Ela é um PROBLEMA!

By glaucev

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Copyright © 2014 Glauce Valeriano Esta é uma obra de ficção. Nomes, personagens, lugares e acontecimentos des... More

Ela é um PROBLEMA!
Capítulo 1 - Sara
Capítulo 2 - Oliver
Capítulo 3 - Sara
Capítulo 4 - Oliver
Capítulo 5 - Sara
Capítulo 6 - Oliver
Capítulo 7 - Sara
Capítulo 8 - Oliver
Capítulo 9 - Sara
Capítulo 10 - Oliver
Capítulo 11 - Sara
Capítulo 12 - Oliver
Capítulo 13 - Sara
Capítulo 14 - Oliver
Capítulo 15 - Sara
Capítulo 16 - Oliver
Ela é um PROBLEMA - Nota
Ela é um PROBLEMA - Nota II
Capítulo 17 - Sara
Capítulo 18 - Oliver
Capítulo 19 - Sara
Capítulo 20 - Oliver
Ela é uma PROBLEMA (Bônus) - Tiago
Capítulo 21 - Sara
Capítulo 22 - Oliver
Capítulo 24 - Oliver
Capítulo 25 - Sara
Plágio/Distribuição
Capítulo 26 - Oliver
Promoção Amazon - Você e Eu e Minha própria Confusão (18/11)
Promoção Amazon (18/11)
Capítulo 27 - Sara
Capítulo 28 - Oliver
Capítulo 29 - Sara
Capítulo 30 - Oliver
Promoção Amazon (17/12) - Minha própria Confusão
Capítulo 31 - Sara
Capítulo 32 - Oliver
Ela é um Problema - Nota

Capítulo 23 - Sara

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By glaucev

Capítulo 23 – Sara

Hey, tell me if I'm crazy, but when you come around-round, it's kind of amazing, I know now, I've never been in love before...

Desci do ônibus e aproveitei para passar na farmácia. Eu não sabia o que ele sentia, mas era melhor prevenir. Comprei remédios diversos, e chás, além é claro de aproveitar e trazer alguns ingredientes secretos da minha casa.

O condomínio em que Oliver reside é cheio de etapas, a primeira é que ao chegar, você tem que interfonar para o porteiro abrir o portão, depois passar na portaria e se identificar para que só então ele interfone para o morador que você deseja ver.

Lá vamos nós.

— Oi, eu vim ver Oliver Vásquez.

Ele só digitou uns números em um troço que parecia um telefone, tudo muito tecnológico e fino. Enquanto aguardava a boa vontade do senhorzinho, comecei a chutar uns cascalhos.

Minha mochila estava pesada e eu estavam muito cansada, o dia havia sido de período integral na faculdade, fora que eu tive que limpar a minha casa, que estava uma verdadeira lixeira, e contarei um segredo agora, eu me matriculei na academia. Depois que o Oliver disse que eu havia engordado, eu meio que fiquei neurótica com a minha barriga e o meu peso. Comecei a seguir tudo e mais um pouco de dieta e exercícios no Instagram e resolvi colocar em prática tudo que li. A verdade é que hoje foi o primeiro dia e eu estou virada em nada além de dores musculares.

Mentirosa é a mulher que diz não se preocupar com a sua aparência e desde que ela se sinta bem, nada além disso importa.

Grande mentirosa ela é!

Ainda mais quando tem homens envolvidos na estória, ou outra mulher cercando o homem que você quer. Suas inseguranças vêm à tona com força violenta.

Mentirosa, mentirosa, mentirosa, odiosa!

E eu me refiro agora a Antonela. Ela tem o corpo perfeito, cabelo, roupas, tudo nela é perfeito e a barriga dela deve ser extremamente chapada. E ela cai matando em cima do Oliver. Aliás, desde que eu o conheço, eu só vi gostosonas jogando indiretas e diretas para ele.

