Recomeço

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Bip, Bip, Bip... Ao ouvir o som do alarme, levantei instantaneamente. Era cinco e quarenta da manhã, eu já estava atrasada. Dei um pulo da cama e corri para o banheiro. Tomei um banho rápido, coloquei uma calça jeans e uma blusa regata, peguei minhas coisas e desci as escadas as pressas.

Estava me mudando para a casa da minha prima. Tive que ir para lá, pois era o único lugar perto de onde eu iria, futuramente, trabalhar como enfermeira.

Minha mãe estava preparando o café da manhã que parecia delicioso. Porém, como já estava em cima da hora para pegar o avião, peguei só uma torrada e um copo de suco.

_Você tem que se alimentar direito. A primeira refeição é sempre a mais importante.
_Eu sei dona Laura, mas acontece que sua filha querida está muito atrasada. O vôo sai em menos de uma hora.
_Ainda dá tempo, o aeroporto é aqui pertinho. Anda, senta aí e come.

Era impossível discutir com a minha mãe. Ela sempre ganhava mesmo, então nem adiantava tentar.

O tempo foi passando e sem que eu me desse conta, só restava 20 minutos para que eu chegasse no aeroporto, fizesse o check-in e embarcasse no avião. Minha mãe me levou até o táxi e nos despedimos com um forte abraço.

Felizmente cheguei a tempo. Fiz o check-in rapidamente e entrei no avião que logo já estava decolando e me deixando enjoada, como de costume. O vôo em sí foi bom. Não houve turbulência, nem nenhum problema técnico.

Cheguei às 10:00 horas. Ao desembarcar, avistei uma menina, alta com cabelos ruivos e lindos olhos castanhos. Ela segurava uma placa com o nome Júlia Montês, então deduzi que era a minha prima me esperando. Como não a via desde pequena, só a reconheci por causa das características que minha mãe havia descrito sobre ela. Alta, magra e ruiva.

Fui falar com ela. Seu nome era Helena. Eu não me lembrava muito bem do nome, então fiquei um bom tempo tentando me recordar, até que ela disse:

_É Helena. Não acredito que você esqueceu de mim. Éramos tão próximas quando éramos pequenas.
_Me desculpe, é que faz quase 15 anos que a gente não se vê.
_Nossa! Já faz tanto tempo assim. Como o tempo voa. Bom vamos logo, quero mostrar a cidade e a sua nova casa.

Rodamos pela cidade por algumas horas. Fomos no shopping, no parque e ela me mostrou o hospital no qual eu iria trabalhar. Pouco antes de anoitecer, fomos para casa. Antes de entrarmos, ela demorou um pouco para estacionar o carro que por acaso era muito chique. A casa também parecia ser chique e bastante confortável. E o meu quarto, era incrível. Tinha um lindo papel de parede de nuvens, uma estante repleta de livros e uma cama gigantesca, além de uma escrivaninha com um computador e alguns quadros com fotos minhas e dela quando éramos pequenas. Tudo era lindo, eu realmente me sentia em casa.

_Qualquer coisa você pode falar comigo, tá Júlia?
_OK. Er... Onde é o banheiro?
_O segundo quarto a direita do seu. Bom, agora que você conhece a casa, eu vou descer para fazer chocolate quente para a gente.
_Obrigada.

Antes de descer, tomei um banho demorado e gostoso. Me senti totalmente relaxada. Finalmente a minha vida estava se encaminhando por um caminho certo. Era bom ter uma coisa boa acontecendo, principalmente depois de tudo que havia acontecido...

Parentes distantesDonde viven las historias. Descúbrelo ahora