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Luke Castellan viu Percy Jackson pela primeira vez numa terça-feira de outubro, enquanto voltava a pé para casa, após um plantão de 12 horas na delegacia.

O sol da tarde batia forte e o vento soprava suavemente, movendo os cabelos escuros dele. Sua roupa era simples, uma calça cargo que preta que marcava perfeitamente sua bunda, uma camiseta azul Marinho que deixava o contorno de seus mamilos e algo que pareciam bolinhas, - seriam piercings? Luke não sabia, mas com certeza daria um jeito de descobrir - a mostra e um Nike branco com uma pequena plataforma, algo que adicionava no máximo 3 centímetros a sua altura.

Percy caminhava rápido, com sua mochila preta cheia de bottons de animes nas costas e por um segundo o mundo de Luke simplesmente parou.

Luke, parado no semáforo, esperando sua vez para atravessar, sentiu o estômago virar e a respiração acelerar. Coronel, herdeiro de uma família com histórico na Polícia de São Paulo, 1,92 m de altura, ombros largos, pele morena, corpo esculpido por anos de disciplina e treinamento. Tinha trinta e quatro anos e, até aquele instante, acreditava que nada o abalava.
Nada, até aquele homem aparecer na sua frente. Ele atravessou a faixa como se a cidade inteira lhe devesse passagem, e Luke soube, naquele segundo, que precisava ter aquele homem para si. Precisava tê-lo abaixo de si, chamando seu nome enquanto era fodido. Precisava vê-lo fazendo o café da manhã, nu, enquanto o olhava cheio de desejo. Precisava acordar ao seu lado e observá-lo após uma madrugada intensa antes do seu trabalho. E ele teria isso, daria um jeito de possui-lo.

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Na manhã seguinte ele já tinha o nome completo, o CPF, o endereço do pequeno apartamento que morava, o número da faculdade de publicidade e propaganda e a coisa que mais impressionou ele: Um cadastro ativo em um site de acompanhantes. Ele não oferecia serviços sexuais, para o alívio de Luke, que só de imaginar outros homens tocando seu garoto ficava possesso de raiva.
Mas ele não descobriu só isso. Ele descobriu também que Percy veio para a capital sozinho, com uma mala e a esperança de uma vida melhor, longe do interior. Ele não tinha família, seus pais haviam morrido em um acidente de carro quando ele tinha 12 anos e desde então passou por diversos lares provisórios, até voltar de vez para o orfanato aos 17 e não ser legalmente adotado. Percy era beneficiário de programas sociais, cursava sua graduação na Federal e recebia um auxílio para estudantes, mas de longe era suficiente para conseguir se sustentar.

Com as informações em sua mão, Luke tomou a decisão mais simples que poderia tomar, marcou um encontro com ele pelo site de acompanhantes, esperando que fosse aceito. Luke esperava que Percy gostasse dele, esperava de verdade, porque se dependesse dele, aquele garoto nunca mais precisaria trabalhar na vida, ele teria tudo, casas, carros, viagens, roupas de luxo, tudo que ele nunca teve, mas ele teria principalmente um homem que faria de tudo por ele. Um homem que morreria por ele, mataria por ele e o faria sentir desejado todos os dias de sua vida. Luke faria questão de ser melhor do que qualquer homem que o estudante sequer tivesse conhecido ou desejado. Percy nunca mais passaria dificuldade na vida e principalmente nunca mais iria querer outro homem. Luke garantiria isso.

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No dia do encontro, Luke mandou flores anônimas para sua casa. Não obteve resposta, mas passou o dia ansioso, aguardando para o encontro que prometia tudo ao final do dia.

Após o expediente Luke saiu já trocado da delegacia, a noite estava quente mas isso não o impediu de colocar a roupa que tinha planejado para impressionar Percy.

Luke chegou cinco minutos adiantado. Camisa social preta, aperta o suficiente para mostrar o começo de seu peito e justa o suficiente para deixar pouco para imaginação. Além disso, vestia uma calça social justa, exibindo suas coxas grossas, ela era preta e seu tênis branco. Estava deslumbrante, sabia disso. Algumas mulheres haviam o observado durante o caminho, mas não é como se ele se importasse, a única pessoa que importava estava indo a seu encontro.

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