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A única luz no quarto vinha da janela.

A cidade brilhava lá fora, distante e indiferente, enquanto os dois permaneciam deitados lado a lado, próximos o suficiente para que nenhum dos dois conseguisse fingir que estava confortável.

Jisung mantinha os olhos fechados.

Não porque estivesse dormindo.

Mas porque, se abrisse os olhos, sabia que encontraria o olhar de Minho sobre ele.

— Você ainda está acordado? — perguntou baixinho.

Silêncio.

Então sentiu uma mão tocar a sua coxa por baixo do lençol.

Os dedos encostaram primeiro, hesitantes.

Depois relaxaram.

Ele abriu os olhos.

O Lino estava olhando para ele.

Não havia sorriso dessa vez. Apenas aquele olhar silencioso que dizia coisas demais.

— A gente não deveria estar fazendo isso — sussurrou.

— Eu sei.

Nenhum dos dois se afastaram.

— Então por que você não vai embora?

A pergunta ficou suspensa no ar.

Minho desviou os olhos por alguns segundos antes de responder:

— Porque eu não quero.

A sinceridade daquela frase fez seu peito apertar.

Durante tanto tempo, tinham transformado sentimentos em brincadeiras, olhares em coincidências e toques em acidentes. Era mais fácil fingir que não significava nada.

Até aquela noite.

Minho se aproximou devagar.

O espaço entre os dois desapareceu.

O primeiro beijo foi breve, quase tímido.

Oque deu iniciativa para Jisung subir em seu colo.

As línguas se encontravam num ritmo lento e hesitante, como se cada uma procurasse espaço e, ao mesmo tempo, aprendesse os movimentos da outra. O beijo alternava entre momentos suaves e outros um pouco mais intensos, sem pressa. 

Quando se afastaram, suas testas permaneceram encostadas.

— Isso vai complicar tudo — murmurou Lino.

— Provavelmente.

— Você não parece preocupado.

— Estou.

— Então por que está sorrindo?

Han sorriu ainda mais.

— Porque passei tempo demais imaginando como seria.

A mão que segurava a cintura de Jisung o apertou.

Dessa vez, nenhum dos dois tentou esconder o sorriso.

Jisung se aconchegou contra o Minho, deixando a cabeça repousar em seu pescoço. O braço ao seu redor veio naturalmente, como se aquele lugar tivesse sido reservado para ele desde sempre.

Por alguns minutos, ficaram assim.

Sem promessas.

Sem explicações.

Apenas ouvindo a respiração um do outro.

Até que, quase dormindo, ele murmurou:

— Se amanhã você fingir que isso não aconteceu, eu vou ficar bravo.

Uma risada baixa respondeu.

— Eu não vou fingir amor.

— Promete?

Um beijo suave foi deixado em sua testa.

— Prometo.

E, naquela madrugada, pela primeira vez, eles dormiram sem precisar esconder o que sentiam.


Hyunnaxxx

querem bônus??

LençolCerita yang bikin terobses. Temukan sekarang