I think I need help
I'm drowning in myself
Help, PAPA ROACH
Um ultimato, era daquilo que se tratava o caso que Delphine tentava coletar informações desde o dia anterior, sem muito sucesso, até então. Nos quase dez anos em que atuava na polícia de Toronto, na divisão de Homicídios, aquele era o primeiro caso e pelo andar do processo, o último, em que trabalhava como agente especial, pois da resolução dele dependia sua tão sonhada promoção para o setor de Inteligência.
Não que Delphine Cormier não gostasse de trabalhar na Homicídios, mas a promoção que almejava para o setor de inteligência, além de render um aumento considerável no salário, permitiria a ela que tivesse acesso a algumas investigações que pertenciam ao alto escalão, a loura tinha interesse em um processo em especial, mas antes de pensar nele, seria melhor que fosse por prioridades, pois não resolvera nem o primeiro, que estava sendo agonizante, quem diria outros que por seu conteúdo, seriam bem piores.
Um dos problemas que Delphine encontrava naquele caso, nos últimos dias, era que já tinha o culpado, um juiz federal, Ferdinand Chevalier, mas não havia provas que o condenassem como o autor, então não podia concluir o caso. Fazia duas semanas que se via de mãos atadas, já havia recorrido a quem podia e o tempo, a cada hora que passava, ficava mais escasso.
Enquanto perdia novamente as contas de quantas vezes tentara contatar o responsável pelo laboratório, para pedir os resultados dos exames, de novo, voltou a abrir as anotações do caso uma a uma, sem esperanças de que encontrasse algo que houvesse passado nas vezes anteriores.
Sobre o caso de Charlotte Bowles, Delphine sabia que a jovem adolescente de dezesseis anos, havia sido encontrada morta em um aterro sanitário, pela polícia local de Mississauga, divisa de território com Toronto, mas que devido a questões de circunscrição, onde o aterro se localizava, o caso passara a ser investigado pela polícia de Toronto, desde então haviam se passado quatro anos, sem que muitas informações fossem confirmadas e o autor, continuasse impune.
Não queria pensar que seu ex parceiro Paul Dierden dissera por incontáveis vezes que aquele caso era como outro qualquer, e que não tinha por que dar prioridade, se tivessem dado prioridade, não estaria naquela situação.
Ela via os arquivos, analisando que fazia seis meses que o caso não tinha movimentação alguma, as testemunhas já haviam sido ouvidas, tudo no primeiro ano do processo, dados coletados, imagem de câmeras de segurança do último lugar que ela tinha sido vista haviam sido analisadas, mas nada de concreto. Pelo descaso e problemas de convivência, devido ao gênio forte de Cormier, e Paul havia ganhado uma nova parceira, e Delphine, não gostava de pensar o quanto os dois estavam se dando bem, em todos os sentidos.
Delphine não queria pensar no quanto já estava ferrada, por isso resolveu não focar em Paul e sua nova parceira Beth Childs. O tom que Arthur Bell, seu chefe, havia usado, era bem mais preocupante do que com quem Beth dormia. Um curto, "resolva", para um bom entendedor, valia mais que duas palavras.
O prazo que Art havia dado acabaria em dez dias, e se até lá, ela não trouxesse algo que desse prosseguimento ao caso, uma luz no fim do túnel, o caso seria designado a outro agente, sua promoção seria adiada, e todo o prestigio que demorara anos para estabelecer iria pelo ralo.
A identificação da jovem havia sido levantada pela policia de Mississauga, e graças ao trabalho que da pericia, juntamente com informações de a Alguns jovens desaparecidos, no mesmo período, tudo havia sido comparado e aquele resultado alcançado.
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Better in Time
FanfictionDelphine nunca foi de contestar qualquer um dos eventos que a levaram a estar onde estava, como detetive da polícia de Toronto, com uma carreira em ascensão, tudo o que ela precisava era solucionar o misterioso caso que envolvia a morte da jovem Cha...
