I - Estudo de caso

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"O meu nome é Sharon Preston e eu sou uma estudante do curso de direito do segundo período. Eu decidi deixar documentado toda essa história a partir de agora.

Em agosto de 2015, três crianças, sem aparentemente nenhum laço familiar ou qualquer coisa do gênero, foram dadas como desaparecidas.

Alicia Evans, uma garota loira de seis anos, foi a primeira a sumir. Seus pais disseram que desde junho ela vinha a agir de uma maneira incomum. Fazia desenhos de alguém misterioso e conversava sozinha. Em alguns momentos parecia paranoica querendo fugir de alguém que só ela via.

Esses sintomas foram apresentados nas outras duas crianças. Josh Adams, um garoto caucasiano de 8 anos e Lilla Jones uma garota morena de 7 anos.

Esse estudo de caso feito por mim, oficialmente, tinha o objetivo de apresentar os culpados pelo sumiço e julga-los de acordo com a lei. As minhas provas apontavam para os pais das crianças, mas ainda sim, algo não fazia sentido."

Levanto-me da poltrona no centro do meu quarto, indo em direção a minha câmera profissional e desligando o modo de gravação. Respiro firme e recolho o meu material.

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17 de outubro

11 horas

Green Hills

Estou na delegacia de polícia de Green Hills na expectativa de poder entrevistar o xerife da cidade.

Fui bem tratada por ser uma forasteira. Todos me receberam muito bem, mas é nítido o clima diferente dentro da cidade.

Ela é bem pequena e rural. Rodeada por florestas e riachos. As árvores fazem jus ao nome da cidade.

Depois de tanto esperar, eu tive a notícia. O Xerife supostamente não estaria na delegacia. Provavelmente não queriam dar ibope para o caso, isso seria péssimo para o turismo da cidade que já é fraco.

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17 de outubro

14 horas

Escola primária de Green Hills

Paul Harper é uma criança de 8 anos, ele vem apresentando os mesmos sintomas que as outras três apresentaram antes de sumir. O assunto teria virado um tabu na escola. Até eu chegar com uma ordem judicial que me permitia investigar o caso.

Os pais de Harper estão preocupados pois já ligaram os pontos. No depoimento dado por Lorena Harper, mãe do garoto, ela diz claramente já que viu o menino em estado de sonambulismo, parecendo estar atraído pela floresta, já que não parava de falar sobre isso. O mais estranho é que Paul nunca apresentou sintomas de sonambulismo.

Estou agora dentro da sala de aula da escola. As crianças estão brincando naquele ambiente colorido e calmo. A professora parece estar de olho em mim suspeitando de algo.

Todos estão se divertindo com seus brinquedos, rindo e conversando, menos Paul. O garoto está sentado enquanto desenha algo. O movimento de sua mão é rápido e brutal, como se estivesse sendo forçado a fazer isso. Em seu olhar eu noto alguma pressão.

The No FaceWhere stories live. Discover now