Na parte mais sombria da Terra, havia um castelo sombrio, um lugar onde nenhum homem ousaria andar por vontade própria. Sua paisagem cinzenta, coberta por uma escuridão sobrenatural, onde até o sol parecia ter medo de aparecer.
Os seres que ali habitavam eram chamados de Demônios.
O Rei que governava a terra sombria, Balsar, era o pior dos homens, ele tinha prazer na dor e no sofrimento, seu coração era repleto de escuridão. Os Demônios, escravizavam homens e mulheres para que os servissem. Alguns diziam que o primeiro a habitar aquelas terras, era um Demônio que havia conseguido abrir um portal e escapar do próprio inferno para criar seu próprio povo.
Seu nome foi há muito tempo esquecido, mas a escuridão e o gosto pela morte e pelo sofrimento, foi passado de geração em geração.
Os mais poderosos daquelas terras possuíam dons, uns possuíam a força de mil homens e tinham o poder de abrir portais e outros, podiam até controlar a mente de outra pessoa. O Rei, Balsar, nasceu com a força de mil homens, considerado o maior de todos os demônios, sua pele era tão branca e seus cabelos negros assim como seus olhos, seu corpo emanava força sobrenatural o que o tornava o mais temido.
Certo dia, um grande número de homens e mulheres haviam sido capturados, sendo levados pelos Guardas do Castelo e deixados no grande salão do Castelo para que o Rei pudesse avaliar os novos escravos. Quando o Rei entrou, mandou que todos ficassem enfileirados um ao lado do outro. Todos estavam em silêncio e com os corpos tremendo conforme Balsar passava por cada um, seu olhos fixados ao chão, sem coragem para olha-lo nos olhos.
Mas havia uma dentre a fileira de homens e mulheres, a única cujo o corpo não tremia e seu olhar não estava voltado para o chão, mas sim para frente, a única que ousou olha-lo nos olhos e encara-lo.
Balsar ficou perto o bastante para sentir sua respiração em seu rosto. Ela tinha os olhos negros como a noite, os cabelos lisos e longos, pele morena e lisa. O Rei desceu o olhar para o seu corpo, sua roupa só tampava seu sexo, um fino tecido maltrapilho enrolado em sua cintura e os seios inteiramente à mostra. Balsar jamais havia visto uma escrava encara-lo daquela forma, a mulher não ousara desviar o olhar nem por um segundo, como se tivesse o desafiando.
Algo se remexeu no peito do Rei, ele não sabia o que estava sentindo, mas havia algo naquele olhar, que aqueceu uma parte de seu peito.
- Jahar levem eles para os porões e essa aqui, leve até meu quarto e a deixe acorrentada em minha cama. – Balsar sorriu para a escrava, gostando do desafio a sua frente.
Jahar, Capitão e amigo fiel, era o único em que o Rei podia confiar e assim como lhe foi ordenado, pegou a escrava e a levou. Balsar só tirou os olhos dela quando a viu sumir pelo corredor escuro do Castelo.
A rotina do Castelo era sempre a mesma, torturar aqueles que tentavam fugir de seu domínio e castigar os que desobedeciam às suas ordens. Durante todo dia, Balsar se viu ansioso para ir até seu quarto e tirar a coragem do rosto daquela mulher, queria sentir o cheiro do medo percorrer seu corpo, sentir sua coragem morrer aos poucos. Quando Balsar entrou em seu quarto, a viu acorrentada no pé da cama, ela estava sentada no chão com as pernas cruzadas e quando ele se aproximou, ela o encarou com aquele desafio no olhar.
Balsar se agachou e a encarou de volta.
- Não tem medo de mim? - Balsar sorriu para ela, um sorriso que fazia qualquer um tremer, menos ela.
- Você é apenas um homem, sei muito bem o que gosta de fazer, nos captura e nos tortura se não fazemos o que quer, mas eu não irei ser escravizada por você, nunca. - Respondeu ela.
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Laço Eterno (Concluído)
RomanceUm Rei conhecido por suas crueldades se apaixonou por sua escrava, um sentimento tão avassalador! Ele jurou que a amaria mesmo depois da morte e ela jurou ama-lo por toda eternidade. O amor deles gerou uma linda menina, tão forte quanto o pai e tão...