Deus, por que raios eu tenho que pensar nisso agora?

— Ninguém atende no apartamento dele Senhorita. — Ufa! Alguém finalmente interrompeu meus pensamentos tortuosos.

— Ah, mas ele me ligou agora pouco, pedindo que eu viesse.

— Bom, ele não deixou nada avisado aqui na portaria, infelizmente não posso permitir sua entrada.

— Como assim? — Eu estou sendo barrada pelo porteiro? É isso mesmo produção? — Bom, senhor... Silvio — Li o nome dele em seu crachá — Ele me ligou porque está doente, sei lá, ele pode estar morrendo agora mesmo.

Eu era a Rainha da Atuação Dramática.

— São regras do condomínio Senhorita.

— Vou ligar pra ele — digo furiosa. — O senhor já me viu aqui diversas vezes, não sei qual é o problema em me deixar entrar.

Bom, só para que o circo ficasse melhor, Oliver não atendia o celular, o que me deixou levemente preocupada.

— Sim, mas todas às vezes, o senhor Oliver permitiu a sua entrada e...

Dane-se!

Não esperei ele terminar a explicação, simplesmente me virei e corri o mais rápido que pude em direção ao bloco onde Oliver morava. O segurança não deixou por menos e me seguia aos gritos com pedidos para que eu parasse.

Eu estava fazendo uma coisa muito errada, eu havia acabado de burlar a segurança de um condomínio de luxo. Soltei uma gargalhada. Entrei no elevador, e apertei inúmeras vezes o botão para que as portas fechassem, e podem crer, eu sou muito sortuda. Foi por pouco que o guardinha não me pegou.

Ufa!

Provavelmente ele não deixaria a portaria deserta, então o sermão do monte só viria quando eu estivesse indo embora, eu deveria começar a preparar mentalmente para isso.

Se você fosse namorada dele, teria livre acesso.

Ah pois é, mas né, não sou.

Dei uma leve batida na porta e abaixei a maçaneta, ele havia mesmo deixado a porta destrancada. Entrei sem muito estardalhaço e disse em tom de brincadeira — Queerido, cheguei!

Fui recebida pelo silêncio e ao me virar para fechar a porta, encontro Oliver, sentado no chão, as costas encostadas na parede, os ombros caídos e a expressão de “Estou morrendo” me deixaram um pouco apavorada.

— Meu Deus Ollie, o que aconteceu?

Ele só gemeu e nada disse.

Me ajoelhei à sua frente e toquei em seu rosto, ele estava queimando em febre.

— Simples resfriado então? Me ajuda aqui, ok? — Pedi, enquanto tentava levanta-lo. — Ollie, ajuda a Dino aqui, por favor? Sozinha eu não consigo te levantar.

Com muita dificuldade ele se apoiou em mim, e se jogou em meus braços.

Caramba! Homem doente é igual a peso morto. Poxa vida hein!

— Amor? É você? — Amor? Meu coração acabou de perder uma batida.

— Não, é o Batman. Agora para de viajar e tenta caminhar um pouco, ou se não eu vou ter que te arrastar até a tua cama.

Oliver pareceu voltar um pouco a realidade e com muito esforço, começou a se mover. Logo que eu consegui a façanha de chegar até o seu quarto, ele deu uma vacilada, fui aos trancos e barrancos, mas consegui chegar até a sua cama. Eu só não esperava que ele se jogasse nela e me levasse junto.

E essa, com certeza seria uma cena que ficaria guardada na minha mente pelo tipo... mais ou menos o resto da vida.

Eu estava sobre ele, então, talvez por que ele estava delirando, agarrou a minha cintura, mas a coisa não parou por aí, sua boca chegou a minha em um ímpeto quase selvagem, e quando eu finalmente deixei a surpresa de lado para corresponde-lo, ele me soltou e apagou.

Sortuda desgraçada!

