Fever, can you hear me?

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- Meu Deus, eu te amo! - A frase escapou involuntariamente dos meus lábios em um suspiro ofegante.

A japonesa, com os olhos ainda cheios de luxúria, indagou com uma voz cheia de malícia:

 - Você está falando isso porque estou te satisfazendo sexualmente?

Um arrepio percorreu minha espinha quando sua mão continuou explorando com habilidade entre minhas pernas. Eu estava tentando desesperadamente manter a compostura, mas minhas pernas já pareciam vacilantes, cedendo aos estímulos irresistíveis que ela me proporcionava.A autocondenação me dominou naquele momento. Como eu podia ser tão fraca, sucumbir dessa forma tão facilmente aos toques dela? Era patético e humilhante. 

O fato de termos terminado há muito tempo tornava tudo ainda mais confuso. Eu me questionava sobre o motivo de ter dito aquelas três palavras carregadas de emoção, pois, na verdade, não sabia ao certo se eram genuínas ou apenas uma resposta impulsiva aos prazeres físicos.

O ambiente estava envolto em um misto de tensão e desejo, enquanto lutava contra minhas próprias emoções conflitantes. A japonesa, com sua expressão desafiadora e olhos penetrantes, continuava a explorar cada centímetro do meu corpo, tornando impossível evitar os sentimentos que afloravam, mesmo que a racionalidade gritasse para resistir. 

Eu sabia que precisava resolver essas questões internas, mas eu não conseguia evitar me deixar levar pelos sentimentos quando se tratava dela.

- Dahyun? - O chamado dela perto da minha orelha enquanto dava beijos me acordou dos meus pensamentos.

- Eu amo isso que você faz. - Respondi após um tempo.

Ela riu. E voltou a me beijar.

- Acho melhor parar... - Sana me provocou tirando a mão das minhas pernas.

Olhei para ela com cara de "você não ousaria".

- Não! - A segurei pela cintura com força, colando nossos corpos.

Sana beijou meu pescoço mais uma vez, passando a língua e me fazendo arrepiar completamente.

Fechei os olhos e me entreguei mais uma vez aos beijos dela. Ela voltou com a mão no meio das minhas pernas, pressionado somente, sem colocar de fato os dedos.

Enterrei meu rosto no pescoço dela. Até que senti os dedos dentro de mim. Um gemido baixo saiu de meus lábios. Ela gostou e continuou.

O som alto da música ecoava lá fora, preenchendo o ambiente da festa que Sana organizou em grande estilo. Lá fora, a casa estava decorada com luzes coloridas, balões e uma pista de dança movimentada. As risadas e vozes animadas das pessoas se misturavam, por vezes achava que alguém iria bater na porta do banheiro e isso me deixava mais nervosa.

Eu decidi aparecer de surpresa para desejar uma boa viagem a Sana, mas algo inesperado aconteceu. Acabei me encontrando no banheiro dela, cometendo o erro de cair novamente nos encantos da minha ex-namorada que estava prestes a embarcar para o Japão.

No entanto, resistir a Minatozaki Sana era praticamente impossível. Ela era uma mulher irresistível, envolta na sedução e no mistério. E naquela noite, ela estava vestindo um deslumbrante vestido preto que realçava cada curva de seu corpo, deixando-a ainda mais hipnotizante.

Enquanto estávamos envolvidas em um beijo intenso, Sana parou por um momento, desviando sua atenção para meus seios, beijando-os com uma intensidade voraz. A sensação de seu toque em minha pele fez meu corpo arder, prestes a explodir a qualquer momento. Instintivamente, levei uma das mãos até os cabelos sedosos dela e puxei suavemente, provocando um olhar de desejo nos olhos dela enquanto mordia os próprios lábios. Naquele momento, todo o meu corpo tremia com excitação.

Merda.

- O que foi? - Ela perguntou docemente.

- Não para. - Falei num sussurro.

