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— ...Vocês terão três semanas para montar os grupos, montar o seminário e apresentar. Os pontos irão contar para prova, então façam direito.

Harry Styles, vinte e oito anos e professor de literatura de uma das maiores e mais caras escolas de toda a Londres.
A quatro anos leciona para turmas do terceiro ano, roubando suspiros de, pelo menos, setenta por cento dos alunos de cada sala.

Todos desejam Harry Styles, desejam conhecer o homem frio e restrito à vida pessoal, sem redes sociais e que desaparece quando não está nas salas de aula.
Portador de uma beleza inigualável, seus cabelos medianos e ondulados brilhavam e se moviam graciosamente com o seu andar, os olhos eram de um verde tão profundo que até as pessoas mais profissionais terminavam perdidas com a intensidade deles, resultando em conversas confusas com o homem intimidador de voz intensa, rouca, ríspida e o rosto, oh, completamente simétrico.

Os lábios vermelhos e convidativos são populares não apenas entre alunos, mas entre professores e todos os funcionários. Logicamente não haveria uma única pessoa sã que não cairia aos pés desse homem.

Entretanto ninguém o conhece, ninguém tem a menor chance, ninguém sabe quem é Harry Styles por baixo das roupas e da postura de professor, ninguém além de mim.

Irei liberá-los quando terminarem os quinze exercícios da apostila. Podem começar.

O homem imponente e de atitude impecável se sentou na própria mesa, os braços fortes estavam cruzados e era possível, se olhasse com cuidado, ver como a camisa social se apertava para comportar os bíceps, tríceps e as costas malhadas, marcando toda a anatomia inspirada pelos deuses gregos. Ele com certeza passava um bom tempo na academia.

Analisava com aqueles infinitos esverdeados cada aluno dedicado, cada aluno que se esforçava para fazer ao menos três questões dos seus trabalhos, sempre tão complexos. Ele observava e parecia sentir satisfação em vê-los confusos e raivosos com o nível de dificuldade, estava sempre nos levando ao nosso limite de compreensão e sorria ladino com aquilo como o perfeito sádico que ele era, inspirando tranquilo a atmosfera tensa dos acadêmicos.

Então seus olhos chegaram em mim. Fundos, fixos, provocando e sugando minha alma como se aquele fosse seu objetivo desde o princípio.
Ele travou seu maxilar perfeito e me permitiu ver como os ossos se comportavam, como eram destacados e me tiravam o fôlego. Eu respirei fundo e ele se esqueceu, mesmo que momentaneamente, de continuar a se deliciar com seu fetiche. Talvez tivesse encontrado algo mais interessante para lhe satisfazer.

O pensamento me fez sorrir.

— Louis Tomlinson, está muito distraído. – Todos olharam para o homem, mas ele não desviava sua atenção para mais nada. — Faça o seu trabalho e saia do mundo da lua.

— Peço perdão, sr. Styles.

Óbvio que eu vi o sorrisinho dele. Ele não sabia disfarçar, não de mim.

Com o tempo os alunos começaram a terminar e ele passou a corrigir na hora, causando uma grande bolha de nervosismo na turma, que não sabia que isso iria acontecer. Era uma avaliação imediata, e ninguém havia estudado direito. Estando em uma turma com o professor Styles, isso era completamente vergonhoso.

Conforme as pessoas eram liberadas Harry ficava mais irritado, vendo as notas terríveis dos seus alunos após tantas aulas bem explicadas, após tanta dedicação para ensina-los algo útil, enriquecer a cultura daqueles jovens. Aulas que nenhum deles davam o devido valor, achando mais interessante conversar ou fazer o exercício de alguma matéria de exatas disfarçadamente, pois aparentemente literatura era uma maldita piada na vida deles. Isso o frustrava pra caralho.

Yes, Master. [shortfic]Tempat cerita menjadi hidup. Temukan sekarang