Não é só ele que vem pra cá...

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NOTAS INICIAIS: olá coisas lindas! Esse nome pode ser familiar para muitos aqui, hein? E sim, é a mesma Tsumi to Batsu do Nyah, do Spirit e de onde mais vocês tenham visto. Inicialmente, essa fanfic foi escrita pela ShimaYuu_Azumi, que também teve ajuda da miniminisan para desenvolver. Apareci um pouco depois e após conversar com a Azumi, sigo com a tarefa de dar continuidade para essa belezinha aqui e terminá-la.

Também não mexi em muita coisa nesses capítulos já existentes, dei apenas uma betada, tirando erros de ortografia, concordância, pequenas repetições... A essência é a mesma.

Eu tinha postado no Spirit em meados de 2017 ou  2018, mas levei ban junto com algumas escritoras e então esse é o lugar onde vou postar.

Divirtam-se! ❤

KOUYOU'S POV

Então....

ー Kouyou, será que poderia prestar mais a atenção em minha aula? De repente uma voz suave soou na sala fazendo todos rirem discretamente e um loiro de faixa no nariz me cutucou por trás, levantei a cabeça mais que depressa e tratei de responder..

ー Ah sim, Aiko-sensei... Desculpe... ー Claro que Aiko-san, minha professora de japonês, já me chamava a atenção pela terceira vez durante a aula pelo simples fato de eu ficar ali escrevendo ou lendo outras coisas.

Era sempre assim, eu estudava em uma escola particular em Tóquio e tinha meu amigo, aquele de todas as horas... Reita, o loiro de faixa no nariz. Às vezes ele me enchia muito, mas também me ajudava quando eu precisava e não foi diferente quando eu descobri minha orientação sexual...

Sim eu era homossexual e o Reita também, ele soube como me ajudar naquele momento tão difícil dos meus 16 anos, e é claro que nós nunca fomos mais que amigos!

Em pouco tempo eu já ouvia o sinal batendo para o fim da manhã, eu já nem aguentava mais tanta aula e estava louco pra chegar em casa e descansar, foi então que juntamos nossos materiais e fomos para casa já Reita e eu éramos vizinhos. Ele morava um pouco a frente da minha casa.

ー Uru o que vai fazer hoje à tarde? ー O loiro me encarava e parecia perceber que eu estava no mundo da lua, pensativo desde a aula.

ー Ah claro Aki, já está pensando em ir pra minha casa, né? ー Olhei pra ele, que logo riu de mim.

ー Acertou em cheio. ー Ainda rindo, ele ele fez um olhar de “diz que sim!”.

ー Nem vem, Reita… Hoje não é quarta feira e eu quero descansar um pouco... Amanhã tá bom?

ー Então tá! ー E ele sorriu já adorando a idéia, sabia que nós íamos passar uma tarde jogando vídeo-game, a princípio era isso.

Chegamos em nossa rua e nos despedimos ali mesmo, entrei em minha casa correndo enquanto Reita ainda seguia mais um pouco até a dele. Eu estava todo alegre por finalmente poder descansar e minha mãe já me abraçou toda feliz. Eu era filho único pra minha total alegria, tinha um quarto só meu, um vídeo-game só pra mim e todos os mangás que eu queria. Definitivamente tudo que eu queria ela dava um jeitinho de me dar.

Minha mãe havia tido problemas para engravidar e com dificuldade conseguiu me ter aos 22 anos após perder umas duas vezes nas tentativas anteriores, e por isso ela decidiu ficar apenas comigo mesmo, mas não escondia que adoraria ter outro filho e sempre comentava que me achava muito sozinho embora eu não pensasse assim.

Meu pai se separou dela e, com o total desinteresse quando casou-se novamente, nunca mais me procurou, mas também nunca me fez falta! Minha mãe era tudo pra mim e lembro do quanto ela sofreu com o fim do casamento. Eu tinha oito anos quando tudo aconteceu. 

E além do mais ela vivia me mimando e tinha claro o namoradinho dela, o Shiroyama-san, que era gente boa. Eu gostava muito dele e ele já estava prestes a vir morar aqui em casa comigo e minha mãe! Shiroyama-san costumava passar alguns dias em nossa casa de vez em quando e aquilo me deixava feliz já que ela adorava estar com ele.
 
