Prólogo

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O ar gélido do ar-condicionado congelava meus dedos, estávamos fazendo a prova do trimestre, meu coração acelerado, eu sentia o pulsar, eu respirava fundo e soltava, e marcava as respostas mais certas possíveis, tinha esquecido de estudar, e agora, eu tinha aquele calafrio na espinha, o medo de errar subia a minha cabeça, pensei em olhar para o lado e perguntar a Murilo se ele sabia a resposta e se poderia me dar, ele é um dos meus
ex-namorados que se tornou um dos meus melhores amigos,e ele tentar reatar nosso namoro,mas eu não sei como dizer que não, então fico calada.
Naquele momento, eu dei uma pequena espiadinha, olhei para o lado e susurrei

-Psiu, Muri, você respondeu a quinta questão?

Ele olhou pra mim e respondeu também em um susurro

-sei,é a letra A.

Observei se o professor Thompson estava me olhando, acho que ele saiu da sala, e no entanto, todos olhavam pra mim horrorizados,e Jackeline, minha melhor amiga dava pequenos gritos

- na frente! Olha pra frente!

Quando me virei, dei de cara com uma calça social, e me perguntei"o que?" Fui levantando meu rosto, e de acordo que a visão ficava mais clara, mais medonha situação ficava, era o professor Thompson, ele deu um sorriso de lado e disse

- olá senhorita Duarte? Tudo bem?

Mesmo que a situação fosse ruim, pois, ser pega pescando numa prova, é o cúmulo

- oi professor Thompson?

- eu preciso dizer? Ou você já sabe?

Fechei meus olhos, peguei minha prova, ele suspendeu a mão, e com muito arrependimento, coloquei sobre sua mão,me levantei, puxei minha mochila e a coloquei nas costas, e como eu tenho o costume de segurar-la apenas por uma das alças, engoli em seco, dei as costas, e disse adeus a viajem de férias.
O pátio estava vazio, a maioria das salas desfrutavam da alegria de fazer uma prova, enquanto eu? Sentei embaixo de uma das árvores que enfeitavam o lugar, então, de repente, Justina, a faxineira do Colégio apareceu cantando trechos de músicas antigas, uma mistura de Forever young com letra de "A Lua me traiu", e ao me ver, ela se aproximou e sentou do meu lado

-Clarinha, você não sabe das coisas que aconteceu, se lembra que tú me disse pra enfrentar meu marido e que ele não tinha o direito de me culpar por tudo?

Ela observou ao redor, se certificando que não havia ninguém ali por perto

-sim, me lembro.

Respondi

-então, deu certo, ele agora tá feito um anjinho, até lavar a louça tá lavando?

Sorri em resposta, então ela segurou as minhas mãos e colocou alguma coisa, era um papel, quando prestei atenção, consegui ver as notas de 100 reais e respondi

-o que é isso Justa? Não precisa não!

-precisa sim menina, você mudou a minha vida, e, de agora em diante, vai ser muito melhor, mas como não tenho como agradecer, eu te dou isso, como diz meu nome, eu sou "Justa".

- e como meu nome diz, eu sou "Clara", e claramente digo que não precisa.

-olha, se você não aceitar, vai ser desgosto pra mim.

Ela ficou cabisbaixa, então exclamei

- está bem! Eu aceito com uma condição, você doar-lo pra biblioteca.

- mas é pra você filha!

- mas se você doar pra biblioteca, ela vai poder comprar livros novos e todo mundo sabe que adoro livro de romance, principalmente os novos.

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