Capítulo XV

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Estar sozinho com Alícia estava provocando Matheus de todas as formas, pois a cada olhar e sorriso que o mesmo fazia para ela, era notável suas bochechas corando e a mesma ficando envergonhada, entretando não podiam ficar só trocando olhares, deviam logo conversar.

- Então... Sobre o que quer conversar? - Alícia quebrou o silêncio.

- Eu vou embora... - Disse Matheus com uma certa curiosidade de como Alícia iria reagir.

- Vai? - Alícia tentou disfarçar a sensação ruim que sentiu e fingiu interesse. - Para onde?

- Austrália.

- Por que?

- Recebi uma proposta de um dos acionistas da empresa do meu pai.

- Achei que você não se importava com a empresa..

- Não me importo, mas achei interessante conhecer novas línguas. - Matheus lhe jogou um olhar malicioso indicando o duplo sentido de sua fala. Alícia tentou ingnorar e continuou.

- Ah, e quando vai?

- Só depois que eu me formar.

- Entendo, vai participar da festa de formatura? - Alícia achou melhor trocar a palavra baile por festa, pois achava que Matheus poderia entender que ela estava o convidando.

- Não sei, dependendo do meu humor... - Dependendo de você ir e com quem você vai. - Pensando bem, acho que sim, tenho que me despedir da galera.

- Hum...

- Você vai?

- Vou ser obrigada a ir, Natan vem falando sobre isso o tempo todo. - Alícia não queria citar o nome Natan naquele momento, sabia que Matheus mudava seu humor facilmente quando se tratava de seu relacionamento com ele, mas não achou outra maneira de explicar o motivo de ir.

- Não acha que deveria ser ao contrário? - Levantou uma das sobrancelhas. - Geralmente são as meninas que se preocupam com bailes etc.

- Mas é porque... - Alícia travou ao lembrar que Natan tentaria convece-la a ter sua primeira vez no dia do baile.

- Porque... - Matheus franziu a testa e logo sorriu fraco ao entender o que aquilo significava. - Entendo.

- O que? - Alícia fingiu não saber sobre o que ele se referia.

- Você sabe bem, Natan quer isso de você a muito tempo, e depois que conseguir vai ver como eu estava certo.

- De novo esse papo, você está enganado, Natan mudou. - Falou sem convicção.

- Sei... - Fez expressão de pouco caso.

- Pare com isso Matheus, ele me ama.

- Claro que sim. - Ironizou. - Mas e você, ama ele?

Aquela pergunta fez Alícia pensar e pensar, tanto que Matheus se sentia triunfante diante da demora. Mas logo...

- Amo... - Por que mentir tanto para si mesma? - Mas parece que você nunca vai aceitar e me apoiar com ele.

- De fato, não. - Matheus não se sentiu estranho diante da resposta dela, pois lhe conhecia bem o bastante para perceber a incerteza em suas palavras.

- Posso saber o porquê?

- Porque eu estou certo e você errada. - Debochou.

- Me poupe.

- De jeito nenhum. - Fitou Alícia de forma pervertida.

- Já posso ir embora? - Alícia disfarçou a vergonha.

- Não, a chuva não parou. - Matheus se acomodou na cama deitando de lado. - Eu vou tirar um cochilo, quando a chuva parar você me acorda, ok?

- Matheus!

- Você não consegue ficar sem gritar?! - Reclamou. - Deita também, não adianta berrar, não vou abrir a porta.

- Mas eu tenho que ir...

- Shh!

×

Havia se passado uma hora e Matheus acabara de acordar por conta de um trovão, Alícia provavelmente dormia ao seu lado, e o fato de ela estar ali, em sua cama, parecia tentador.

Mas não queria acorda-la, quem sabe, observa-la de perto.

Virou-se para ela e sorriu de canto ao ver que a mesma continuava ali, não havia usado alguma estratégia para conseguir pegar a chave em cima do guarda-roupa, e também não havia fugido enquanto dormia.

Matheus levou uma das mãos aos fios ruivos de Alícia e puxou uma mecha longa, observando por um tempo e amaciando com delicadeza. Não conseguiu ingnorar seu rosto, pois logo estava deslizando os dedos por suas sardas e por seus lábios.

Os lábios...

Continuavam rosados e hidratados, provavelmente Alícia cuidava bem deles.

Entretando, não era exatamente para isso que estava se importando, era o fato de estarem próximos aos dele, sem proteção alguma, e melhor, sem ninguém ali para impedir que algo aconteça. E por sinal, Matheus estava louco para que esse algo acontecesse.

- O que você... - tentou falar sonolenta.

- Nada de mais.

- A chuva..?

- Não parou ainda, e o tempo ta esfriando. - Matheus continuou com as carícias no rosto de Alícia, que logo abriu os olhos e lhe fitou.

- Quanto tempo eu dormi? - Tentou pegar o celular no bolso de seu short, mas não teve sucesso, pois Matheus segurou sua mão e respondeu:

- Uma hora, mas ainda não da pra ir embora, então nem adianta sugerir taxi, ou sei lá o quê.

- Eu não disse nada.

- Gosto assim. - Matheus envolveu os braços em Alícia e sorriu levemente.

- Matheus... - Tentou falar, mas logo se conteve ao sentir um calor em seu corpo.

- Calma, só estou te esquentando. - E de fato estava, mas não só por fora, por dentro também, causando sensações um tanto curiosas para Alícia.

- Não é isso...

- Então o que é? - Levantou uma das sobrancelhas.

- Nada...

- Tudo bem... - Ele passou o polegar pelos lábios de Alícia continuando a fitar seus olhos com intensidade.

- Olha, eu..

- Shh... - Matheus queria calar a boca dela, para ele, Alícia falava demais em momentos errados, como estava fazendo agora.

Então logo aproximou seus lábios aos dela, e lhe beijou profundamente, só que dessa vez, foi com desejo, um desejo insuportável de tê-la para si.

Ela correspondeu do mesmo modo, queria que aquele beijo durasse uma eternidade, pois se sentia à vontade perto de Matheus, e estava curiosa para saber onde aquilo chegaria.
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Oe leitores queridos :B
Quero avisar que andei pensando em especificar os dias para publicar os capítulos, mas sabe, tem dias que não surge idéias na cachola pra escrever, então se eu fizer isso talvez pode flopar kabska

Entendem né? É.

Das próximas vezes vou tentar não enrolar tanto pra publicar os capítulos, é porque to sem roteador e to vivendo de 3g

Sad life. çç

Enfim, espero que estejam gostando, prevejo saliência por ai rssrssrsrsr

Beijos de luz, Eve c:

Seja MinhaWhere stories live. Discover now