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A fanfic ainda não foi revisada então peço desculpas por qualquer erro de ortografia. Não se esqueçam de votar. Boa leitura!
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Lúcifer odiava muitos demônios. Mas definitivamente Alastor se encontrava no topo de sua lista. Ele odiava a presença do demônio. Odiava o mistério que o rondava. Odiava aquele sorriso. E principalmente odiava o quando se sentia tentado pelo mesmo.
Faziam séculos que qualquer ser chamara sua atenção e ele estaria mentindo se dissesse que não sentia curiosidade sobre o demônio vermelho.
Mas o fato de ele sentir curiosidade sobre o demônio não o impedia de ter desejos homicidas para com o mesmo.
Ele queria acabar com aquele maldito sorriso convencido.
Após a reconstrução do hotel, Lúcifer havia se mudado para o mesmo para poder auxiliar Charlie e se aproximar dela também.
Mas é claro que com isso passou a conviver com o Demônio do Rádio, ele tentava ao máximo evita-lo mas parecia que aquele demônio se divertia em lhe atormentar.
Ele se encontrava na cozinha do hotel que no momento estava vazia e preparava algumas panquecas enquanto relembrava a breve conversa que teve com a filha antes da mesma sair com Vaggie.
- Gostaria que você e Alastor se dessem bem, visto que vamos conviver todos juntos e estou cansada de ficar reconstruindo as paredes que vocês destroem durante suas brigas! - Charlie havia lhe falado
- Mas filhota veja bem... a culpa não é minha é daquele demônio cafajeste que não se cansa de me atormentar... se nos livrassemos dele as coisas seriam melhores... que tal?
- Nada disso pai. Alastor está nos ajudando e toda ajuda é válida. Então será que não poderia tentar se dar bem com ele, por mim?
- Mas Charlie... - Lúcifer torce o nariz só de imaginar em se aproximar do demônio.
- Por favor pai. Além do mais todos aqui concordam que as brigas de vocês já estão saindo do controle. Da última vez a pobre da Niffty foi arremessada hotel a fora. Já falei com Alastor, ele se prontificou a tentar.
- Certo, mas apenas porque você está pedindo - disse Lúcifer a contra gosto
- Obrigada pai, você é o melhor! - Charlie disse antes de sair
Agora Lúcifer já se arrependia de ter concordado com isso ao ver Alastor entrando no cômodo e indo ao encontro dos armários em sua frente.
O silêncio que permeava no local era incômodo. Lúcifer não sabia o que dizer.
Mas antes que falasse qualquer coisa Alastor ligou o rádio que se encontrava na bancada.
Uma música lenta começa a tocar e sem perceber Lúcifer começa a apreciar a melodia.
- Você tem bom gosto para música, pelo visto não é um completo inútil. - Lúcifer murmura
Alastor se vira para encara-lo com seu típico sorriso.
- Tenho muitas qualidades das quais Vossa Majestade nem sonharia em imaginar.
- Com certeza tem - debocha Lúcifer
- Uma delas é cozinhar, algo que claramente você não sabe fazer, visto que suas panquecas estão queimando. - Alastor responde com um sorriso convencido
- O que?! - Lúcifer diz olhando para as panquecas queimadas na frigideira - Merda!
- Observe e aprenda o que é a verdadeira culinária. - diz Alastor colocando uma panela no fogo.
Lúcifer a contra gosto se afastou do fogão e observou o demônio cozinhar habilmente. Logo um delicioso aroma rondava a cozinha do hotel.
- E o que caralhos é isso? - perguntou Lúcifer ao ver o demônio depositar uma tigela a sua frente.
- Ótimo, agora além de velho é cego. - fala Alastor revirando os olhos - É simplesmente uma das maiores maravilhas culinárias, o Jambalaya.
- Não sou velho! - protesta Lúcifer
- Com certeza não, me perdoe. Está na flor da idade - debocha Alastor
Mas antes que Lúcifer respondesse uma colher cheia da comida é enfiada em sua boca.
Lúcifer engasga antes de gritar com o demônio.
- Está louco?! Quer me matar?!
- Sim quero. Mas agora pare de drama, e então o que achou? - pergunta Alastor
Lúcifer mostra o dedo do meio para o demônio antes de mastigar a comida em sua boca.
- Humm... está delicioso. - diz antes de se servir de mais uma colher
Na quinta colher ele para repentinamente e encara o demônio.
- Você não envenenou isso não, né? - pergunta Lúcifer desconfiado
- Talvez. - diz Alastor alargando o sorriso antes de pegar uma colher de Jambalaya e colocar em sua boca. - É claro que não, eu cozinhei na sua frente, se eu tivesse colocado algo você teria visto.
- Certo. - disse Lúcifer voltando a comer
- Me admira que seja o Rei do Inferno com tamanha lerdeza. - fala Alastor antes de comer mais uma colher
Lúcifer apenas envia um olhar ao demônio antes de voltar a comer.
Ele estava bastante curioso sobre o demônio a sua frente e antes que conseguisse pensar direito perguntou:
- Quem te ensinou a cozinhar assim?
- Curioso sobre mim Morningstar? - Alastor o encara, antes de suspirar e responder - Minha mãe...ela era uma cozinheira de primeira, essa era uma de suas receitas favoritas.
Alastor fixa o olhar em um ponto na parede, perdido em memórias.
Lúcifer não fala nada, apenas coloca mais uma colher de comida em sua boca.
Foi a primeira vez que o demônio se mostrava tão expressivo.
- E onde ela está agora? - pergunta Lúcifer
- No paraíso. - responde Alastor antes de voltar a sua postura confiante. - E então, vai terminar de comer ou precisa que alguém de em sua boca? Preciso lavar a louça logo.
- Você é insuportável. - resmunga Lúcifer
- Olha só quem fala. - retruca o demônio antes de tomar a tigela da mão do anjo e o derrubar com um de seus tentáculos.
- Eu odeio você. - diz o anjo se levantando do chão e pegando um pano de prato para enxugar as louças que estavam sendo lavadas.
Nesse momento Charlie chega no hotel depois de um dia com Vaggie, ela estranha o local estar tão silencioso e vai a procura de seu pai.
Ouvindo uma melodia na cozinha ela discretamente observa pela fresta da porta vendo seu pai e Alastor lavando a louça juntos enquanto cantarolavam a música que tocava no rádio.
Bem, já era um grande avanço para ambos.
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I will never love you / Radioapple
FanfictionLúcifer odeia muitos demônios. Mas Alastor definitivamente está em primeiro lugar em sua lista. Ele odeia a presença daquele demônio. Odeia aquele sorriso. Odeia o mistério que o circula. Odeia ainda mais o quanto se sente atraído pelo mesmo.
