good god, i'll tell you my sins;

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❝Nós nascemos doentes, é o que eles dizem

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❝Nós nascemos doentes, é o que eles dizem.❞

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Com dezessete anos e com minha falta de experiência, você chegou por aqui. Minha inocência tornou lenta o entendimento dos seus efeitos sobre mim, mas meu corpo aceitou bem seu cheiro, que se acomodou em mim e suas mãos, que me aqueceram.

Eu era acostumado a não me preocupar com nada.

Então, quando você entrou no meu ciclo pequeno de amigos, eu continuei não me importando, mas eu sentia que tudo mudaria naquele ano.

Seus passos e atitudes, para chegar até mim, eram delicados. A maneira como você entendia meus súbitos sustos e minha maneira de exclusão, seja por vergonha ou receio, acabavam me prendendo mais e mais. Inconscientemente.

Quando percebi, tudo o que eu tinha e precisava, rondava em volta do mundo que criei. Com você dentro.

Embora eu tenha demorado para entender o real significado dessa minha necessidade, naquele ano, Jimin, você já tinha me ajudado a ser quem eu seria nos anos seguintes e eu já não controlava todos os sentimentos que me rodeavam.

Em cada mês, depois da nossa primeira conversa, eu encontrava um novo motivo para te querer. Seja pela maneira espontânea e tão diferente de mim de sempre se comunicar. Das varias vezes que você fez, não apenas eu, mas todos ao seu redor, sorrir e gargalhar. Do jeito que cuidava - e continua cuidando - de cada pessoa que faz parte da sua vida. E da forma que seus olhos sempre mantinham o mesmo brilho ao me olhar.

E esse último sempre seria meu favorito, porque eu me sentia bem com esse fato, Jimin.

Diferente de como meus pais encaravam nossa relação, eu não conseguia sentir nojo de você, do seu sentimento, de nós.

Foi por isso que, no ano seguinte, quando você me carregou até uma praia qualquer alegando que ela lembrava nossa cidade natal, e estendeu uma toalha no chão e me puxou contra seu peito, eu não me afastei.

Naquele momento, com seu coração batendo rápido contra meu ouvido e sua voz sussurrando pedidos de desculpas e choramingando por ser um fraco e que tinha nojo de si mesmo por sentir seu corpo reagir daquela forma ao meu, eu me senti bem.

Não por ver a aflição no seu corpo e rosto, mas porque eu percebi que não precisava passar por aquilo sozinho.

Você sentia o mesmo que eu, Jimin. Tanto na agonia de gostar, desejar e querer um homem, quanto na felicidade de poder dizer aquilo pela primeira vez, mesmo não sabendo qual seria a reação.

Nós só precisávamos daquilo e nós confiávamos um no outro. Por isso eu o abracei, mandei calar a boca e disse que se você quisesse, nós seríamos nojentos juntos. E você chorou, Jimin, e me abraçou como nunca tinha abraçado antes.

E, quando você afrouxou seus braços e se sentou, ainda me levando junto, eu descobri mais um motivo para te querer.

Ao segurar meu rosto e beijar cada parte dele, você jurou nunca abaixar a cabeça para os outros, por mim, por nós. E, eu ainda não sei se percebeu o efeito que causou aqui, mas quando me assegurou que apenas eu seria sua força e base, meu mundo todo travou.

Sua voz rouca por chorar minutos atrás, não me arrepiou tanto quanto escutar que por poder me ter, isso o tornaria o pecador mais satisfeito desse mundo. E, merda, Jimin, você nem religioso é.

Nosso primeiro contato mais intimo aconteceu segundos depois, porque mesmo inexperiente, não consegui controlar meus braços ao enlaçar seu pescoço e minha boca, ao pedir que você me beijasse. E você fez.

Seus lábios tremiam ao encostar nos meus, eram macios e quentes. Até senti uma vergonha boba dos meus, que provavelmente eram frios, além de finos. Mas, quando você passou sua língua por eles e mordiscou com tanta devoção, eu joguei para o alto toda minha insegurança, e deixei que nos conhecêssemos mais através daquele contato.

Suas mãos continuavam protetoras e firmes em torno de mim, me apertando pela cintura e quadril. Já as minhas serpenteavam por cada canto das suas curvas, porque eu precisava te conhecer inteiro.

Eu amei a delicadeza que você comandava o beijo. Como virou o rosto lentamente, ainda chupando meus lábios e em como invadiu minha boca novamente com sua língua e seu gosto. Me arrepiava toda vez que sentia cada vez mais seu corpo colado ao meu, a sua respiração em meu rosto e suas mãos me apertando e segurando contra você.

Foi naquela noite que eu tive minha primeira preocupação, junto com a solução. Porque o mundo é cruel, sim, Jimin, mas eu tinha você, assim como você me tinha.

Então, depois daquela noite, tornei as palavras de uma pessoa nada religiosa como meu bordão. Lembrava dela como uma passagem da bíblia e tinha fé em cada letra, vírgula e afirmação que ela me proporcionava.

Nós passaríamos por isso e seriamos os pecadores mais satisfeitos desse mundo, se pudêssemos ter um ao outro.

E, hoje, com o começo desse ano, olhando meu Jimin dormindo em nossa cama, eu só quero poder agradecer por todo o pecado que eu cometo todo dia, todo mês, por todos esses anos.

Porque eu tenho certeza que o fogo do inferno não chega perto de como, um simples humano, é capaz de queimar gostosamente meu corpo, coração e alma.

— Jeon Jungkook.

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hymn for the missing {pjm • jjk}Stories to obsess over. Discover now