Muitos anos atrás... (Parte I)

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 Há muitos anos atrás

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 Há muitos anos atrás... 


Nemeton, um lugar totalmente esquecido pelos ministros e governadores.
Padres e pastores diziam que o local era amaldiçoado.
Nemeton abrigava muitos tipos de criaturas, mas também abrigava pessoas normais e amáveis.
A Família Hale, uma das famílias fundadoras, viviam ali a mais tempo e consideravam Nemeton um lugar ideal para se viver. Longe de tudo e todos eles moravam na floresta, sua casa era totalmente como as outras, mas, eles tinham um segredo, escondiam um segredo muito perigoso, poderia comprometê-los, eles eram lobisomens.
Thalia e Peter Hale eram irmãos, o resto da família estava no Monte dos Apalaches.
Thalia já tinha seus dois filhos, Derek de quatro anos, e Cora uma recém-nascida. Peter trabalhava vendendo lenha no centro onde havia civilização, Thalia fazia os afazeres de casa e ainda dava tempo de fazer algumas bijuterias para vender.
Nemeton era pouco habitada, e para os ministros ela era precisava ser governada, então eles estavam escolhendo filhos de nobres reis para exercer o papel de governante em Nemeton e em outras partes que também precisavam.


Na reunião do conselho.

– Estou dizendo, não mandem ninguém para Nemeton, aquele lugar é amaldiçoado, não duvidem do sobrenatural! – disse um pastor.

– Eu já fui padre da igreja de Nemeton, eu saí por causa disso, não aguentava mais. – disse um padre.

– Parem com esses assuntos mitológicos! Só dizem balelas o tempo todo! Connor vai para Mahealani! George para Asgard e Chris Argent para Nemeton! – disse uma condessa.

– Estão brincando com o fogo! – continuou o pastor.
– Já está tudo certo, e se caso Nemeton for mesmo assim do jeito que falam, Chris é o novo rei, ele terá que arcar com tudo, só se está resolvendo um problema que estava impregnado nas costas do conselho geral há bastante tempo. – disse a condessa.

– Vai deixa-los ir pra morrer? – indagou o padre.

– Isso não é comigo, eu não formo o conselho sozinha. Vamos escrever a carta e mandar para os escolhidos hoje mesmo. – disse a condessa.


Passaram-se meses.

Nemeton.

Chris estava numa carruagem chegando com Victoria e sua filha recém-nascida Allison Argent, quando se espantou com o lugar, ele estava relativamente abandonado, mas pessoas moravam ali independentemente daquilo.

– Esta é Nemeton? – indagou Chris ao homem que conduzia a carruagem.

– Sim, esta é Nemeton meu rei, as pessoas que vivem aqui estão quase em estado de miséria, mas creio que o senhor irá mudar essa situação. – disse o condutor.

– Vou fazer o que puder. – disse Chris.

– Meu Deus, que fim de mundo! – sussurrou a rainha para o rei.

– Chegamos ao castelo. – disse o condutor parando em frente de um imenso castelo.

O castelo era grande e havia sido construído há alguns meses atrás.

– Uau, até que é bonito. – elogiou a rainha.

– Vai ser bom pra nós e pra nossa filha. – disse Chris sorrindo.

– Olá, obrigado por ter trago eles até aqui, de agora em diante é comigo, vossa majestade. – disse Deaton se curvando.

– Com licença. – disse o outro se retirando.

– Olá quem é você? – indagou Chris.

– Eu sou o seu conselheiro meu rei, estou aqui para servi-lo e para ser seu amigo, meu nome é Alan Deaton. – disse Deaton.

– É um prazer conhecê-lo, é bom saber que tenho um conselheiro e também um amigo. – disse Chris sorrindo.

– Vossa majestade. – disse Deaton se referindo a Victoria e se curvando.

Victoria sorriu de canto.

– Vamos, eu mostrarei a vocês todo o ambiente. – disse Deaton.

Deaton mostrava o castelo para o rei e a rainha e apresentavam os empregados que estavam sendo simpáticos e educados.

– Esta é Marin Morrell, minha irmã caçula, ela é um pouco tímida. – disse Deaton apresentando Marin.

– Que linda! – elogiou Victoria.

