"- E se você estivesse completamente caída por um...anjo? Aquele que estaria disposto a tudo por você? Que, de fato, tivesse asas?- ele diz, me encurralando contra a coluna de concreto ao lado do meu armário, e coloca suas duas mãos ao lado da minha...
Observo com atenção a paisagem lá fora. Forks não era populosa, muito menos ensolarada.
— Querida, estamos quase chegando!— anuncia a minha mãe. Ela era bonita, cabelos loiros, olhos castanhos e meio... infantil.
— Eu sei. — resmungo.
Continuo a observar a paisagem. Forks, 4.261 habitantes. É, era uma cidade pequena e tanto.
Mais meia hora dirigindo, minha mãe para em uma vila, rústica demais. Mas o que me chama a atenção, é a enorme mansão ao final da rua. As casas não são pequenas, mas não se compara nada ao da final da rua.
— Deem boas-vindas ao seu novo lar! — solto Trixie, minha cachorra, que fareja o quintal todo.
— É...
— Triny, se anime! Não era você que queria se mudar da California? Bom, aqui estamos.
E pra quem ia se mudar para Forks, eu era morena demais.
Balanço meus cabelos loiros, e pisco diversas vezes meu olhos, como se aquela casa me trouxesse lembranças. Como se uma parte de mim estivesse conectada á essa casa.
— Mãe, eu nunca quis me mudar, só queria mudar de escola.— distorço meu lábio em uma careta.
— Trinity Luna, se anime agora!— diz, entrando na casa, me deixando no quintal.
Para a minha mãe, se eu sorrisse forçado, era um sinal de alegria. Nem que eu movesse o canto da minha boca rapidamente, ela iria gritar e pular, dizer á Deus e ao Mundo que eu estava alegre. Quando na verdade era ao contrário.
Não que eu fosse depressiva, me auto-mutilava, ou tomava pílulas pra mim. Eu só não via mais graça em viver num mundo preto e branco, onde cada colorido era um sonho meu. Eu não era sonhadora.
— Trixie!— grito, assim que ela sai pela portinhola da cerca, correndo a rua — Trix! Volte logo aqui!
Quando ela atravessa a rua, e eu vou logo atrás, tentando segurar aquele amontoado de pelos dourados, uma Range Rover aparece no começo da rua, quase atropelando Trix e eu também. Abaixo até ficar na altura de Trix, sentada no meio-fio:
— Tá tudo bem? — ela me olha curiosa, claro, estou falando com uma cachorra. Que ponto eu cheguei?
Olho pro final da rua, vendo a Range estacionar do lado de dentro da mansão, um garoto pálido demais sentado no condutor, com suas pernas pra fora. Seus cabelos eram loiro-areia, usava uma calça justa demais á suas pernas esguias e talvez malhadas, seus ombros eram largos, mas sua cintura e quadris eram estreitos e pequenos demais pra idade dele. Usava óculos escuros em pleno verão, digo, Forks era nublada, fria e fechada demais para sequer termos a ousadia de por um óculos escuros.
— Aí! — o chamo, nessa correria toda, estávamos mais próximos da mansão do que eu gostara, aperto Trixie em meu braço, para parar de se mexer tanto — Você quase nos atropelou!
Ok, ou ele está me ignorando, ou era surdo. Aposto todas as minhas fichas na primeira opção.
— Se você não percebe, eu estou falando com...
— Eu ouvi, só não quero responder.
Sai completamente do carro.
Franzo o cenho com sua grosseria. E, com sua estranha familiaridade.
Se virou completamente pra mim, tirando os óculos. Vi uma expressão de dúvida, que rapidamente foi substituída por um sorrisinho de lado.
— Perdoe-me, Miss Lady.
Franzo mais o cenho, formando quase um ponto de interrogação em minha face.
— Que seja... — levanto, sacudindo minha calça e arrumando minha touca — Só... tente prestar mais atenção.— sorrio falso.
Caminho de volta para a casa, soltando Trixie dentro de casa, dessa vez. Ela era grande, em tons marrons. Uma varanda do lado de fora com um balanço para dois, flores, canteiros. Por dentro, era aconchegante, nada muito luxuoso ou nada muito brega. Todos os doze cômodos são espaçosos. E uma coisa se destacava. Os quadros.
Observo dois de vários cômodos. Um tinha um retrato normal de uma rua, mas bastante bonito. Como se tudo fosse iluminado, tendo luz própria.
O outro me chama mais a atenção. Era uma mulher e um homem. A mulher estava sendo meio que abraçada por um par de asas. Mas asas grandes, penosas, um degradê de dourado bem claro até se tornar branco. As asas não pareciam ser dela, e sim do cara que estava a sua frente. Ele estava de costas, olhando com a cabeça para trás, abraçando a garota como se dependesse disso. E ali embaixo tinha uma frase: "Proteger-lá á todo custo.", uma espécie de símbolo envolvia um coração, reconheço logo depois que era uma asa. Uma asa abraçando um coração.
— Onde fica meu quarto? — pergunto, sentindo um estranho conforto ao olhar o quadro.
— Segundo andar, primeira porta à direita. Suas tintas já estão lá, pincéis também...— diz, desembalando algumas caixas da cozinha.
Subo correndo, quase tropeçando, quase deixo meu queixo cair:
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Olho para trás, vendo que minha mãe estava com Trixie em seu braço, a soltando.
— Sua máquina e seus Polaroids estão aí, ao lado das tintas, tente também não gastar todos os novos quinze rolos, por favor.
Sorrio, mesmo não demonstrando, eu amo Alexia, mesmo que do meu jeito.
— Mãos á obra, T. — falo, pegando as tintas, com a minha mãe balançando a cabeça rindo, e saindo do quarto.
🌟 Oi meus amores, como vão? Então, esse livro vai ter algumas referências a Crepúsculo, já que estão em Forks e tudo mais, aproveitei e pensei pra fazer isso.
A série vai ser um pouco pro lado sobrenatural, mas o foco é o romance de um anjo com uma... kkkkkkkkk com o tempo descobriremos!
Shawn Mendes as Shawn Mendes Jackson Rathbone as Jackson Mendes