Eu comecei a rir do meu azar. Era incrível toda a situação. Tudo era incrivelmente estranho desde que eu o conheci. Passei a mão pelos lábios, e tomei a decisão de que iria expor meus sentimentos para ele logo que ele se sentisse melhor.

Oliver doente era nada mais do que encantador.

As bochechas rosadas, o cabelo completamente bagunçado. Mas a melhor parte não para por aí, a melhor parte foi o momento em que o bichinho suou tanto por causa da febre, que teve que trocar de camisa.

— Que bom que você veio. — Comentou rouco.

— Veste essa. — Entreguei a camiseta preta para ele.

— Eu nem vi você chegar, será que... eu desmaiei?

Então ele não lembrava do beijo.

Não né, óbvio que não.

— Não, você dormiu. A febre tem oscilado e isso tá fazendo com que você durma de uma hora para a outra. — Peguei o pano úmido que havia colocado sobre a testa dele e levei para umedecer e esfria-lo novamente. — Sabe o que me incomoda?

— O que? — Perguntou enquanto se deitava novamente, e nisso, sua camiseta fez questão de subir e mostrar um pouco do espetáculo que era o corpo do cara por quem eu estava caidinha.

— Que a culpa é minha! Claro, se não fosse essa sua mania de macho alfa, você não estaria assim — Me sentei enquanto dobrava a tolha — E o pior de tudo isso é eu ter aceitado essa loucura e ter usado o seu moletom enquanto você padecia de frio, tudo por minha maldita causa.

Ok, esse não era o momento ideal para surtar e muitos menos encher os olhos com lágrimas, mas eu me sentia uma idiota e completamente culpada por ele estar sofrendo agora.

— Não vai começar a chorar né? — Ele meio que gemeu enquanto fazia esforço para se levantar. — Sério, por favor...

O interrompi colocando uma mão sobre o seu peito.

— Pode ir deitando mocinho — funguei e me virei novamente para ele.

O olhar de Oliver para mim, era carinhoso e se não fosse a minha imaginação –trabalhando enlouquecidamente –, amoroso.

— Não chora. — Começou a tossir e quando aliviou, voltou a falar. — Tá? Por favor.

Assenti e coloquei a toalha sobre a testa febril dele.

Oliver dormia, horas acordava todo suado, com dor e muita tosse. Eu estava desconfiada se era uma gripe normal, ou algo mais grave, mas eu não tinha como dar um diagnóstico exato.

Era madrugada e eu estava na cozinha, fazendo uma sopa de legumes para ele, ele precisava comer e talvez ele se sentisse melhor depois de ter algum alimento em seu estômago.

— Consegue sentar? — Deixei o prato na mesa ao lado da cama e o ajudei a se sentar de modo que ele se sentisse confortável.

— Meu peito dói. — Não pode ser.

— O que mais você está sentindo?

— Eu acho que pode ser pneumonia. — Comentou fraco e pálido.

Fechei os olhos e respirei fundo. A probabilidade era muito alta, mas era difícil aceitar. Se fosse, Oliver teria um mal tempo, e saber que o sofrimento dele poderia ser maior do que agora me causava dor também. Era impossível evitar a preocupação que eu sentia para com ele. E meu Deus, o amor nos deixa uns idiotas. Se eu pudesse pegar a dor dele para mim, eu o faria, sem dúvidas nenhuma.

— Eu preciso que você coma, depois eu vou te levar para o hospital.

Ele assentiu e teve muita dificuldade em ingerir a sopa. O ajudei a trocar de roupa e dessa vez, não foi uma tortura vê-lo seminu, pois a minha preocupação estava em primeiro lugar.

— Desde que nos conhecemos, o hospital se tornou parte das nossas vidas, já reparou?

Eu tive que rir, pois nada mais era do que a pura verdade.

Ele não só fez uma auscultação dos pulmões mas para garantir e nos dar um diagnóstico mais preciso, fez também uma radiografia no tórax.

