, a obrigando a recuar.

-Você não acha que isso é o suficiente?- Atlas puxa as ataduras de seu pescoço, mostrando marcas de estrangulamento, feitas pela própria Paloma que havia ficado brava com ele anteriormente e o espancou.

-Ok, dá pra ver que o seu desgosto em me ver aqui. Eu vou embora, mas não ouse se esquecer das suas responsabilidades- Paloma se levanta e vai embora sem olhar pra trás.

Atlas finalmente relaxa os músculos diante de tudo isso, então ele se levanta e sai da enfermaria para encontrar a sua amada. Ao chegar na porta do escritório de Himiko ele abre e a vê de cabeça baixa em sua mesa, aparentemente dormindo. A pobre garota já estava a dias sem dormir direito, disso Atlas estava ciente, ele odiaria preocupar Himiko em um momento tão crítico como esse, porém sabia que não podia esconder a situação para sempre.

-Amor.... Acorde...- Atlas a sacode lentamente para tentar acorda-lá.

-Hmm...Ah oi meu bem...- Himiko diz com um sorriso sonolento.

Atlas olha para sua amada, o rosto angelical de Himiko levava uma grande influência em seu interior e deixava um traço de culpa em si. Alucard então decide se manter quieto quanto a infecção.

Sangue Dual: A Epidemia das RaizesHistórias para pegar e não largar. Descubra agora