O primeiro dia

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"Só os bruxos e bruxas nascem com poderes"– isso está errado, pois esta história conta que qualquer um pode ter poderes e mostrar-se forte, frequentando o Colégio Voltron, que dizem que é o colégio mais estranho de um país desconhecido.

Quando o colégio abriu as portas ao público, a diretora Allura convidou pessoas normais, sem prática alguma para frequentar o colégio interno, pois a diretora vigiava essas crianças desde que nasceram, apesar de suas famílias serem pobres e serem maltratados pelo pouco dinheiro, a diretora sabia que que eles tinham magia em seus corações, pois cada um tinha um poder diferente, embora não soubessem.
No primeiro dia de manhã, os jovens tinham se juntado em conjunto à espera que as portas do colégio se abrissem.
Eles tinham ficado admirados, pelo tamanho do colégio e pela escuridão que os rodeava, pareciam os bairros em que viviam, com o odor a carne poder a voar pela brisa quente que lhes passava pelos narizes. As torres da escola eram tapadas por nuvens cinzentas, que pareciam carregar raios com longos anos. Assim que as portas se abriram, os miúdos entraram, e a cada passo de entrar ficavam cada vez mais admirados, com a luxuria e com beleza do local onde pisavam, nas paredes de pedra cinza encontrava-se tochas que parecia ter sido usadas á uns milhões de anos, havia uma escadaria de madeira envernizada tal como o chão e um candeeiro de diamantes iluminando o salão.
  – Bem vindos, meus jovens ao Colégio Voltron ! Eu sou a diretora deste colégio, chamo-me Allura.
  – Porquê que nos chamou aqui ? Este sítio é assustador. – questionou uma rapariga com olhos cor de caramelo e cabelos curtos meios ruivos.
  – Katie, certo ? Esta escola pode ser frequentada por todo o tipo de alunos, mas eu escolhi vocês por uma razão especial, vocês são diferentes. – a alegria da diretora brilhava nos olhos das crianças, ainda abismadas com o que se estava a passar.
  – Aqui nós podemos ter o que quisermos ? – perguntou um, olhando ao redor gárgulas a voarem pelo salão com pratos de comida, o rapaz parecia rebelde, era moreno, com olhos azuis e com sardas a cobrir as bochechas.
  – Depende do que desejares, meu querido ! – respondeu com um pouco de dificuldade a pensar.
  – Há comida, aqui ?– este perguntou lambendo os lábios e sorrio para a diretora. Ele era gordinho,e tinha uma fita á volta da cabeça.
  – Claro, criança ! Mas agora chega de perguntas, pois amanhã é dia de aulas de magia e precisam de se preparar, por isso vou mostrar-vos os vossos quartos. E já agora têm de estar a pares ou pior um vai ter de ficar sozinho.– a rapariga levou os novos estudantes a conhecer seus quartos, enquanto decidiam quem ficaria com quem é que ficaria sozinho.

Os bruxos são imperdoáveis ?Stories to obsess over. Discover now