⚠️AVISO!!!⚠️ Alguns fatos da saga Harry Potter foram levemente alterados nesta fanfic, como por exemplo a casa de Hogwarts do filho mais velho de Harry, alguns objetos mágicos que foram destruídos na saga ainda existem aqui, entre outros. Nada grande o suficiente para retirar do leitor a sensação de nostalgia que uma fanfic de Harry Potter dá, ao se inserir novamente nesse universo que amamos. Alguns novos personagens são apresentados, então não estranhem se não reconhecerem alguns nomes. Boa leitura❤️.
...
O ar gelado noturno beijou a pele de Agatha naquela madrugada, as poucas estrelas no céu poluído eram sua única fonte de calor - o calor da esperança.
Enquanto pudesse ver as estrelas, ela ainda conseguia manter a esperança. Esperança que algo maior estava por trás de toda a dor que acomodou-se na sua história. "Um dia irá melhorar", ela repetia para si mesma, como um mantra, "enquanto a luz das estrelas me alcança, a esperança faz o mesmo".
Porque Agatha poderia até não acreditar na bondade das pessoas, mas acreditava veemente na veracidade das estrelas, do vento e das palavras. Sempre.
Então naquela noite que lhe embrulhava com uma atmosfera nociva, ela fitou as estrelas beijando os lençóis negros da noite por entre as cortinas dos cabelos loiros e sussurrou um poema autoral à solidão da noite:
- Entre estrelas vivas e pessoas mortas,
Fecham-se uma miríade de portas,
Fechadas pelos adultos que constroem esta realidade torta.
O vocabulário e a carga intelectual de Agatha eram impressionantes para alguém de onze anos. Sua justificativa para os psicólogos que faziam consultas anuais com jovens do sistema de adoção era que ela lia para poder fugir da solidão.
- As palavras estão sempre comigo.- costumava dizer.
Seu quociente de inteligência foi avaliado em um algoritmo alto, o que fez ela ficar conhecida pelos seus responsáveis tóxicos como "Einstein de TPM", porque sempre estava com as feições moldadas em razão de seu ódio.
Mas dissertando sobre, estou fugindo do principal assunto.
A verdade é que aquela noite, inicialmente, Agatha havia subido na janela mais alta do sobrado motivada ao suicídio.
Ela queria unir-se ao vento. Um salto e sua alma surfaria entre as nuances das coisas de verdade, longe do materialismo dos que a cercavam.
Mas ao avistar as estrelas, ela mergulhou em pensamentos esperançosos. As estrelas tinham esse efeito sobre ela. Algo quase inexplicável.
Foi entre esses pensamentos esperançosos que um susto quase lhe fez, de fato, cair acidentalmente da janela.
Uma coruja branca com as asas pontilhadas de negro - como um papel em que se respinga tinta - planou no ar em sua direção em uma velocidade assustadora, pousou no batente da janela, ao lado de Agatha, e deixou um envelope enorme desabar do lado de dentro da janela, aterrissando sobre o assoalho de mogno.
Agatha observou tudo em choque. Conteu um berro fincando a fileira de dentes de cima no lábio fino inferior, fatiando a carne e inebriando as papilas gustativas de um gosto metálico, e a dor aguda no lábio praticamente não era sentida, graças a adrenalina.
A coruja voou de volta para dentro da noite as asas brancas sumindo onde os olhos de Agatha não alcançavam.
As mãos de Agatha chacoalhavam. Sem acreditar na cena que lhe acontecera, jogou as pernas para o lado de dentro e pulou no assoalho como um gato, ágil e sem emitir um único ruído.
Os ossos do pé rangeram em dor pela dureza do assoalho, assim como o lábio trêmulo de cima se sentia ao se chocar contra o imóvel de baixo. Seu corpo transbordava anseio.
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Agatha Asterio e o Mistério do Vira-Tempo
Fanfiction(UNIVERSO DE HARRY POTTER) Agatha Asterio nunca enxergou perspectiva quanto a uma vida melhor. Desde que nascera esteve enrustida nos conflitos do sistema adotivo da Inglaterra, indo de lar em lar, buscando abrigo e colecionando traumas estratosféri...