Ela sorriu e continuou a me penetrar com os dois dedos e a beijar meus seios.

Puxei com mais força o cabelo dela como um incentivo para ela ir com mais força também. Com a mão livre me apoiava na parede. Ela não me deixava parar para respirar. Falei o nome dela gemendo quando senti mais um dedo entrando. Ela mexia os dedos muito bem. Cada toque parecia pensado. Cada toque me deixava mais louca.

Gemi um pouco mais alto do que pretendia. Ela me olhou satisfeita.

Lambeu os dedos na minha frente. Tive vontade de agarrá-la mais uma vez e começar tudo de novo. No entanto, sabia que precisávamos sair do banheiro e voltar para a festa, onde nossos amigos estavam reunidos.

Sana me beijou suavemente mais uma vez e, em seguida, me ajudou a fechar o zíper do vestido nas minhas costas. Um gesto familiar que nos remetia aos tempos em que éramos um casal.

- Vou sentir falta disso. - disse Sana com um tom de nostalgia em sua voz.

Eu fingi não ter ouvido suas palavras. Não podia admitir que também sentiria falta de tudo isso. Era doloroso demais. Ainda a amava intensamente, mas tinha decidido terminar nosso relacionamento quando descobri que ela estava voltando para o Japão. Era mais fácil assim, pelo menos é o que eu tentava me convencer.

Minhas pernas ainda pareciam fracas demais para me sustentar, então me sentei no vaso sanitário e observei Sana lavando o rosto. Ela era verdadeiramente deslumbrante, a mulher mais linda que já conheci.

- Pode tirar uma foto, vai durar mais. - Ela disse, percebendo meu olhar fixo nela.

- Ah, cala a boca. - respondi, levantando-me do vaso e indo até o espelho para encarar meu reflexo.

Sana se aproximou por trás e começou a beijar meu pescoço delicadamente. Eu inclinei a cabeça para o lado, permitindo que ela tivesse melhor acesso. Levei a mão até seus cabelos sedosos, acariciando-os gentilmente, enquanto meu coração batia descompassadamente.

- Você fica linda depois do sexo. -  disse Sana em um tom carregado de nostalgia e desejo.

 - Tenho certeza de que você vai dizer isso para todas as japonesas com quem ficar. - respondi, tentando agir naturalmente, como se aquela visão não me afetasse profundamente.

Eu ri, tentando ignorar o aperto no peito causado pela ideia de Sana com outras pessoas.

Ela me soltou e eu virei para encará-la. Sana tinha um semblante triste, e eu sabia que era culpa minha por tocar nesse assunto sensível. Ela começou a se arrumar, puxando o vestido para cima e virando-se de costas para que eu o fechasse, algo que já tínhamos feito inúmeras vezes antes. Era um gesto íntimo e familiar.

- Sabe... Quando eu estiver com outras pessoas, será porque finalmente superei você. - Disse ela. - Como você se sente em relação a isso?

Respirei fundo, debatendo se deveria ser honesta ou mentir. No fundo, sabia que a verdade não levaria a lugar algum.

- Não sinto nada, na verdade. Acho que é o caminho natural, não é? - Menti, tentando mascarar a dor que sentia.

Eu queria que ela discutisse comigo, que negasse que fosse natural seguir em frente. Mas ela não o fez. Percebi que, no fundo, talvez ela estivesse finalmente aceitando o fim do nosso relacionamento.

- Sim, acho que é natural mesmo. - Disse ela, olhando para mim com um sorriso triste.

Permanecemos em silêncio, um nó gigante se formando em minha garganta. Eu a encarava, sentindo-me impotente diante das circunstâncias. Um turbilhão de pensamentos e emoções enchia minha mente, mas eu não conseguia encontrar as palavras certas para expressá-los.

- Te vejo lá fora. - Disse ela após um tempo.

E então, ela saiu do banheiro, me deixando com um vazio intenso.

FeverWhere stories live. Discover now