1943,Berlim

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eu protegi o teu nome por amor
em um codinome,

Beija - Flor.

Por
Lorena,com
todo meu
amor.

1943,Berlim

Alemanha,o país que parecia invencível no início da guerra estava afundando lentamente no peso de suas próprias ambições.

As ruas de Berlim eram cinzentas, quase sem vida. As bombas aliadas caíam regularmente, transformando quarteirões inteiros em escombros. Famílias inteiras viviam em abrigos improvisados, lutando para encontrar comida e água enquanto o governo nazista insistia em promessas vazias de vitória. Os olhos das pessoas que cruzavam comigo estavam marcados pelo medo e pela exaustão. Era como se cada um carregasse um pedaço da guerra dentro de si, uma sombra que se recusava a sair.

Nas casas, o frio era constante, porque carvão e lenha estavam em falta. As rações de comida eram mínimas e cada vez mais escassas. Crianças magras brincavam em silêncio, seus risos substituídos por olhares desconfiados. As mães faziam fila para conseguir pão, muitas vezes voltando para casa de mãos vazias. E os soldados, como eu, éramos tanto temidos quanto invejados - temidos porque representávamos o governo e a guerra; invejados porque ainda tínhamos uniforme, comida garantida e um propósito, mesmo que sombrio.

A propaganda estava por toda parte. Cartazes e rádios bombardeavam o povo com discursos que pediam sacrifício e obediência. Mas nos bastidores, os sussurros de resistência cresciam. Alguns desafiavam o regime em segredo, arriscando tudo para salvar aqueles perseguidos ou para expressar sua indignação silenciosa. Outros simplesmente tentavam sobreviver, fechando os olhos para o que não podiam mudar.

Viver na Alemanha durante a guerra era viver em um estado de constante vigilância e incerteza. A guerra não era só nas trincheiras; estava em cada esquina, em cada mesa vazia, em cada bomba que caía do céu. Para mim, era um lembrete de que ninguém estava realmente a salvo. Nem soldados, nem civis. Nem mesmo um médico que só queria consertar o que estava quebrado.

O campo de batalha era um caos que
desafiava qualquer lógica. Gritos,
explosões,o som metálico das balas
cortando o ar. Não existia tempo para
pensar ou sentir - só para agir.O sangue escorria de todos os lados, manchando minhas mãos antes mesmo de tocar os feridos. Minha missão era clara: salvar vidas, mesmo que minha própria sanidade fosse o preço.A primeira vitima que encontrei foi um jovem soldado,sendo trazido por um homem de seu batalhão.O tal homem,tinha uma
perfuração no abdômen e estava gritando pela mãe. "Fique comigo,garoto", eu disse, enquanto enfiava minhas mãos ensanguentadas na ferida,tentando estancar o sangramento.

O próximo era um homem mais velho,com o rosto enegrecido pela fumaça de uma explosão.Ele estava com os dois braços quebrados,e suas pernas eram um campo de estilhaços.

-Não me deixe morrer aqui, doutor-ele murmurava, o som quase inaudível sob o barulho ensurdecedor em nossa volta.
-Você não vai morrer- respondi, com a voz firme,mesmo que meu coração estivesse prestes a se partir. Trabalhei rápido,removendo estilhaços e estabilizando suas fraturas com o pouco que tinha.
Quando os feridos não conseguiam ser trazidos até mim, eu ia até eles.Correndo entre trincheiras e crateras de bombas, meu uniforme já estava encharcado de lama e sangue.Carreguei homens nas costas, arrastei outros com as mãos nuas, tudo enquanto balas passavam zumbindo ao meu redor.

A Segunda Guerra Mundial era um caos absoluto, um teatro de horrores que nenhum homem deveria presenciar. Eu sou Sasuke Uchiha,um ômega e médico militar, e já perdi a conta de quantas vidas tentei salvar em meio ao sangue, à lama e ao cheiro de pólvora que impregnava o ar.

codinome:beija-flor | Narusasu |Onde histórias criam vida. Descubra agora