Catra chorava compulsivamente nos braços da loira, as duas estavam em cima do telhado da casa da morena, escondidas da gritaria que acontecia na sala de estar onde suas mães discutiam pela perde dos investimentos da empresa que tinham juntos.
— Ei, vai ficar tudo bem, Catra! — Adora tentou tranquilizar a mais baixa, esta que encarou com os olhos encharcados e um bico no rosto — Sabe que elas vivem brigando.
— Mas dessa vez é diferente... Sombria falou que estão falidas e que ela sabe que sua mãe recebeu uma proposta em outra cidade. — a loira se calou, era verdade, sua mãe tinha mesmo comentado isso e que seria muito melhor na terra natal de sua família, mesmo que não estivesse pensando bem das filhas que teriam que se adaptar a um novo lar, ainda mais Adora, que estava no último ano da academia de policia para jovens — Elas vão nos separar!
Aquilo sim causou desespero em Adora, parecia que sua mente a todo momento fantasiava um cenário onde a namorada ia junto dela para o novo lar e ali começavam suas faculdades, achavam ótimos empregos e compravam sua casinha para construir sua vida juntos, mas ouvir isso da amada fora impossível continuar se apoiando nessa fantasia.
— Não vão! — disse com tanta firmeza que a morena acreditou naquelas duas simples palavras, Adora segurou seu rosto nas mãos e o deu um selinho demorado, sorrindo para a pele negra toda avermelhada de Catra — Eu te amo e nada, nada mesmo, vai nos separar!
— Eu te amo tanto... — a mais baixa deu um sorriso fraco e abraçou o tronco da loira novamente, Adora se deitou com cuidado nas telhas e as duas ficaram ali, encarando as estrelas tão brilhantes no céu.
Catra sorriu bobo levantando o olhar para o rosto de Adora, podia ver as estrelas tão bem pelos olhos de sua amada que nem precisava do céu para ver a mais bela paisagem de sua vida.
— Nem sei descrever o quanto eu te amo, de verdade... Crescemos juntas como colegas, com a mulher mais perversa do mundo cuidando de nós e mesmo quando Esperança tirando você dessa casa nunca me deixou, brigamos por meses, voltou e lutou por mim, como ninguém jamais faria. - a loira já tinha um gigantesco sorriso no rosto enquanto ouvia as palavras da namorada, era raro Catra falar sobre seus sentimentos, então sempre aproveitavam momentos assim — Sinto que nascemos para morar uma no coração uma da outra, tocar a sua mão me causava mais adrenalina do que descer naquela montanha russa no parque.
As duas riram por lembrar de seu primeiro encontro onde foram no parque de diversões da cidade, Catra tinha insistido tanto que foram na montanha russa, Adora mais admirou as gargalhadas e gritos animados da outra do que sentiu as decidas.
— Você é a razão pela qual luto todos os dias e me torno alguém melhor, mesmo que ninguém mereça! — disse com sinceridade e puxou delicadamente o rosto da namorada iniciando um lento beijo, um que as deixou com os corações tranquilos.
Adora deixou a testa junta a de Catra, mais uma vez sorriram e olharam nos olhos uma da outra, buscaram por suas mãos e com elas entrelaçadas se sentiram em casa.
— Promete que não vai me esquecer? — a voz quebrada de Catra causou um arrepio nas costelas de Adora, as duas se encaravam sérias e com olhares piedosos, pediam uma a outra que isso se concretizassem.
— Prometo! — e com isso, deram mais um beijo selando sua promessa.
Debaixo do céu estrelado, as duas amantes, namoradas, melhores amigas, companheiros juraram nunca deixar a outra, mesmo que a quilômetros de distancia, ninguém nunca as tiraria uma da outra.
Estariam juntos até o fim...
Insieme fino alla fine!
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Insieme fino alla fine
FanfictionCatra e Adora sabiam que não morariam para sempre uma ao lado da outra, muito menos agora que suas mães tinham brigado por um problema na empresa... Mas Catra não queria perder Adora e nem Adora perder Catra. ONE SHOT.
