Já se passava das dez da noite, mas ali estavam eles, na maior casa do bairro, estourando champanhe e consumindo drogas ilícitas, como se aquele fosse o último dia de suas vidas. O que era bem normal nessa idade, principalmente para eles, os filhos mimados das famílias mais ricas de Los Angeles. Quando se é adolescente, tudo é sentido com mais intensidade, algo simples, como a escolha de uma peça de roupa, ou mais complexo, como relacionamentos amorosos. Não é o dinheiro que importa, tudo é uma questão maior.
Na adolescência você só quer se sentir aceito, se sentir amado e sentir que você pertence a algum grupo. Não era diferente para eles, o dinheiro não mudava a forma com que sentiam, não mudavam as escolhas que faziam, a pressão só tornava tudo algo maior. Algo entre glamuroso e o fundo do poço.
Diariamente.
Constantemente.
Não que Alice reclamasse dos flashs, ela os amava, tanto quanto amava um shot de tequila, ou uma garrafa de vodka. Mas ela se sentia pressionada, meio sem escolha, meio sem vida própria. Ela só tinha 15 anos, como se esperava que ela lidasse com problemas de adultos? A música era tão alta quanto o burburinho de paparazzis do lado de fora. Por que eles não apenas a deixavam em paz?
Alice já estava certa de que isso iria acontecer, quer dizer, sempre acontecia. Ela tinha conseguido se livrar de ir a Paris com a família. Obviamente contra a vontade da mãe, que queria que ela fosse de qualquer forma para mostrá-la como cara da marca. Mas Alice não estava com cabeça, há muito tempo ela não achava essa vida divertida. Ela sabia como aquelas viagens funcionavam. França era absolutamente o lugar favorito no seu mundo, mas não com a mãe. Ela preferia muito mais ficar em casa com os amigos e curtir os últimos segundos de liberdade antes de tudo começar de novo e ela ter que voltar às suas obrigações, que de fato, nunca tinham ido embora.
Levou a cerveja até a boca e voltou a se balançar com suas amigas, se ela estava verdadeiramente dançando ou apenas se deixando levar não sabia mais, o que importava nesse momento era o não sentir.
Não se sentir ser exposta.
Não se sentir responsável.
Não se sentir uma Foucher.
Se deixou levar pela batida, gostava como podia ser outra pessoa em sua cabeça quando não estava sóbria. O barulho de vaia ecoou pelos entornos da piscina no lugar do que tocava antes. Ela mal podia acreditar, seus olhos abriram quase no mesmo instante em que haviam fechado. Seguiu as cabeças que levavam em direção a caixa de som que havia sido posicionada perto da porta de entrada. Claro. Como ela não havia pensado antes. Parado diante desta estava um rapaz de cabelos loiros e olhos cor de mel, quase amarelos, eles podiam ser tão bonitos quanto perigosos, mas no momentos estavam apenas famintos. Segurava em uma mão o copo vazio o qual o líquido que havia tinha sido acidentalmente despejado sobre os cabos.
- Desculpa? - Ele falou com a voz um pouco embargada e levou o baseado que estava na outra mão até a boca, soltando a baforada seguinte na medida perfeita entre o tédio e a preguiça, conseguindo ser mais sexy do que pretendia. Típico do Nathan. Seus olhos passaram secos por Alice e se fixou na garota do lado, pele bronzeada, cabelos castanhos, olho claros. Megan podia jurar que tudo fora de propósito para chamar sua atenção. Revirou os olhos cansada, mas não proferiu uma palavra, pois Alice já parecia ter tomado essa providência.
- Nathan, você tem sorte de que eu esteja de bom humor hoje. - Ela diz, enquanto os convidados a encaravam, observando qual seria o seu próximo passo. Alice já tinha uma ideia, ela sempre tinha. Por sorte, seu pai era alucinado por música e na sua casa tinha vários instrumentos. Ela se vira para uma menina loira magricela que estava gargalhando com uma outra morena ao seu lado. - Stacy. Gwen. Peguem a bateria e a guitarra do meu pai. - Elas se viram, apressadas e meio sem jeito, principalmente a loira, o que faz Alice rosnar. - Cuidado! Se eles voltarem com um arranhão, eu acabo com a vida de vocês. - Quando ela volta a olhar para o amigo, ele estava a olhando confuso. Ela se aproxima e arranca o cigarro de sua boca. - Você vá cantar alguma coisa, não me importa o que, só anima essa festa, ou eu juro que te mato.
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Ridgeway Royals
Teen FictionMonarquia do latim monarchia.ae, substantivo feminino, sinônimo de reino. Estado em que o poder é exercido pelo rei, pela rainha, por seus descendentes ou herdeiros diretos. E é assim que funciona na escola elitista e conservadora Ridgeway Royals...
