Lorenza

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A Imagem do Destino 

A Imagem do Destino 



     Seus braços faziam tanta força para trazê-la para dentro do pequeno bote. Parecia que ela era a coisa mais importante do mundo. As veias dos seus antebraços e pescoço alteradas dado ao esforço me comoveram enquanto Netuno do outro lado evitava sua partida e transformação rumo ao mundo dos humanos. Pensei naquela sereia. Não consegui decidir se ela era a garota mais sortuda do mundo ou a mais azarada. A dúvida foi tão bem retratada naquele quadro.

— Quando quero encontrar a Lore só preciso procurar uma galeria de quadros.

— Pai...

Meu pai é um cara acima da média. Meu melhor amigo. Meu companheiro. Meu mala. Meu chato preferido. Às vezes era complicado lidar com tanto amor. Minha identificação com ele era total. Quando nasci ele tinha dezoito anos de idade. Uma criança. De certa forma entendo que crescemos juntos e isso nos uniu. Embora ele tenha se esforçado a cada segundo para ser o melhor pai do mundo e foi.

— Gostou desse quadro não é?

— Gostou desse quadro não é?


— Ele tem uma história tão dramática. Aprisiona a gente. Parece que a sereia tão jovem não sabe o que fazer. Ela quer o amor do pescador, mas não quer abrir mão do seu reino e da segurança do seu pai.

— Isso te seduz filha?

— Ela é corajosa pai. Muito corajosa.

— Ok, vamos leva-lo!

— Não pai... Pai!

— Sabe que adoro mima-la Lorenza Yotuel.

— Pai você deveria me proibir de comer chocolate antes do jantar e não dizer que uma barrinha não faz mal.

Abraçados saímos da galeria com ele segurando o quadro. Às vezes eu tinha que avisar o que ele deveria ou não dizer para mim. Acho que parte dele se sentia culpado pela mãe que eu tinha.

Berta não foi mãe. Percebi muito cedo que ela jamais seria uma. Na cabeça maluca dela estávamos disputando o mesmo homem. Homem. Que tipo de mulher acha que o marido e o pai da sua filha podem ocupar a mesma linha emocional do amor? A minha mãe. Ela fazia questão de deixar isso claro o tempo todo. Inclusive me proibia de chama-la de mãe se não estivesse na frente do papai. O tempo me ensinou a não dar importância para as maluquices dela, eu tinha o meu pai comigo e por mim, por que eu me encheria de rancor e questionamentos sobre uma mulher que me teve sem não querer?

Quando eles se separaram ela me jurou de morte longe da sua presença. Acusou-me de estar roubando o seu homem. Foi o melhor momento da minha vida quando fui morar com eu pai. Meu mundo era de vez colorido. O preto havia ficado para trás. Pelo menos foi isso que eu acreditei até aquele dia. 

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Entre Quatro Paredes e Nada Mais LIVRO (Degustação)Leia esta história GRATUITAMENTE!