Casaco — confere
Chave da casa nova — Confere!
Roupas — Confere!
Dinheiro — Confere!
Cartão do papai — Confere!
Escova de dentes — Confere!
Lá estava eu, toda orgulhosa olhando pra minha mala organizada quando minha mãe abriu a porta do quarto e me deu um sorriso triste. Ela não estava olhando pra mim pra não ter que dizer adeus. Eu ia sentir saudades, mas não podia esperar mais pra entrar na faculdade.
• Você pegou tudo, meu amor? — Ela perguntou e eu assenti.
• Sim, já estou pronta pra ir. — Tentei manter o entusiasmo longe da minha voz, pelo menos até estar no carro com a Kenzi.
• Ótimo, você pegou seu casaco? — Ela perguntou. Coisa de mãe. Sorri fazendo que sim.
• Peguei tudinho. Olha minha lista, — respondi entregando-a pra ela. Assisti como seus olhos percorreram o papel e um pequeno sorriso apareceu em seu rosto.
• Boa garota. — Ela se aproximou pegando meu rosto em suas mãos e me forçando a olhar pra ela enquanto falava.
• Você me promete que vai se cuidar? — Perguntou e concordei.
• Vou comer na hora certa, não vou beber, não vou me drogar, não vou desperdiçar meu dinheiro e eu prometo que vou me esforçar nos estudos, — recitei e ela sorriu me dando um beijo na testa.
• Eu te criei bem, — sorriu de novo e bagunçou meus cabelos. Logo afugentei sua mão.
• Mãe! — Gritei indo me arrumar no espelho enquanto ela ria.
• Vou sentir sua falta, — ela disse num tom de cortar o coração me olhando com outro sorriso triste. Eu não conseguia aguentar mais seus olhares depressivos então resolvi que seria uma boa ideia sair e entrar no carro da Kenzi antes que minha mãe começasse a chorar.
• Vou sentir sua falta também. — Falei lhe dando um abraço. Ela sempre foi a mais forte da família; nunca pensei que fosse se abalar tanto só porque eu estava indo pra faculdade.
• Acho melhor eu ir logo, a Kenzi já tá lá fora, — sussurrei ainda com o rosto no seu cardigan.
• Está bem, meu amor. Não esqueça de ligar pro seu pai quando você chegar e me mande mensagem também, — dona Melissa me lembrou. Sorri, pegando meu casaco.
• Relaxa, vou te ligar, — respondi acalmando-a.
Dizer adeus pra minha mãe e pra minha cama, foi mais difícil do que eu pensava. Infelizmente, não podia levar nenhuma das duas comigo, então desliguei a luz e fiquei parada na porta do quarto por um tempo.
Eu não tinha mentido sobre Kenzi estar lá fora. Quando espiei pela janela, vi o carro vermelho dela estacionado do outro lado da rua com ela dentro mexendo no celular.
Enfim carreguei minha mala escadas abaixo e saí pela porta da frente. Minha mãe me puxou pra mais um abraço. Depois me fez prometer de novo que ia me comportar. Assim que saí de casa, atravessei a rua e acenei.
• Até que enfim! Pensei que ela ia te agarrar e não te soltar mais. — Kenzi reclamou enquanto eu guardava minha bagagem no porta-malas e finalmente entrava no carro.
• Eu sei, teve uma hora que pensei que isso realmente ia acontecer. — Revirei meus olhos, coloquei o cinto de segurança e olhei pra minha melhor amiga.
• Você disse pra ela que nós não vamos morar juntas? — Minha loira perguntou enquanto dava partida. Tossi e balancei a cabeça.
• Claro que não, né! Ela iria enlouquecer! — Kenz riu e dirigiu pra auto estrada com um sorrisinho no rosto. Ela ligou o rádio e começou a cantar que nem uma doida. Ri e deitei no banco fechando meus olhos.
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Sem Limites
Ficção AdolescenteEsta estória é uma adaptação da obra de Katie Hart - Bad Boys Isn't My Type, espero que gostem! SINOPSE "As patricinhas sempre se apaixonam por um bad boy." Falou mostrando seus dentes brancos. "Sorte sua então, porque eu não sou patricinha!" Retruq...