– Vossa majestade. – Marin se curva.

Enquanto isso na casa dos Hale.

Peter chega a sua casa.

– Tenho novidades! – disse Peter.

– Quais? – indaga Thalia.

– O novo rei chegou. – contou Peter.

– Então o conselho prosseguiu com essa ideia estúpida? Estávamos muito bem. – reclamou Thalia.

– Não estávamos não Thalia, e você sabe disso. Se eles demorassem um pouco mais, talvez passássemos até fome. – disse Peter.

– Fome não, essa eu tenho certeza que não. – disse Thalia.

– Pare de pensar como uma estripadora! Temos um rei agora e temos que obedecê-lo! – disse Peter.

– Eu não me comprometo a isso! – gritou Thalia.

– Você quer morrer Thalia? – indagou Peter.

– Se for preciso morro por esse lugar e essa gente, somos um só e sempre demos nosso jeito. – disse Thalia.

– Você não vai mesmo! Para de loucura e estupidez, infelizmente o conselho decidiu assim e vai ser assim! – disse Peter já alterado.

– Não precisa ser assim! – gritou Thalia.

– Para de teimosia Thalia! – disse Peter alterado.

– Então vai lá bajular o novo rei! – disse Thalia nervosa.

– Você é tola Thalia não percebe que não podemos chamar atenção? Somos lobisomens! – disse Peter.

– Eu sei que somos! Mas não precisamos abaixar a cabeça enquanto Nemeton é tomada pelo conselho! – disse Thalia.


De repente eles ouvem alguém batendo na porta e junto com as batidas um choro, Peter abre a porta e se surpreende.

– Corinne? – indaga Peter totalmente surpreso.

– Por favor Peter, eu não, não sei, simplesmente aconteceu. – disse Corinne em prantos com um bebê no colo.

– Corinne, meu Deus... – disse Thalia pondo uma das mãos nos lábios surpresa.

– De quem é essa criança Corinne? – indaga Peter.

– Peter é sua filha! Nossa filha! Você não se lembra? – diz Corinne em meio ao choro e com raiva.

– Corinne porque você não se cuidou? – indaga Peter nervoso.

– Não vem com essa porque eu não a fiz sozinha! – disse Corinne.

– Entra Corinne, vocês dois precisam conversar. – disse Thalia.


Corinne entra com o bebê, Peter fica em silencio.

– Bom eu vou ver minhas crianças, enquanto vocês conversam. – disse Thalia saindo dali.

– Por que me escondeu essa gravidez por nove meses? – indagou Peter.

– Por medo Peter, eu não sabia o que fazer! Eu não estou sabendo cuidar dela sozinha, ela precisa de um pai. – disse Corinne.

Peter a olha em silencio.

– Por favor, Peter, nós não temos pra onde ir. – disse Corinne.

– Vocês vão ficar aqui, agora, eu posso segurar minha filha? – disse Peter.

– Obrigada, claro. – disse Corinne entregando a menina a Peter.

– Como ela se chama? – indagou Peter.

– Malia. – respondeu Corinne.


Passaram-se algumas horas.
De madrugada.


Corinne acordou, era tudo um plano, ela deixaria a menina com Peter e iria embora, não queria aquela responsabilidade. Então ela fez suas malas e foi embora.


De manhã.

Thalia levantou bem cedo para comprar pães no mercado, Peter também acordou, e pegou a filha no colo.

– Oi Malia, perdoe o papai, fiquei assustado quando soube mas, eu vou assumir você, vou cuidar de você, eu e sua mãe, não é Corinne? – disse Peter olhando a cama.

– Corinne? – indagou Peter tirando a coberta de cima.

 Havia um bilhete:

– Desculpe Peter, não pude, eu cuidei por nove meses, agora está com você, mil perdões.

- Corinne.

Peter ficou arrasado ele olhou para Malia.

– Eu vou cuidar de você filha, enquanto eu viver, até a minha morte. – disse Peter beijando a testa da recém-nascida.


Continua... 

Oi oi gente, turu bom? Esta é minha primeira história aqui no Wattpad e espero que gostem! Um beijo no core de vocês ♥ 

- LudyVicky. 




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⏰ Última actualización: Sep 02, 2017 ⏰

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