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"Diana Mendes narrando"

da música era quase ensurdecedor

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da música era quase ensurdecedor

Luzes piscando em tom de vermelho e
Douradas atravessaram o salão lotado
O cheiro de bebida, e perfume doce e suor pairava no ar como uma nuvem sufocante

Eu odiava esse tipo de lugar

Mas tinha vindo por insistência das meninas

Maria Júlia: só hoje, Diana você nunca sai

Então aqui está eu de vestido vermelho de alça fina, botas de salto alto e maquiagem impecável

Encosta perto do bar observando o caos, com uma taça de vinho na mão

A conversa das minhas amigas ecoava
Distante eles riam de Algo provavelmente envolvendo um cara bonito ou uma fofoca inútil

Meu celular vibrou

Deslizei a tela com desinteresse até ver a mensagem

"Senti saudades de te ver"

Aqueei a sombrancelha

Número desconhecido nenhuma foto
Nenhum nome nenhum pista

"Quem e ?"

Digitei de volta franzido o cenho

Continue olhando ao redor o celular ainda na mão um casal se beijava na pista duas garotas dançando em cima da mesa um cara alto conversado com o barmen nada fora do normal

A resposta chegou

"Sinto muito, princesa não posso dizer mas quero que saiba que eu sempre vou estar com você onde você estiver"

Meu estômago gelou

Olhei imediatamente em volta

O salão continua o mesmo música alta
Vozes gritando luzes piscando ninguém olhando para mim

"Isso e algum tipo de piada idiota?"

Respondi

"Quem tá aí"

A próxima notificação me fez deixar a taça em cima do balcão sem pensar

Era uma foto

Era uma foto minha

Tirada ha segundos

Mesma roupa mesmo ambiente

O celular na minha mão, minha expressão concentrada na tela

Olhei ao redor girando devagar meus
Olhos correndo por cada rosto, cada pessoa, cada movimento, mas ninguém Me fotografando nenhum celular apontado olhos fixos em mim

A música continuava

O mundo seguia

Mesmo cercado de gente nunca me senti tão sozinha

Segurei o celular com força o coração
Batia rápido mas o rosto impassível

Não ia dar o gostinho de me ver em Pânico

Abrir o chat de novo, os dedos pararam sobre o teclado por um segundo antes de digitar

"O que você quer"

Olhe em voltar mas uma vez minhas
Amigas ainda riam agora mas distante

As luzes giravam sobre as cabeças
Das pessoas como olhos cegos

A resposta veio quase de imediato

"Nada, já tenho o que eu quero"

Engoli em seco meus olhos correram
Pela tela procurando qualquer coisa
Que me ajudasse uma localização um
IP até um erro de digitação que entregasse o estilo das pessoas mas nada era perfeito de mais

Diana: isso não é normal
Murmurei para mim mesma

Diana: isso é doentio

Digitei mais uma vez

"Você me conhece?"

Mais uma pausa mas longa dessa vez

E então

"Você e tudo que eu conheço"

A taça de vinho ainda estava lá intacta
Eu a Empurrei levemente pro lado
Como se isso pudesse me devolver o
Controle de alguma coisa

Tudo dentro de mim gritava devia sair dali

Mas algo me mantinha parada

Orgulho? curiosidade?

Ou aquele impulso idiota de querer
Enfrentar o que eu deveria ignora?

Mordi o lábio inferior, sentindo a boca secar a adrenalina me deixava
Alerta demais para simplesmente agir
Como se nada tivesse acontecido

Dei mais um passo para trás, o celular
Ainda na mão

E digitei, como os dedos trêmulos

"Onde você está agora?"

E no exato momento tive a resposta

"Onde eu estaria se não tivesse nesse festinha chata suportando tudo isso por você?"

Meu sangue gelou

As palavras pareciam normais de mais Quase brincalhonas

Mas o contexto era outro

Ele estava aqui

Alguém perto me observando

Desliguei o celular imediatamente

Meus olhos varreram o salão mais uma vez e agora não era paranóia minha

Era real

Caminhei em direção às minhas amigas, o salto dos meus pés afundando levemente no tapete roxo decorativo da ara VIP, mas o mundo ao redor parecia desfocado

Quando me aproximei, uma delas Maria Júlia

Virou com um sorriso

Maria Júlia:Finalmente! Achei que você tinha virado uma planta no bar

Diana: eu estou sendo seguida

Sussurrei baixo para só ela escutar

O sorriso dela sumiu na hora

Maria Júlia: o que?

Diana: eu tô recebendo mensagens de
Alguém daqui, agora

Me aproximei mais quase colando o rosto no dela

Diana: a pessoa me mandou uma foto minha aqui, agora há pouco

Maria Júlia arregalou os olhos

Maria Júlia: você tem certeza que não é alguém conhecido?

Diana: a pessoa me chamou de "princesa" disse que estava aqui, na festa agora

Olhei em volta novamente

Diana: isso não é normal, isso é sério
Isso e alguém aqui me vigiando

Ela engoli em seco olho em volta insistivamente também

Maria Júlia: Vamos ao banheiro então, lá é melhor para conversar

Assenti ainda com o mão no celular mas sem abrir a tela de novo

Minhas Costas suavam, a festa o barulho e multidão

Tudo parecia ainda mas sufocante agora

E em algum lugar no meio daqueles
Luzes e pessoas desconhecida

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