Prólogo

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A neve branca e macia, cobria toda a cidade de Atlanta como ninguém nunca havia visto antes. Era o mês mais frio do ano e a temperatura estava mais baixa que o normal.

Os ventos fortes balançaram a cortina branca da casa e Katherine foi logo fechar a janela. As luzes começaram a piscar de maneira assustadora, deixando-os apavorados. Eles sabiam o que estava prestes a acontecer, por isso temiam tanto.

O choro alto do bebê, fizeram-nos despertar para a realidade. Eles precisavam esconder a criança, por mais que fosse impossível. As altas batidas na porta do quarto, eram frenéticas. Eles sabiam que uma hora ou outra, ela iria se abrir. Peter tinha sua arma apontada para aquela direção, ele já estava preparado, enquanto Katherine tentava acalmar o bebê. Parecia que a cada choro da criança, batiam mais forte na madeira, como se isso os motivassem e os dessem forças para continuar.

- Vocês não podem fugir! - o cara gritou pelo outro lado, esmurrando a madeira.

Katherine se apressou em colocar a criança embaixo da cama, pois sabia que não lhe restava muito tempo. Ela pegou sua arma e se juntou ao seu marido. O olhar significativo de Peter, foi direcionado para Katherine que estava tremendo de medo, porém ainda com pelo menos um pingo de confiança.

A porta foi arrombada e os dois homens tão temidos por Katherine e Peter, lhes lançaram um sorriso frio e assustador. Em um movimento rápidos, os dois homens pularam em cima do casal, iniciando uma luta corporal. Os homens tiraram as armas das mãos do casal, jogando as mesmas em um canto qualquer do quarto. Katherine tentava chutar as genitais do homem que a atacava, a todo o momento.

O mais forte tirou uma faca de seu bolso, apontando-a para Peter, fazendo-o arregalar os olhos. Tanto Peter quanto Katherine, sabiam que não teriam como se salvar dessa.

Era o fim.

Os trovões e relâmpagos, deixavam a cena parecida com filmes de terror, mas na verdade era um filme de terror real, vivido por Katherine, Peter e sua filha recém nascida, Lorrie.

Peter lutou com todas as suas forças, mas infelizmente a faca foi parar diretamente em seu coração, sem nem o dar chance de se despedir de sua esposa, ele já estava morto. O grito desesperado de Katherine, foi alto e esganiçado. Ela não acreditava que seu marido havia morrido, pois apesar de tudo, ela tinha esperança que poderia sim ficar tudo bem.

- Cadê a criança? - o cara mais forte chutou a costela de Katherine, fazendo-a soltar um grito de dor.

Mesmo sendo torturada, ela nunca abriria a boca. Lorrie era seu bem mais precioso, acima de todo o dinheiro que ela tinha, mas para o azar dela, o choro da criança invadiu o local.

- Não! - ela gritou, tentando impedir o cara mais fraquinho de ir até o lugar de onde o choro vinha.

A criança foi achada e os gritos de Katherine não cessavam, ela iria lutar até seu último suspiro para salvar Lorrie. O mais forte querendo acabar com tudo, pegou a arma e deu um tiro na cabeça de Katherine, matando-a na hora.

Sua atenção foi voltada para o bebê, agora em cima da cama. Seu sorriso frio foi incontrolável, e a faca em sua mão indicava que o bebê seria morto. Ele traçou uma linha com a faca, no braço esquerdo da criança, fazendo-a berrar. O choro era música para seus ouvidos, ele estava disposto a torturá-la o máximo possível.

- Hey, brother! Vamos acabar com isso, ela é só um bebê. - o outro incomodado falou, recebendo um olhar frio de seu amigo.

O cara estava prestes a deslizar a faca no corpo do bebê mais uma vez, quando um barulho de tiro o fez se assustar. Seu amigo estava morto no chão, e perto da porta estava Susie, com uma arma na mão e um sorriso um tanto quanto convencido no rosto.

- Acabou pra você! - ela falou confiante.

O cara largou a faca e tentou pular em cima de Susie, mas foi em vão, pois ela desviou-se, fazendo-o cair no chão. Ele não tinha pra onde fugir, então agarrou a perna de Susie, derrubando-a no chão. O cara logo aproveitou para fugir, conseguindo.

Susie sabia que seu dever era cuidar da criança, pois seus pais estavam em um lugar muito distante no momento.

O céu.

Ela também sabia que ele iria se vingar, e um dia viria atrás de Lorrie Milles.

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