Novas Inimizades

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 Depois do pequeno incidente com os saqueadores, eu e... A sim, esqueci de dizer para vocês o nome da garota, ela chama-se Verinna, bom, não é o melhor dos nomes, mas ela disse que poderia ser chamada de Vena, bom seguindo a história, eu e Vena seguimos para o vilarejo onde ela "morava", Vena foi adotada por um mago, foi assim que conheceu o arcano e aprendeu a conjura-lo, bom é o que aparentava, e sendo assim passava mais tempo na floresta treinando com árvores, segundo o que ela me contou.

-Ainda estamos longe? - Perguntei a Vena que estava bebendo água num lago, quando um peixe pulou e molhou seus cabelos.

-Ah deuses - Ela tentou acertar o peixe com uma esfera arcana mas o peixe foi mais esperto e pulou novamente, ela soltou uma praga, que soou como se estivesse amaldiçoando a mãe do peixe - Não, estamos perto, bom, perto demais - Ela cochichou mas assim mesmo deu para sentir um pouco de medo em sua fala - Bom, vamos logo. Não vai beber água?

-Não, obrigado, eu prefiro não tomar essa água - Sim, sim, eu tenho medo de lagos mesmo, só bebo água em copos - Mas estou com fome.

-Hum... Então vamos logo!

Não sei se ela tinha percebido que eu tenho medo de grandes quantidades de água, mas ela só me olhou e andou, sim, eu estava sendo guiada, eu a segui e no caminho paramos e comemos amoras selvagens e Thalken, uma espécie de maça enorme, molenga e extremamente doce.

-Não exagere, essas amoras causam alucinações - Eu alertei a ela, já que não era uma elfa não tinha imunidade à natureza e seus derivados ruins - Aqui, coma uma maça.

-Está bem "mamãe". Quer que eu use fraldas também? - Ela me olhou e começou a rir e me jogou uma amora e sujou meu rosto, eu pulei nela e segurei seus braços - Sai de cima de mim!

-Me pede desculpas?

-Tá! Desculpa. Sai logo.

Eu me levantei e soltei ela e começamos a rir de novo, até que nós ouvimos um barulho na árvore perto dali.

-O que foi isso - Vena virou para a árvore e uma fumaça apareceu, era roxa e bem densa tinha cheiro de grama e amoras.

-Não respire isso! - Eu tentei avisar mas ela já tinha aspirado um bocado - Vena, acorda, anda, ACORDA!

A fumaça não me deixou inconsciente mas me paralisou e eu ouvi vários passos largos vindo em direção de nós e feixei os olhos.

-O que vamos fazer com essas duas aqui? - Indagou uma voz de uma mulher, era esganiçada mas aparentava ser jovem - Poções? Ou apenas mata-las por invadir nosso espaço?

-Deixe de tolice - Uma outra falou, essa era mais suave e bastante serena - Vamos leva-las para nosso covil!

-Adoro essa palavra, "Covil", parecemos até bandidas ou foras da lei - Uma terceira mulher falou, a sua voz era como a da primeira só que mais grave e profunda. Em uníssono as três soltaram uma gargalhada.

-Bom essa daqui é uma... Humana - A voz serena falou - Leve-a Sarilda.

-Pode deixar - Sarilda a mulher da voz esganiçada e grave pegou Vena - Ela é muito magrela, não sei o que a chefe vai fazer com ela.

-E aquela outra Dridare, tire os cabelos do rosto dela

-O que é isso! Uma elfa? - Dridade a voz serena parecia estarrecida com minha presença - Deixe que eu mesma levo ela.

-Mas o veneno foi meu!

-Não questione Marzira, eu que resolvi vir por esse caminho - Falou Dridare - E ainda por cima você disse que estava com dor nas costas hoje mesmo.

Um poder escondidoWhere stories live. Discover now