Nós já esperávamos, mas receber a notícia real, era o pior.

— Vou prescrever esses antibióticos e Sara, eu preciso que ele tome os remédios corretamente, se não, uma piora pode ser apresentada. Ok?

— Claro, eu mesma irei cuidar disso.

— Se a falta de ar persistir, eu preciso que vocês voltem imediatamente. Certo?

A doutora que nos atendeu foi extremamente gentil e simpática, me deu dicas de como deveria proceder para a recuperação dele.

Era manhã, e eu ainda estava acordada.

Passou o dia e a noite chegou e eu ainda não havia conseguido dormir mais que uma hora. Eu não consegui dormir, primeiro pelas tosses horríveis e aparentemente dolorosas que Oliver dava, segundo por que eu tinha que ficar esfriando a tolha que eu havia colocado sob a sua testa, terceiro porque quando fui tentar tirar um cochilo, o relógio despertou me avisando que era hora de Oliver tomar mais um remédio.

— Ollie? — O sacudi levemente. — Ei dorminhoco, hora de tomar o remédio.

Bom, esses com certeza foram noites e dias de cão.

Ele se levantou parcialmente, colocou os compridos na boca e pegou a xícara com o chá quente.

— Você comeu?

— Você é o doente e ainda fica preocupado se eu comi? — sorri amavelmente — Sim valentão.

Na verdade, eu tinha me alimentado tão mal quanto ele, mas Oliver não precisava saber o que se passava nos bastidores. Eu me sentia exausta, mas eu não podia demostrar fraqueza para ele, por que conhecendo o Oliver como eu conheço, sei que ele vai se fingir de forte e me dizer que já está bem saudável para que eu fique que nem uma madame com os pés para cima.

— Você não vai me perguntar o motivo de ter chamado você, ao invés da minha família?

Essa pergunta me pegou desprevenida, eu sequer me lembrei que Oliver tinha uma grande família. Quando ele me ligou, eu simplesmente esqueci de tudo e todos.

— Por que me chamou ao invés de outra pessoa?

— Sem manha, ok? Você foi a primeira que me veio à mente, mas eu não queria ocupar você, então liguei para a minha mãe, mas ela tá viajando. Então eu percebi que não queria ninguém além de você aqui comigo.

Eu mordi a minha língua para evitar de perguntar o que eu não devia. Mas, pensando bem, se eu não falar nada, mudar de assunto, ou evitar conversas assim, eu sempre vou ter dúvidas.

— Quando você diz coisas assim — sussurrei — Às vezes eu acho que você tem interesse em mim, mas depois... Não, deixa pra lá, você tem que descansar.

— Não! Continua.

Meu olhar prendeu no seu durante alguns segundos, abaixei a cabeça e coloquei uma mecha de cabelo rebelde atrás da orelha.

— Depois eu fico em dúvida. — Viro o rosto em direção a janela, é muito mais fácil do que encarar ele.

— Você sabe que eu sou maluco por você né? — Ele diz entre uma tosse e outra.

O que?

— Pera aí... O que? — Eu acho que não ouvi direito.

— Sara, é descarado para qualquer um ver, e pelo visto só você não percebe o quanto sou atraído por você.

Ah meu Deus, eu realmente... não, não, sim, sim, sim! Eu sou loucamente apaixonada por ele.

 ~ Bueno, eu nem vou me explicar, a galera vai me matar pelo atraso mesmo. Enfim, juro que tô me esforçando pra decidir um dia fixo e postar mais de uma vez na semana. Pra quem ainda tem dúvida, quando nada surge na minha, ou me impede de postar, risos, eu posto uma vez na semana e em dias aleatórios. Mas calmem, espero reverter isso e deixar vocês mais felizes. Beijões!!

P.S:. AAAAAAAAAAAAMEEEEEI OS COMENTÁRIOS DO CAPÍTULO PASSADO! 

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