Alice:
Pense, se fosse você que, aos 8 anos fosse abandonada pelos pais em uma praça, e que no orfanato, todo a te atentassem, te chamando de leitoa feia, e aos 15 anos, te expulsarem dele, por algo que você não fez. E pra piorar, no seu emprego de meio período, seu chefe te tratase super mal, a ponto de te espancar, quando você acidentalmente quebrasse um copo. Foi exatamente o que aconteceu comigo.
Meu nome é Alice, hoje eu tenho 21 anos, e ainda trabalho na mesma lanchonete, dês dos 15 anos. Hoje de manhã, a irritação da Ana Clara, quebrou um prato, e adivinha quem levou a culpa? Exatamente, eu, como sempre, ele só não me bateu porque amanhã vai vim um povo, olhar a regularização da lanchonete, e não ficaria bom pra ele, se me eles me vissem toda machucada. Mas, eu não escapei do castigo, tive que limpar todo o local, que tem dois andares, já que ele além de lanchonete também é pensão; e eu não ganhei uma moeda a mais.
A melhor hora do meu trabalho, é a hora de ir embora. Mesmo que meu o cubículo não seja grande, ele me serve muito bem, já que eu moro sozinha, e não recebo visitas. Eu ainda me atormento com o pensamento " Por quê eles me abandonaram, sem mais nem menos? Por quê? "
Alguém bate na porta do meu quarto, eu me levanto e abro a porta, e era aquela pessoa, a pessoa que eu simplesmente, nunca tinha nem ouvido falar. Parecia ter em torno de uns 24, 25 anos no máximo, tinha cabelos castanhos iguais aos meus, mas, os olhos eram pretos como jabuticabas.
- Te conheço?- Pergunto com indiferença, saindo encostando na porta, pra que o sei lá quem, não visse a bagunça, não que eu seja bagunceira, mas, eu sou uma mulher muito ocupada, e tenho muito pouco tempo pra arrumá-lo-
- Noossa! Será será que estou falando com uma princesa? Você é tão educada- Ele fala com tom de sarcasmo. Logo em seguida deixando escapar um bocejo-
Eu também solto um bocejo, mas diferente dele, coloco a mão na boca, e pisco algumas vezes, eu sempre faço isso depois de bocejar, não pergunte o porquê, pois eu não sei.
-A Senhorita Marceline, sempre dizia, que bocejo pega- Falo lembrando de uma das professoras, do orfanato- Mas, voltando, quem é você?- Pergunto olhando em seus olhos sem timidez- Eu já paguei o alu- Ele me interrompe-
- Não sou o cobrador- Ele diz respondendo a minha não terminada pergunta- Meu nome é Levi, e a sua tia me mandou aqui pra te buscar
- Isso é uma pegadinha? Ou você está tentando me sequestrar? Péssima notícia pra você, não tenho dinheiro e sou órfã
- Não é porque, eles te abandonaram que você é órfã, agora, faça sua mala, volto em três horas pra te buscar, você irá passar 3 semanas lá- Antes de eu responder ele, se vira e sai, e me deixa no vácuo-
Pode até ser verdade, mas se eu vou? A resposta é não! Por quê ela não veio antes? Tive que me virar sozinha aos 8 anos por três semanas, até encontrar um pastor de uma igreja Assembleia de Deus, me achou, e me levou até o orfanato. Mas por aqueles que eu nem gosto de chamar de pais, eu nem sei o que seria de mim. Essa tia, teve mais de 6 anos, pra se lembrar de mim. Agora, ela que me espere, 100 anos, eu não vou.
São 16:15, já se passaram exatamente três horas, que o tal Levi, veio aqui. Eu não arrumei minha mala. Em vez disso eu banhei e agora estou estudando ciências humanas, é meio chato, mas, eu não comprei esse livro pra ficar de enfeite no criado mudo.
Alguém bate na porta, eu prendo meu cabelo em um rabo de galo e abro a porta. E lá estava o Levi.