ー Oi meu amor, como foi na escola? ー Ela sorria toda alegre, parecendo que nada a abalaria.

ー Bem mãe... Deu tudo certo e a prova pareceu ter sido bem fácil também. ー Eu a abracei bem forte, recebendo seu beijo em minha testa. ー Vou subir pra tomar um banho e logo desço para almoçar.

ー Tudo bem meu amor, irei te esperar! ー Ela sorriu e foi para a cozinha enquanto eu subia as escadas.

Fui às pressas para meu quarto, larguei a mochila em cima da cama e fui direto para o banho, na volta visualizei minha guitarra em seu suporte enquanto me vestia com uma calça de moletom e uma camisa branca, meias e uma pantufa.

Eu adorava ficar tocando músicas nela, meu sonho era ser músico ou escritor. Acordei daquele sonho e fui direto para a cozinha onde encontrei minha mãe com uma mesa de almoço prontinha com minha comida preferida sobre ela.

ー Pronto meu anjo, já podemos almoçar. ー Seus olhos praticamente se fecharam assim que ela sorriu pra mim e eu logo me sentei à mesa e apenas assenti com a cabeça.

ー Mãe obrigado por ter feito meu macarrão. ー Sorri largo enquanto ela me servia e me entregava o prato com um lindo sorriso nos lábios, algo que eu estranhei, ela estava me parecendo alegre demais para apenas uma tarde.

ーPor nada, meu amor... Mas então meu filho… ー Ela já se serviu e então se sentou na cadeira enquanto eu almoçava e começou a falar. ー Amanhã o Shiroyama vem pra cá definitivamente... Estou feliz.

Olhei para ela meio assustado com a informação mas não era nada que eu já não esperava, então agi com normalmente ao assunto.

ー Entendo mamãe, isso será muito bom já que se dão tão bem.

Ela sorriu alegre, mas logo o fechou o sorriso ao me encarar e deu continuidade ao assunto. ー Mas... Não é só ele que vem pra cá...

ー Não? ー Arregalei um pouco os olhos olhando para ela que logo esboçava um sorriso nos lábios, o mesmo de antes do qual eu sentia algo diferente.

ー Não, ele vem com o filho dele... O nome dele é Shiroyama Yuu e tem a sua idade. Ele vai morar aqui conosco e irá ficar no seu quarto em um cantinho até ajeitarmos uma cama para ele, afinal seu quarto é grande e acho que será muito bom você ter um irmão, uma companhia para ir à escola e tudo mais. Será divertido, não acha?

Parei de comer arregalando os olhos mais ainda, acho que o máximo que pude, olhando para ela paralisado. ー Mas mãe… ー Eu não conseguia pensar em outra coisa, eu ia perder tudo, um outro com a minha idade, ainda por cima no meu quarto, um segundo filho pra ela. Não… ー Mamãe eu não quero um irmão, NÃO...

ー Mas meu filho será legal, e você terá que aceitar, eles estão vindo para cá amanhã e eu já vi o menino por foto e ele já me contou um pouco sobre ele. Parece ser muito querido apesar de um pouco carente. ー Ela fez um olhar logo um pouco entristecido quando a última palavra abandonou seus lábios.

ー Mãe, eu não quero ele aqui… ー Insisti, olhando pra ela.

ー Mas filho...  Você vai acabar gostando, tente ao menos, hun? Faça por mim... ー Ela me olhou um tanto pedinte enquanto segurava a minha mão. Suspirei

ー Tudo bem mamãe... Eu vou tentar. ー Acabei aceitando logo vendo ela sorrir, eu queria vê-la feliz e consegui aceitando aquilo que ela tanto queria, mas eu ia fazer de tudo para aquele menino sumir dali e ele nem ao menos tinha chegado...

Já havia almoçado e ajudado minha querida mãe com algumas coisas e agora estava deitado em minha cama de barriga pra cima com a porta fechada e aquela frase ecoava o tempo todo em minha cabeça.

“... Será muito bom você ter um irmão...”

Não! eu não queria um irmão! E ao mesmo tempo que isso me perturbava eu sentia a curiosidade de saber como ele era, como ele seria... De fato eu ficaria dessa maneira ainda até o dia seguinte.

Continua...

Tsumi to BatsuStories to obsess over. Discover now