Recorrente a uma paixão

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Sua prima por vez, estava a prestar atenção, olhando cada movimento que ele fazia.

- Diga prima já aprendeu a cozinhar?

- De onde eu venho não preciso entrar na cozinha, temos criadagem para fazer esse tipo de coisa!

Ao cair da tarde sua família se aprontava para seguir para casa, quando o pai deu a ideia aos primos fazerem companhia para o solitário Eduardo.

Passar a semana na casa do primo.

De fato, seria bom para o Edu, fugir um pouco de suas lembranças.

Já era noite, a luz precária fazia a casa ter um aspecto sombrio na penumbra.

Como de costume Eduardo dormia na sala, por conta da única televisão na casa.

Quando todos caíram em sono, Edu foi ate a cozinha buscar a sua faca que usava para matar os animais.

Se dirigiu ao quarto onde estavam seus dois primos menores, com um corte certo, atingiu a jugular do mais novo sem ter como emitir um só ruído.

O segundo ele o amordaçou, contando todas as vezes que teve suas roupas rasgadas, dando trabalho para sua pobre mãe, que achava que teria sido ele que tivera rasgado as roupas.

Abriu seu tórax, deixando o jovem se debater a cama.

Foi ate o seu quarto onde sua prima dormia.

Ela estava despida, como não havia trancas nas portas foi mais fácil o seu acesso.

Ele a olhava como se tivesse fome. Sempre que ele matava um animal ele bebia uma parte do sangue, e enterrava o coração.

Voltou a quarto anterior, onde seu primo estava desmaiado por tamanha dor que foi acometido.

Pegou em cima do armário uma tesoura que usava para cortar os pequenos arbustos das casas vizinhas, cortando assim suas costelas, expondo seus órgãos.

Ficava em êxtase ao ver sangue, ao ver como seu primo era tão idêntico ao porco em sua lembrança.

Eduardo pega um belo pedaço do peito de seu primo e o rasga nos dentes como um animal feroz.

Fazendo um ruído tal qual fosse um lobo que sacia sua fome ao acabar de caçar.

Escuta um barulho vindo do corredor, achando que seria sua prima, espreita pela porta ente aberta.

O corredor estava vazio como de costume.

Ele volta até o seu aposento, mais uma vez olha sua prima nua deitada em sua cama, começando a lhe fazer carinho, sujando seu corpo despido com o sangue de seus irmãos.

Ela acorda assustada e senta na cama rapidamente. Eduardo estava com as pupilas dilatadas com o cenho franzido, como se algo lhe deixasse com raiva.

- Eduardo que horas são?

Esta sujo. Sempre soube que me olhava diferente. Mas deste jeito que esta não irei fazer nada com você primo

Eduardo crava a tesoura com um só golpe acertando seu maxilar, deixando sua prima com espasmos.

Ele se lança para cima de seu corpo, segurando a tesoura com força para abri-la, quando o faz, deixa a face de sua prima irreconhecível, aberta ao meio com alguns dentes pendurados.

Ele deita ao seu lado e a abraça para dormir.

Na manhã seguinte seu tio volta a casa, trazendo comida para o sobrinho e seus filhos.

Ao chamar da escada nota um silencio anormal. Um cheiro desagradável, e muitas moscas vindas do andar de cima.

Eduardo fica imóvel como se estivesse morto ao lado de sua prima.

Seu tio ao se deparar com tal cena, empunha seu revolver encosta na cabeça de Eduardo, engatilha a arma e diz.

- Levante filho, não sabia que tinha essa coragem. Pensei que seu surto havia sido contido com os remédios. Que seria só a sua mão sua primeira e última vítima.

Eduardo se levanta devagar sorrindo da cama.

Seu tio após o amarrar o leva para o carro.

- Para onde vai me levar?

Sabe que não posso ficar preso, na cadeia não vão me dar meus remédios.

- Calma filho, vou lhe levar ao hospital logo na saída da cidade, lá eles irão tomar conta de você. Foi lá onde você ficou seis anos lembra?

****

Eduardo foi diagnosticado como psicopata, fazendo assim muitas outras vitimas no sanatório. Sua cela tinha o rosto de sua prima desenhado em todas as paredes e seu some até no teto.

Eduardo se suicidou cortando sua garganta com um pedaço da pia do banheiro. Foi encontrado caído, antes de morrer escreveu na parede próximo onde seu corpo foi encontrado.

Te amo Marta, com seu próprio sangue.

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