O corpo de metal de uma pequena luminária de mesa estava inclinada, a luz vermelha que dela libertava-se passava um ar misterioso mas passava também, um ar de luz usada nos clássicos filmes de serial killer, a luminária estava de pé em meio á varias pilhas de papeis amarelos, esses os quais estavam quase todos amassados e feito de bolinhas... Os papeis lentamente eram levantados pelo vento frio que sorrateiramente fugia do ar-condicionado posicionado no encontro de dois lados da parede, poucos centímetros do teto feito de madeira escura e que cheirava á verniz.
A luz da pequena luminária era a única acesa no ambiente e que permitia um resquício de visão do local que aparentava ser um quarto, perto da pequena mesinha onde estavam a luminária, as bolinhas de pepel amassadas e um relógio de mesa digital que marcavam certas horas da manhã, encontrava-se uma cama, era uma longa cama de madeira pintada na cor amarela escura e que notavelmente cabia apenas uma pessoa, e ali havia uma pessoa.
Em meio á dois travesseiros brancos e um edredom azul, estava o senhor Léo Ott, aquele anteriormente chamado de Doctor, ele estava uma calça jeans skinny preta que tinha algumas marcas de lama nas barras do pé, usava uma camiseta social branca com listras pretas que mostrava-se quase totalmente desabotoada e com partes amassadas, a pele clara do Léo parecia úmida, tal como se ele tivesse pegado uma chuva mas ali, em meio aos detalhes de uma chuva passada, estava um perfume masculino de cheiro bom porém, muito forte.
As mãos magras e pálidas do Léo estavam soltas pelo edredom, seu rosto que seguia sendo um pouco quadrado devido os detalhes de uma leve magreza, o nariz fino respirava e inspirava num ritmo lento e leve, os lábios sem cor e um pouco finos estavam quase estampando um sorriso ali, as sobrancelhas de cor castanho escuro que eram grossas e longas não estavam nem arqueadas nem franzidas... Apenas, estavam ali.
Ali por trás da cama onde o Léo dormia de jeitinho aconchegante, dava pra ver uma parede branca coberta por vários pôsteres, eram cantores de rock antigo, outros promoviam séries, alguns estampavam filmes e outros... Apenas eram pintados com paisagens bonitas.
Perto dos grandes pés do Léo que estavam escondidos por dentro de uma meia cinza clara, estava o aparelho de telefone celular dele, um aparelho de tela grande e fina com apenas um botão retangular para se destacar sob a estrutura de alumínio preto... O celular vibrou e depois de soltar um som que lembrava um game arcade dos anos 90, a tela ligou-se e mostrou uma notificação, era uma mensagem.
[ Juan:E ai parça, já acordou? ]
Nem o som, nem a vibração, Léo continuou dormindo confortavelmente, entretanto, poucos segundos depois que a notificação sumiu da tela que logo que se apagou, três batidinhas leves tocaram a porta.
- Filho? Já acordou?
Era uma voz masculina um pouco grave, aparentemente não era de alguém muito jovem pois o tom grosso e sério levemente lembrava a voz do Sr Peter Capaldi.
As sobrancelhas do Léo deram uma tremida, suas palprebas dele descolaram-se uma da outra e seus olhos castanhos escuros enfim estavam abertos, o rosto do Léo passou uma expressão de surpresa ou espanto, logo ele se sentou na cama e analisou todo o quarto passando os olhos rapidamente por cada canto dali, havia algo ali que o surpreendeu e ele... bem... Algo tinha mudado pra ele, e ele estava surpreso justamente por isso.
Léo levou as mãos á cabeça e já notou mais uma coisa diferente, seu cabelo liso composto por uma franja e com os lados raspados havia sumido, ele saltou espantado da cama e parou de frente para as portas de vidro que davam acesso á sacada da sua casa (essas as quais permaneciam de frente á sua cama).
YOU ARE READING
Fix The Heaven
Teen FictionCom seus poderes, a ajuda de seus amigos, um pouco de tempo e de esperança, Léo conseguiu frustrar os planos das pessoas que buscavam trazer o mal ao mundo. Contudo, talvez isso tenha lhe custado as vidas das pessoas que ele mais amava... Para volta...
