Indo para perto

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Em um ponto muito distante e escuro do universo, longe das galáxias e imerso no espaço profundo, cercado por nebulosas e rajadas de asteroides, residia uma base de testes bélicos Sontaran. Naquela área, terríveis tempestades de plasma, estrelas entrando em decadência e enormes interferências nos campos magnéticos dos corpos celestes das proximidades estão acontecendo. Planetas quebrando-se como ovos, super ondas gravitacionais e interferências nos equipamentos eletrônicos daquela base intrigam os Sontarans. Porque não sabem os terríveis motivos que geram essas incômodas assolações. Pois isso pode ser muito prejudicial, afinal aquela é a base de armas deles, e conhecemos o quão importante é isso para seres que vivem para a guerra. Dentro do pavilhão de clonagem desta base, e em uma das principais salas de comando e monitoramento, quatro guerreiros estão operando os radares e interferômetros, a fim de descobrirem o que está acontecendo. Essas interferências misteriosas estão impedindo as armas, e até mesmo o campo de força da base de funcionarem, se tornando assim, um alvo fácil para os seus possíveis inimigos. Suspeitando que isso possa ser um ataque, um dos guerreiros questiona a um outro que está ao seu lado:

— Ainda não encontrei nada no meu escâner, e você?

— Nada, mas possivelmente um verme covarde que gosta de se esconder. Eu caçava alguns como estes nos pântanos de Dagobah.

— Os lasers de multi alvos estão inoperantes e o escudo como uma bexiga.

— Ainda bem que o comandante Strov não está aqui para ver isso.

Quando então, o comandante Strov, comandante principal daquela base, entra na sala. Irritado, com uma expressão em seu rosto de pura fúria e de paciência muito precária. Dizendo furioso aos guerreiros:

— Ouvi tudo atrás da porta. Novatos... Ainda não conseguiram nada?! Serão derretidos no mais terrível ácido e dados como sopa aos cachorros.

Os guerreiros,  tremulam as mãos operando os radares. E com uma face de medo e vozes bastante envergonhadas, um deles responde ao comandante, que estava logo atrás dele com uma expressão bastante séria encarando suas costas:

— Não senhor. Estamos trabalhando em competência máxima, mas até os radares estão sofrendo sérias interferências. Prometo que ainda hoje esmagaremos aquele verme, pela glória do império Sontaran.

Strov suspira profundamente. E ainda olhando com um olhar bastante fixo para aquele guerreiro, diz:

— É assim que se fala soldado. Todos vocês, mexam se. Usem o rastreamento de OENI (Objeto Espacial Não Identificado) e encontrem o inimigo. Podemos estar sob ataque! Vocês têm 10 minutos de vida para provarem a sua utilidade.

E todos os guerreiros respondem em voz alta:

— Sim comandante!

Então em um grande monitor, Strov olha esperançosamente, enquanto uma voz eletrônica responde como resultado do rastreamento:

— Rresultado: 0%, Nenhum sinal de OENI encontrado.

Strov  se irrita novamente. E olhando para cada um naquela sala, exclama furioso:

— Vocês ultrapassaram todos os níveis da incompetência! São piores que os Slitheen. Comigo não há segundas chances, serão completamente destruídos. Virar sopa para os cachorros seria uma honra para vocês. O que eu farei agora vai ser transforma-los em poeira!

Strov pega o seu bastão. Um objeto que apenas os Sontarans de alta patente possuem. Uma ferramenta multifuncional, que também há a serventia de matar ou atordoar, e neste caso, matar.

— Fiquem todos de joelhos, prometo que não vai doer, mas posso estar mentindo.

Todos os guerreiros se ajoelham e clamam agoniantemente por perdão. Suas testas suam de temor, e os seus olhos totalmente fechados de medo por seus momentos finais. Strov ergue o bastão lentamente, e  com um sorriso maléfico, diz debochado:

Venha Comigo. volume 1: Uma Sombra de GallifreyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora