Prólogo

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~501 palavras.

A humanidade é escassa de benevolência.

O mundo clamava por piedade, enquanto o homem se beneficiava maleficamente dele.

A fauna chorava enquanto a flora se dissipava pouco a pouco, a natureza precisava fazer algo a respeito.

Os elementos que compunham o corpo humano foram reunidos pelo "meio", a fim de criar algo, um ser especial.

Um ser humano esculpido pela terra, beijado pelas águas, abençoado pelo vento. Feito do zero à oitava maravilha do mundo, capaz de mudá-lo para sempre.

Mas isso era mesmo possível?

A dor e o sofrimento do meio-ambiente falavam tão alto que não pôde mais se conter.

O ar trouxe o oxigênio, o carbono e o nitrogênio;

O solo trouxe o ferro, o magnésio, o cálcio e o enxofre;

Os mares trouxeram o hidrogênio e o cloro;

Os peixes trouxeram o fósforo, potássio e o sódio.

Cada elemento fora depositado em sua devida quantidade. Alguns eram tão poderosos que eram apenas salpicados, outros eram suaves, foram despejados aos montes.

Cada pedaço da natureza lhe fora introduzido, os animais fizeram suas oferendas, e colocaram suas esperanças na tal obra feita com tanta cautela e minúcia.

Um pássaro, mãe de três filhotes, que temia o futuro do lar de sua família, cedeu seu coração para ajudar na criação do ser que salvaria o mundo da destruição e do egoísmo.

Este seria o ingrediente perfeito, a essência de um pássaro.

Seria sua definição: Criativo e independente; Observador; Sensível; A voz que alcança além dos ouvidos.

E por último e não menos importante: A liberdade.

A mistura estava pronta. Fora acomodada no topo da montanha mais alta do mundo, protegida pelas águias que voavam ao seu redor sem descanso, posta sobre o altar criado pelos animais que o monte escalara.

Plantas começaram a desabrochar em torno de seu corpo em formação, almejando sentir sua aura positiva e cheia de esperança.

O ser que nem sequer nascera, já era amado pela natureza. Porém esta, não era milagrosa.

Os céus não permitiriam a existência de outro ser divino – ou perto disso – além de Deus. Este fora tomado por nuvens densas e escuras, estrondavam além dos ares seus trovões amedrontadores.

Lançara um raio tão poderoso que destruiria até o mais resistente dos objetos existentes no mundo.

Os animais que ali estavam, protegeram-no com seus corpos, mas a força era tanta, que ainda sim fora atingido.

Logo após o ocorrido, o tempo abrira-se aos poucos, revelando os raios solares que voltara a aquecer a montanha.

Milagrosamente ainda restara parte de seu corpo ainda em formação. Permaneceu ali sozinho dentre os defuntos dos animais que se sacrificaram por sua vida.

Mas a dor e o sofrimento dentro de cada um deles por não terem suas vidas libertas, o corrompeu. Sua aura angelical enchera-se de tristeza, ódio, arrependimentos e todos os outros tipos de sentimentos ruins.

A natureza que o amava, depois de sentir tanta negatividade vinda de apenas um ser, resolveu abandoná-lo, querendo distancia de algo tão obscuro e maligno.

The Soul Of A Crowقصص لتهوسّ بها. اكتشف الآن