Epílogo?
O fim da linha. Uma expressão popular que indica quando algo chegou ao seu término depois de muito tempo, seja uma vida, um momento, ou relacionamentos. Na teoria, a linha seria todo o processo que levou algo – ou alguém – a alguma conclusão, e neste epílogo, não haveria continuação, seria um simplista ponto final sem consequências. Porém, isto é mesmo possível?
Toda ação gera uma reação: terceira lei de Newton e também uma crença presente no hinduísmo e budismo. Sendo esta reação chamada por muitos de carma, o algo ou alguém que nos persegue até que cheguemos ao fim da linha. Isto é, se este fim da linha realmente existir.
O céu estava escuro, como esperado de uma noite de inverno, as nuvens cinzentas cobriam totalmente quaisquer resquícios do brilho de uma singela estrela ou do potente satélite natural conhecido como lua. Os ventos carregados de gotas de água traziam uivos potentes, soprando quaisquer materiais de pouco peso em seu caminho.
Se encontrava na chuva, com os fios ruivos tampando seu rosto, a garrafa de tequila caída sob seus pés. Não conseguia diferenciar suas lágrimas das gotas que caíam do céu, assim como não sabia se seus olhos ardiam pelo que acabara de usar ou se era a consequência de seu choro contínuo.
— Ha... – sorriu encarando o nada e se sentando na rua molhada, sentindo a água lavar sua alma – Merda, acho que descobri meu carma.
Pegou a garrafa novamente, descendo um último gole áspero que queimara sua garganta. Não conseguia parar de sorrir e chorar, sua mente não funcionava como antes e tinha certeza que não era por causa das drogas.
Passos no piso molhado não lhe chamaram a atenção, já sabia quem estava atrás e pouco faria diferença se virar para olhar ou não. O som de botas espalmando água não era reconfortante, muito menos sentir o sujeito próximo a si.
— Talvez eu queira ouvir mais sobre esse carma... – falou com uma voz impossível de se esquecer enquanto a ruiva ainda encarava o chão – Me conte, Bloom.
— Ah, oi para você. – murmurou levantando-se cambaleando devido o efeito da bebida, virou-se ainda de cabeça baixa, dando alguns passos para trás.
— Não fuja, você sabe que não tem escapatória. – puxou uma pistola de sua jaqueta de maneira sutil, porém o suficiente para a garota perceber sua ameaça.
— Não estou fugindo. – levantou a cabeça não encontrando o olhar daquele a sua frente devido a escuridão proeminente.
— Ainda bem que sabe. – o som da arma sendo recarregada não lhe trouxe medo – Você me fez muito mal, sabia?
— Ainda bem. – sorriu de canto com as mãos nos bolsos encharcados – É o que você merece.
— Como é ousada... – plantou um sorriso sádico em sua face enquanto apontava a arma para a adolescente – Até mesmo agora, quer dar uma de superior?
— Eu sou superior. – piscou de forma debochada – Não preciso de uma arma para intimidar alguém.
— Pirralha irritante... – estalou a língua colocando o dedo no gatilho – Quer direito a últimas palavras ou pulo essa parte?
— Não pule o clichê... – levantou sua mão erguendo o dedo do meio para o sujeito – Últimas palavras? Vai se foder.
— Te vejo no inferno. – o som do disparo invadiu seus tímpanos, assim como o cheiro familiar de sangue que adentrara suas narinas. Podia jurar que ouviu alguém gritar seu nome, antes do gatilho ser apertado.
Ah, falta dizer algo... Esse é o fim da linha da história de como as garotas mais 'fodidas' do mundo se conheceram, e claro, esta jovem prestes a ser assassinada era uma delas. Mas antes, podíamos voltar para o prólogo, não?
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The Karma Line - Winx
Teen FictionToques, cortes, dores, crimes: carmas. Eram essas as palavras que rondavam as vidas de seis garotas adolescentes comuns, ou era o que elas aparentavam a todos. Nenhuma delas imaginava que uma detenção na segunda semana de aula com desconhecidas pode...
