Anyo! Sente aqui, mas fique quietinho, ok? Não quer atrapalhar seu hyung e os demais, certo? – Ouvi um simples "Nee" assentindo e respirei fundo, o vendo sentar de frente para onde eu ficava. – Eu volto já.

Sai de onde estava até a mesa de Jaehyun, ele parecia bastante concentrado enquanto apagava algo no papel. Pigareei, o vendo erguer a cabeça e me lançar aquele olhar frio e quase cortante.

Sim, sunbaenim? – Ele passou a mão no rosto, suas olheiras também estavam bem fortes e presentes em seu rosto.

Podemos conversar em outro lugar? – Ele me olhou um tanto confuso, pegando o grafite e começando a corrigir uma sombra.

Eu te mandei um e-mail sobre as correções que ando fazendo. Os designers estão com Doyoung. Não sei o que devemos conversar, Lee. – Ele não me olhava em momento nenhum, mas dava para perceber que ele não estava tão calmo assim quando notei seus dedos escorregarem pelo grafite e o mesmo errar na mesma proporção duas vezes.

Você sabe que precisamos conversar. – Falei um pouco mais baixo, tentando não chamar atenção dos funcionários e de meu irmão.

Taeyong. – Ele ergueu seu olhar, desistindo de fazer qualquer coisa naquele momento. Ele pairou seus olhos sobre meu pescoço e voltou a abaixar seu rosto, respirando fundo. – Já conversamos o que tínhamos que conversar. Eu não vou mais correr atrás de você. Eu apaguei seu número do meu celular e as poucas fotos que tínhamos juntos antes de tudo isso começar. Eu não sou uma marionete, Taeyong. Você não deve vir quando quer e ir embora quando quer também. – Ele disse tudo isso tão calmo que pareceu horas ao meu ver.

Arfei, saindo de sua vista quando notei que o clima começava a ficar estranho. Sentei em minha cadeira e respirei demoradamente, tentando absorver tudo que havia acontecido alguns segundos atrás. Abaixei minha cabeça na mesa e senti olhos preocupados sobre mim, Jeno me olhava com curiosidade e até deixara seu celular de lado para se concentrar em mim.

Tá tudo bem. Volte a jogar... – Sorri falsamente, voltando a pôr o óculos nos olhos e me concentrando no restante de trabalho que ainda faltava finalizar.

Um pouco mais tarde, quando Ten atravessou o corredor do escritório, seu olhar varreu a sala grande procurando um certo alguém. Eu observei cautelosamente o seu olhar frio e calculista encarar Jaehyun, enquanto o mesmo o encarava de volta sem medo algum. Revirei os olhos com aquela situação, me despedindo de meu irmão e expulsando o tailandês dali antes que as coisas ficassem mais tensas.

Deu o horário de almoço, eu não sentia fome e muito menos tinha disposição para sair de onde estava e ir até o restaurante que ficava no térreo. Me movimentei na poltrona de rodinhas, girando na mesma algumas vezes antes de sentir uma fisgada em meu baixo ventre, sinalizando que estava na hora de esvaziar. Concordei mentalmente, levantando-me e saindo sem olhar para os lados, indo até o banheiro exclusivo daquele departamento.

Lavei minhas mãos quando acabei de subir o zíper e balancei a cabeça de um lado para o outro, tentando aliviar a tensão que tinha em minha nuca. Olhei para o espelho e vi pelo reflexo Jaehyun me encarando do outro lado do cômodo, parecia observar cada movimento meu sem qualquer mínimo barulho. Engoli em seco, sem saber o que ele possuía em sua mente naquele momento.

Até que então ele começou a se aproximar, continuei de costas para ele até sentir seu tronco forte bater contra minhas costas e me fazer arfar demoradamente. Senti minhas mãos tremerem ainda debaixo d'água e agarrei a pia do banheiro com certa força ao sentir sua respiração bem próxima do meu pescoço.

don't talk × jaeyongTempat cerita menjadi hidup. Temukan sekarang