Prólogo → Lessye Anamarie

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─ Não entendo como vocês conseguem ser tão comunicativas as sete horas da manhã. ─ Reclamou, e me afastei do balcão para que ele pudesse se aproximar e despejar mais alguns biscoitos na vitrine.

─ Os jovens hoje são virados no 220. ─ Claire brincou. ─ Ainda não se acostumou?

─ E nunca vou. ─ Ameacei pegar um biscoito, mas ele me repeliu só com um olhar. ─ Não toque nos meus biscoitos.

─ A confeitaria é minha, que absurdo.

─ Então faça seus próprios biscoitos. ─ Brigou, e eu lhe dei língua ficando nada ofendida. ─ Ainda tenho mais duas fornadas em formas de árvores de Natal.

─ Eu vou poder comer elas?

─ Claro. ─ Sorri. ─ Se pagar por elas.

E então ele virou as costas, voltando para a cozinha. Suspirei sozinha e esperei a porta fechar, para que enfim roubasse um biscoito.

─ Bom demais. ─ Fechei os olhos, apreciando e o sino logo soou, alertando à chegada de alguém. ─ Olá, seja bem-vindo ao Purschen Cakes.

─ Tem certeza que não precisa de nada?

Tive que responder a mesma pergunta pela quinta vez, apenas aquela noite. E não podia reclamar, até porque não tinha motivo pelo qual. Era um pouco entediante, mas nem tanto, se estivesse me pondo no lugar do meu avô que estava no Texas, a milhares de quilômetros de distância de mim.

─ Eu estou bem, e o Porschen Cakes está ótimo. Você sempre me faz a mesma pergunta, e eu sempre te dou a mesma resposta, vovô. Está tudo bem. Eu juro.

─ Alex te ligou. ─ Não me pareceu uma pergunta, então apenas assenti, mesmo que ele não pudesse ver. ─ Você tem certeza de que é uma boa idéia passar o Natal com seu irmão?

─ Ainda tenho um mês e meio para decidir isso.

─ Lessye, querida... seu avô está tentando cuidar de você, mesmo que você tenha decidido correr de perto dele.

─ Por favor, vovô. Eu não corri, eu apenas... ─ Não tinha como terminar essa frase, então suspirei sem conseguir. ─ Você devia vir também.

─ Não posso passar o Natal longe da sua avó.

Fiquei em silêncio, ouvindo apenas sua respiração do outro lado. Conhecendo meu avô, esse é o momento em que ele apaga seu charuto no vaso de plantas que ficava em cima da mesa de seu escritório. A vovó odiaria ver algo assim, ameaçaria quebrar o vaso em sua cabeça e os dois acabariam em uma discussão sem fim, jogando um na cara do outro o quanto não se suportam mais. Foi assim até o final. Uma lágrima pingou do meu queixo, e só então me dei conta de como havia derramado elas durante esse último minuto.

─ Será que ela já aprendeu a suportar o senhor, vovô? ─ Consegui perguntar.

─ Eu duvido muito. Ela me odiou até o final.

─ Vocês nunca se odiaram de fato. Todo mundo sabe disso.

─ Será que ela sabia também?

Fiquei sem resposta. Quando minha avó morreu alguns anos atrás, foi um momento muito difícil para a família. Éramos em três, e Alex tinha um bebê no colo e um casamento fadado ao fracasso. Dona Lilian era quem mantinha a estabilidade da nossa família, e deixava tudo nos conformes. Pelo menos: escondido debaixo da cortina.

No primeiro mês sem ela, Alex já estava divorciado e vovô já tinha afundado em seu vício por cigarro. Eu estava terminando a faculdade de artes, e meu curso de culinária e sobremesas estava indo de muito bom a extraordinário. Mas quando chegava em casa, tudo desabava como uma pilha de confusão. Eu não tinha tempo de levar as boas novas para dentro de casa, pois sempre tinha uma briga para apartar ou um bate boca para trocar com Alex. E como toda pessoa que tem direito de não suportar tudo. Eu surtei.

Vim morar com Antonella, minha prima aqui na Espanha. Abrimos juntos a Marie's Dream, confeitaria das primas. E no primeiro ano, ela foi um grande sucesso. No ano seguinte, Antonella se casou e quis voltar para o Texas. Mas eu não. Nenhum plano de voltar para casa. A Espanha era o suficiente para mim. Minha casa não. Então eu comprei sua parte da confeitaria e fiquei aqui e Mudei o Marie's Dream para Peggy Porschen Cakes, em homenagem a minha mãe. E Madrid se tornou meu lar.

Sozinha.

Em outro país e com expectativas demais para uma menina que gosta de ficar com os pés no chão. Mas eu continuei aqui, e ano após ano nada mudou. Construí minha estabilidade e nunca mais pus meus pés na casa onde cresci. Algumas pessoas chamam de egoísmo. Eu chamo de sobrevivência.

─ Está demorando para me responder, pequenita. ─ Meu avô falou, e eu ri. Pensar me faz entrar em êxtase.

─ Ela sabia que você amava ela. Assim como eu sei. Fica tranquilo, vovô. ─ Olhei no relógio e já marcava onze e meia da noite, o que era tarde demais para mim. ─ O senhor já devia estar dormindo. Eu vou facilitar seu boa noite.

─ Que isso, querida, ainda tenho muita energia.

─ Não enquanto continuar fumando esses charutos velhos.

─ Como sabe que eu... ─ Eu ri. Tão na cara. ─ Sua pestinha.

─ Boa noite, vovô.

E desliguei. Abri a caixa de mensagens e comecei a escrever:

De: Lessye
Para: Mãe

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"Vovô continua com aqueles cigarros ruins. Não sei o que Alex está fazendo a respeito, já que não nos falamos a tempos. Hoje o dia foi tranquilo no Porschen, e Mauro fez um comentário sobre eu ter que pagar pelos meus próprios biscoitos. Mas foi ótimo. Eu te amo, mãe."

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Esse é o primeiro capítulo de "Für Dich", apenas para vocês terem uma idéia de como a Lessye leva sua vida

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Esse é o primeiro capítulo de "Für Dich", apenas para vocês terem uma idéia de como a Lessye leva sua vida.

Acho que para uma menina que vive com os pés no chão e adora ter sua vida sobre controle, ela vai ter um choque de realidade quando nosso amado camisa 8, Toni Kroos chegar em sua vida.

O que vocês acham?

Vamos ter atualizações semanais. Esse capítulo não conta como primeiro, então me aguardem no meio da semana com a atualização bonitinha de vocês.

Não esqueçam de seguir Lessye no Instagram, e a mim nas redes sociais. A notícia chega sempre primeiro por lá.

Beijos. Até o próximo.

Für Dich ∞ Toni KroosWaar verhalen tot leven komen. Ontdek het nu