Gran Tree

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        Ano 2064, o governo mundial investe pesado em inteligência artificial, o primeiro colapso acontece, os projetos vão por água abaixo, mas descobrem um uso novo para eles, são criados então os jogos com super inteligência, onde npc's criam missões sem precisarem de programação, personagens de jogos agindo como verdadeiros humanos, até hoje esse teria sido o maior avanço tecnológico nas histórias dos jogos, no mundo todo empresas desejam mais e mais comprar esse produto, a venda em massa é inevitável, porém apenas um titã sobrevive, IMEA, uma grande empresa responsável por uma série de jogos utilizando capacetes e plug-ins de realidade virtual, produz um jogo novo e inovador, Gran Tree.

No ano seguinte, o primeiro beta de Gran Tree é lançado, cinco mil pessoas são selecionadas, pessoas de todos os lugares do mundo se reúnem em um mundo virtual para admirá-lo, em questão de dias, o jogo viraliza por todas as redes, mais de meio milhão de cópias são vendidas para a fase final, o número dobra para um milhão até o fim do mês, faltava menos de vinte dias para o primeiro servidor abrir de fato.

Frank, um garoto comum, seus pais eram separados e ele morava sozinho em uma pequena casa em uma zona rural da Suécia, ele não tinha amigos, namorada, não tinha interação social desde que terminou seus estudos, apenas contava com a visita da sua irmã uma vez ao mês para ver se ele ainda estava vivo, foi um dos garotos que conseguiram comprar uma cópia do Gran Tree.

Ele se deitava em sua cama, conectando o capacete com seu roteador, tomava um copo de água e se deitava confortavelmente, após alguns segundos, uma tela de login, ele escreve seu nome e sua senha, seguindo as instruções, o realismo do jogo era algo jamais visto antes, Frank corria de um lado para outro até escolher qual seria sua classe, como de costume, um bom arqueiro, o personagem é igual a como você é, afinal, o jogo utiliza de scanners para ninguém se passar por ninguém, Frank tinha um metro e um pouco mais que sessenta, seus cabelos, curtos e negros, com seus olhos castanhos e penetrantes.

Ele vagava empunhando seu arco até a praça central, um punhado de gente se divertia e conversava, mal sabiam o que os esperavam, um jovem garoto começa um tumulto, ele grita por socorro, ele diz que não consegue deslogar, outros zombam e se colocam para provar que ele está errado, mas se surpreendem vendo que o que ele dizia, estava certo, o botão de 'sair' estava cinza, não podia ser pressionado, parecia apenas um bug, algo que se resolveria facilmente.


Um homem trajando roupas vermelhas surge no topo de uma pousada, ele vestia um capuz que cobria completamente o seu rosto, com um cajado de madeira, ele bate o chão, um som ensurdecedor se é ouvido, todos ali o observam em desespero, talvez seja um GM alertando do bug e vindo resolve-lo.


- Escutem todos, bem-vindos ao primeiro dia de Gran Tree, estamos todos felizes de recebe-los, como já devem ter notado, não é possível sair do jogo, não se preocupem, não é um bug, vocês simplesmente não sairão, o jogo será transmitido, não tudo em tempo real, afinal, não quero zombar de sua privacidade, o aviso já foi dado ao mundo, a conexão nunca irá cair, suas mentes foram arrastadas para o servidor, ou seja, não adianta desconectar a internet, para deixar o jogo um pouco mais realista, incrementamos o sistema de super realidade, em outras palavras, mortes no jogo, resultam em mortes fora dele. Se divirtam!

Em grande tumulto e histeria coletiva, Frank se separa da multidão, se isolando perto de uma árvore, ele não sabia o que fazer, muito menos como responder diante daquilo, mas não podia morrer ali, mesmo sendo insignificante, ele queria viver, ele não poderia simplesmente morrer...

- Eu... eu não vou me deixar abater, eu não vou sofrer com isso, não posso deixar esses malditos ditarem como vou viver, eu simplesmente não posso!

/ Continua / 

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