- Já arrumou a mala?- Ele pergunta olhando por detrás de mim, vendo meu quarto-
- Privacidade, já ouviu falar dessa palavra?- Pergunto o olhando sério-
- Arrumar o quarto, já ouviu falar dessa frase?- Ele pergunta me provocando, passando por mim e entrando no meu quarto- Como alguém consegue fazer tanta bagunça então pouco espaço?
- Aff
- Não acredito que eu vou ter que te ajudar a arrumar a mala
- Eu não vou
Ele pega minha mochila, que estava ao lado da minha cama, abre meu quarda roupa e pega meus 4 vestidos, minha calça, duas blusas e coloca tudo na minha bolsa. Ele abre uma gaveta e pega os meus dois desodorantes.
- Quer pegar o resto? Ou quer que eu faça isso também?- Ele pergunta se sentando na minha cama e se espreguiçando-
Eu pego o resto relutante, coloco na minha mochila e a fecho. Eu o sigo com a mochila nas mãos até o carro dele e a coloco no banco de trás e me sento na frente. O carro dele é um siena 2011, antigo, mas conservado.
Logo no começo da viagem ele coloca uma música no som.
" ... fica tranquilo, Deus está providenciando um sorriso
pra' quela noite que você
passou aflito.
O seu gemido será substituído
por um hino de vitória.
Não ceda agora
Não se limite apenas ao teu sofrimento.
Deus sabe exatamente o que está fazendo
Por mais que hoje, você não esteja entendendo..."
A música era linda, a mais linda que eu já tinha ouvido, chega até deu vontade de cantar junto com a mulher. Levi, fala que vai demorar, e se eu quisesse poderia abaixar o banco. E foi o que eu fiz. E fiquei olhando pela janela, era um grande milharal, de um lado e do outro, com raridade de algumas árvores espalhadas.
Eu dou um pequeno bocejo, abaixo e pego meu celular, que eu tinha deixado no chão, eu o tinha comprado de uma antiga vizinha minha, a tela dele era só o caco, mas dava pra usar. Tinha outra música tocando, mas eu nem prestei atenção.
- Alice, não é porque, a vista não é das melhores, que você tem que ficar mexendo no celular, a viagem toda- Não, entendi como ele sabia meu nome, não pergunto, provavelmente a minha tal tia tinha falado. Eu o ignoro e continuo a mexer no meu celular- Se é assim- Ele o puxa da minha mão e o coloca em seu bolso esquerdo-
Eu olhei pela janela, e vi a propaganda de um restaurante, o que me caiu a ficha; se o meu chefe quase me demitiu quando eu faltei por um dia, porque estava com febre, imagina se eu ficar sem ir por três semana sem justificativa.
- a minha tia me ama tanto, que até me fez perder o emprego- Falo olhando pro teto do carro-
- Não se preocupe com isso- Ele fala, aparentemente tentando me acalmar-- Lá, no bairro, isso não vai ser algo pra se preocupar
- Se você diz
Em uma hora e 40 minutos chegamos ao tal bairro, ele era bem bonito, e ao meu ver, o trânsito de carros quase não existia. Avia várias casas, grandes e pequenas, e também, alguns supermercados. Após uns três minutos, chegamos em uma casa, ela não era grande nem pequena, digo que média. Ela não tinha muro, e sim uma cerca viva, e o portão, era baixo, e de madeira.
- Chegamos- Levi diz saindo do carro, pra abrir o portão-
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Esse é o primeiro capítulo de Aprendendo a perdoar, com 1215, palavras. A capa é temporária.
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KAMU SEDANG MEMBACA
Aprendendo A Perdoar- Com Deus Tudo É Possível
SpiritualAlice, quando pequena, foi abandonada pelos pais, e aos 15 anos teve que sair força do orfanato. Ela teve dês de pequena, se virar por conta própria, sem ninguém pra ajudá-la. Aos 21 anos, alguém bate em sua porta, falando que sua tia a chama. Porq...
