Encontro

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Em Bloom, capital do grande estado de Flowerscent, conhecido mundialmente por estranhamente originar flores nunca antes vistas em qualquer parte do mundo, mora um jovem alto e franzino, de cabelo preto que cobre quase todo o seu rosto e com um olhar que parece sempre estar em um lugar distante. Seu nome é Daves, e tudo começou quando tinha dezenove anos e ainda morava com seus pais adotivos, que eram pesquisadores de flores ,e por causa de suas pesquisas delicadas, nunca tiveram uma boa ligação familiar.
Em um pacato e rotineiro sábado, faltando apenas uma semana para o grande festival das flores, nove da manhã toca seu despertador, com um movimento lento com o braço Daves o desligou e levantou, tomou um refrescante banho, escovou seus dentes e colocou uma roupa que serviria para ficar em casa ou até mesmo para sair, uma camisa do grande festival das flores, uma jaqueta preta e branca e sua calça jeans favorita, tudo parecia dar certo, na hora do café da manhã sentou na cadeira de frente para seu pai enquanto sua mãe estava pondo a mesa, começou a comer as panquecas que sua mãe fez, mas em poucos segundos comendo começou a sentir uma dor de cabeça muito forte, não conseguia se mexer muito menos pedir ajuda, então ouviu uma voz estranha e trêmula falando.

”Como você consegue comer isso? não tem gosto de nada!”

Logo após a voz estranha acabar de falar Daves desmaiou, quando recobrou consciência estava em sua cama, ao lado, em sua escrivaninha havia um bilhete de seus pais.
”Recebemos uma emergência da central de procura de novos tipos de flores, não nos espere.”

Após terminar de ler, decidiu ir ao banheiro jogar uma água no rosto, mas ao se olhar no espelho o que havia lá não era seu reflexo, uma silhueta muito parecida com a sua, porém composta de chamas azuis com leves toques de roxo que se propagavam em espiral, assustado correu para debaixo dos cobertores, depois de um tempo tentando entender aquilo, Daves decidiu ligar a câmera frontal de seu celular na esperança de aquilo ter sido apenas algum delírio, ficou sem reação ao ver que aquele ser azul-ardente ainda estava ali como se fosse seu reflexo, ficou longos minutos encarando-o até desistir de tentar entender algo e quando foi apagar a tela do celular, seu reflexo falou com uma voz idêntica a aquela que tinha escutado mais cedo antes de desmaiar.

”Como eles podem ir viajar logo quando você desmaiou bem na frente deles!?” Falou o reflexo sem nenhum movimento labial.

No susto, Daves apagou a tela e ficou o resto do dia sem se olhar em qualquer espelho da casa, na manhã seguinte foi fazer a mesma rotina de sempre pois havia esquecido do acontecido, e sem perceber se direcionou ao espelho, ao olhar no espelho e vê-lo novamente ali no lugar de seu reflexo seu corpo paralisou, então ele falou rindo.

”Você realmente achou que conseguiria me ignorar? SEU TOLO!”Ao terminar a frase, desabrochou em seu ombro esquerdo uma flor, no meio de todo aquele fogo azul, com um brilho amarelo quase dourado que transmitiu uma sensação estranha de calma que o permitiu se mover novamente.
Então continuou a se trocar tentando ignorar o que havia acontecido, ao descer para a cozinha com a esperança de um café da manhã lhe esperando, lembrou que estava sozinho naquela fria casa, então foi até o calendário checar quantos dias faltavam para o grande festival.
“Seis dias ainda?” falou em um tom baixo seguido de um leve suspiro.

”Nada poderá me fazer não aproveitar o festival!” Pensou otimista.

”Será mesmo!?” Falou aquela voz, ecoando por todos os cantos da cozinha.

Desesperado, Daves olhou para os lados procurando a fonte daquela voz e viu que a porta de sua geladeira fazia reflexo, e lá estava aquele ser perturbador que o assombrava, só que desta vez ele parecia diferente, em meio às chamas ele conseguia enxergar um rosto idêntico ao seu, que de maneira perturbadora sorria após dizer aquelas palavras. Pasmo com aquilo tentou se aproximar, ele repetia todos os movimentos como um reflexo, mas ainda com aquele sorriso que trazia estranhos arrepios, abriu a geladeira e pegou a comida que ainda restava, como sempre panqueca, esquentou e foi comer, mas na hora que deu a primeira garfada, novamente aquela indesejada voz apareceu.

FraturaHikayelerin yaşadığı yer. Şimdi keşfedin