Sabe aquele momento em que você acha que está tudo bem, mas logo depois vem algo ou alguém para acabar com sua alegria? Pois é!
Terá um momento que vai acontecer algo que você sempre temia ou que nem pensou que iria acontecer.
Eu não sabia o que estava acontecendo naquele dia. E bem naquele dia eu estava completando meus treze anos de vida e não sabia a dor da palavra "Morte".
Lembro-me de acordar assustada, quase duas da madrugada, no dia do meu aniversário.
Estava dormindo na cama de meus pais.
Pedi para minha babá, no dia anterior, para dormir no quarto dos meus pais. Maioria dos meus aniversários eu dormo com eles, mas desta vez, não dormimos juntos.
A Vilma, minha babá, estava dormindo na poltrona perto da janela, velando meu sono.
Quando meus pais não estão comigo, ela dorme comigo, a pedido de meus pais. Lembro que ela também acordou assustada com os gritos.
Não tem como esquecer os detalhes daquele dia.
"- Eu não quero dormir aqui. - falei dando referência que não queria dormir no meu quarto.
Terminei de colocar minha roupa de dormir no meu closet e sai encontrando Vilma sentada na poltrona ao lado da minha cama, em silêncio enquando me esperava.
Quando eu pisei fora do closet tive uma sensacao estranha, o chamado deja vu, o que me fez fazer uma careta.
- Por que? Você falou que queria acordar com 13 anos no seu quarto e com seu café ao lado da cama, igual uma mocinha.
- Quero bolo de frutas, mas quero dormir na cama dos meus pais e ainda serei uma mocinha - avisei e ela que assentiu sorrindo.
- Com certeza, meu bem!
Conheço Vilma desde que me entendo por gente. Andei e falei quando estava com ela.
Não que meus pais não eram presentes. Eles eram!
Mas em dias de competição, ela ficava comigo o dia e a noite inteira, até eles chegarem.
Sou filha de um ex-lutador de boxe. De um grande e famoso ex-lutador. Meu pai lutava e minha mãe o ajudava nas decisões.
Era minha mãe quem colocava meu pai nos eixos. Era ela quem lhe acalmava, ditava o que era certo ou errado, o que deveria fazer, o que não fazer, ela era o cérebro do meu pai. Na verdade, parte dele.
Não que meu pai não seja inteligente, ele é, e muito, mas ele é compulsivo.
Minha mãe era a vida dele!
Quando eu ouvi os gritos de meu pai levantei correndo da cama, olhei para a poltrona onde Vilma tinha acordado tbm assustada e assim me levantei, saindo da cama.
Lembro de quase cair quando desci da cama por ela ser muito alta, eu era uma pré-adolescente baixa.
Quando sai consegui sair da cama, calcei minhas pantufas azul bebê e sai do quarto deles, ainda ouvindo os gritos do meu pai. Me arrepio até hoje pensando nesses gritos.
Assim que cheguei perto da escada, perto do corrimão, não consegui me mover, estava assustada com a cena.
Meu pai estava com o rosto inchado e chorando, estava com o corpo e roupa sujos com uma cor vermelha. Gritava com todos que estavam na sala, esbravejando que iria matar quem fez aquilo, apontava para todos os lados gritando e aquilo estava me desestruturando.
Ele estava me assustando, mas eu queria chegar mais perto, foi quando desci una degraus e de repente, todos estavam com os olhos em mim.
Em 13 anos da minha vida, nunca vi meu pai de tal maneira.
As pessoas me encaravam assustadas. Olhei ao redor procurando pela pessoa que o acalmava, mas ela não estava lá.
Desci mais alguns degraus e quando eu percebi que o vermelho que parecia tinta que estava no corpo e na roupa de meu pai era sangue, fiquei mais assustada.
Eu sabia que aquilo era sangue. Ele me encarava, como todos, mas agora ele me olhava em silêncio, com lágrimas nos olhos, prontos para serem derramados.
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\\ The Protector //
RomanceNão sei o que eu faria se ele não entrasse na minha vida, ele meio que me ajudou nessa trajetória. Apesar do começo ter sido meio conturbado as coisas estão melhorando, ou era o que eu achava a cada momento feliz. Parece que o destino quer jogar na...
