"Eles não entendiam o quanto eu a amei, tanto que nunca me separei dela."
Era agosto de 1992 quando a conheci bem no meio de toda aquela multidão, estavamos com os rostos pintados e vestidos de preto, lutavamos por um futuro contra uma política corrupta, não demorou muito e em janeiro de 93 já estavamos casados, minha família era de classe média assim como a dela, eu 22 anos e estudava engenharia e ela tinha 19 e cursava psicologia, nos formamos e eu não quis que ela trabalhasse, pois eu a dava de um tudo, a levava para sair comigo, iamos a danceterias, cinemas, festas, mas eu percebia que ela não estava feliz saindo, eu queria saber por que ela estava assim, eu não queria acreditar no que me respondeu. Eu gostaria de trabalhar, sair com as minhas irmãs, ver a minha mãe. Não sei o por que ela queria isso, eu era tudo o que ela precisava e não eles! Aquelas pessoas iam pôr coisas na cabeça dela e eu tinja certeza que isso era idéia das suas irmãs.
Passou umas semanas e umm dia que cheguei mais cedo do trabalho para lhe fazer uma surpresa, encontro um homem em casa, olhei para ela e perguntei o que ele fazia na nossa casa. Eletricista amor, deu um curto e ficou sem energia em casa. Sorri para ele e agradeci, mas pedi que ele fosse, pois eu resolveria o resto, lhe paguei o serviço já feito, então conversei com ela e disse-lhe que a partir deste dia ela não ficaria mais com as chaves ficaria trancada até eu voltar do trabalho, ela implorou, mas não amoleci, estava a protegendo, ela era minha, mas ela parecia gostar de me chatear, ela não falava mais comigo direito em casa, a levava para passear e ela ficava fechada, um dia um rapaz passou por nós e deu bom dia, no mesmo instante ela o olhou com um largo sorriso e retribuiu aquilo... "Ela tem um sorriso para ele, mas não tem um pra mim"... Aquilo me indignou, eu dava de tudo a ela, o que ele deu, um bom dia? Isso eu a dava todos os dias, ela estava me ignorando até na cama, dizia estar com dores de cabeça... "Você é minha mulher, tenho esse direito"... Pensava em silêncio, se passou um mês a procurei e ela me rejeitou ainda, então a tomei como minha mulher mesmo assim, ela pedia para parar, mas ela não ia me rejeitar mais, tapei seu rosto com o travesseiro para ela parar de gritar, até que ela entendeu e parou de se debater, continuei até que tive meu orgasmo, tirei o travesseiro do seu rosto e ela estava com os olhos fechados e a boca entre aberta, fingindo dormir, me deitei ao seu lado, lhe abracei e fui dormir também, ao me levantar pela manhã para trabalhar, ela estava na mesma posição, quando a toquei ela estava fria... Então me assustei, meu coração acelerou na hora, fiquei ofegante, tentando pensar no que fazer, mas depois que me acalmei e comecei a raciocinar melhor, foi bom ao menos ela não ia me desobedecer mais, a arrumei na cama e fui trabalhar voltei a olhei com aquela camisola da noite anterior ainda em seu corpo, e agora ela não iria me rejeitar mais como homem, passou dias e seus pais ligavam a noite, eu dizia que ela estava dormindo, cansada pois havia arrumado um trabalho e que tudo ia bem.
Vinha do trabalho com um buquê de rosas, e encontro a porta do apartamento arrombada, policiais estavam lá e me prenderam, fui condenado por homicídio, necrofilia e carcere privado. O engraçado é que a palavra, até que a morte nos separe, mostrei provei que era mentira, pois a amei até depois dela, só que eles não me entendem, que eu sou um romântico incondicional
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As faces da vida
Short StoryNossa vida é feita de altos e baixos, temos as decepções, tristezas, desânimos, medos... Vou contar aqui histórias da ficção, onde pessoas reais passam por issi, mas as vezes não sabem como agir, por receio de serem julgadas, não as compreenderem, q...
